Capítulo 2 - O inimigo

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Uma volta no tempo...Esse é realmente o início da história, onde acontece a colheita do distrito 3. Ainda há pouca gente acompanhando, mas  torço para que atraia mais leitores. Muito obrigada pelo comentário, e pelas duas estrelinhas no capítulo anterior. Essa história ainda trará algumas surpresas.

Me desculpe por  eventuais erros ortográficos,de concordância, pontuação, repetição de palavras e etc. Esse história foi escrita há alguns anos, desde lá creio que amadureci e aprendi certas coisas da escrita, além do mais a sua revisão foi menos rigorosa que a minha outra história, já que essa por ser uma fanfiction não terá como fim uma publicação comercial.

O inimigo

"Eu sou o inimigo
Eu sou o paradoxo
O crime e o castigo
O universo e seu umbigo
Unânime e controverso
O torto e o seu inverso

Eu sou o inimigo
Eu sou o cadafalso
Harmônico e dissonante
Genial e ignorante
Altruísta e egoísta
Megalomaníaco minimalista

Eu sou o inimigo
Eu sou a outra face
Reservado e verborrágico
Espirituoso e trágico
Vaudeville e Grand Guignol
Sangue quente e formol"

Thadeu Meneghini/ Adalberto Rabelo Filho

Era mais um dia de colheita em Panem. Eu estava ansiosa pelo sorteio. Vestia a minha habitual roupa preta, e não um vestido, como a maioria das garotas que estavam lá. Usava uma calça justa, uma blusa e uma jaqueta. Para que se vestir de menininha, se uma de nós seria oferecida em sacrifício? Para que ficar doce e bonita nessa situação? Era somente uma hipocrisia.

Desde que minha irmã morrera, preto tinha se tornado a minha cor, eu me vestia com ela em quase todas as situações. De certa forma, era um sinal de luto e também de rebeldia. Se não fosse doloroso, talvez teria feito tatuagens e piercings. Se não desse trabalho e ocupasse o meu tempo com algo pouco útil, eu usaria uma maquiagem forte. Ou até mesmo se não prejudicasse a saúde, beberia e usaria drogas. Entretanto, eu tinha um propósito,  não me prejudicaria ou perderia tempo com algo que o atrapalharia.

Todos a minha volta estavam apreensivos, eu não, o meu sentimento era diferente. Eu desejava ser sorteada para os Jogos Vorazes. Aquilo ajudaria no meu plano.

Sienna Coulter, a mulher da Capital, tirava um papel. Quando ela diz o nome vejo uma triste garotinha de 13 anos indo para o palco. Hum... aquilo não seria problema. Então Sienna pergunta por voluntários. No distrito 3, voluntários para os jogos eram muito raros. Todos se surpreendem quando eu falo e vou para o palco. Percebo uma melhora no ânimo geral.  Isso quebrou um pouco o clima de tragédia, e bem, eu com 17, quase 18, era um tributo muito mais promissor do que uma menininha.

–Qual o seu nome? – Sienna me pergunta no palco.

–Hope Vega.

– Hope, mas que grata surpresa! Nós temos aqui uma menina corajosa. Não é pessoal? Batam palmas para Hope .. Vega. - percebo certa hesitação ao dizer o meu sobrenome, ela devia tê-lo reconhecido.

A população obedece ao pedido de Sienna e escuto as palmas. Acho que eles ficaram aliviados com o meu oferecimento. Eu não era muito querida lá. Meu pai era rico,  isso trazia certa inveja e obrigação de ser simpática com todos para mostrar que não era mimada. Mas há alguns anos, tinha me tornado reservada, me afastado das pessoas, cortando a possibilidade fazer amigos ou suscitar afeto .

O jogo da vingança (completo)Onde as histórias ganham vida. Descobre agora