Capítulo 2

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Nina Novaes.

No sábado tudo que eu gostaria de fazer era passar meu dia estudando normalmente. Porém, graças à noite de ontem, tudo que eu consegui foi passar meu dia estudando com uma baita ressaca.

Acordei quando já passava do meio-dia. Estava toda manchada, porque, como sempre, havia dormido sem tirar a maquiagem ou sequer tomar um banho gelado. Depois de fazer todas as higienes necessárias, fui atrás do Celo, pois ele geralmente dormia na sala depois das festas que íamos, mas tudo que encontrei foi um bilhete jogado no sofá dizendo que ele tinha turno de 12 horas hoje no trabalho e que ele tinha comido meus cookies. Filho da mãe! Ele sabe que eu amo aqueles cookies.

A Sô me ligou às duas da tarde dizendo que tinha acabado de acordar e ia passar o dia na cama. Desejamos melhoras uma à outra e eu enterrei a cara nos livros (depois de muita comida e um bom remédio pra dor de cabeça, é claro).

(...)

─ Eles NUNCA ligam de volta, Nininha! Por que eu sempre me iludo com esses safados? ─ "Nininha"? É, a Sofia estava bem mal.

Domingo à noite. Muita chuva lá fora. Muito frio. Uma melhor amiga na TPM. Um filme bem meloso. Uma panela de brigadeiro. E muita coca. Era assim que meu domingo estava terminando.

─ Quem não te ligou de volta dessa vez, Sô? ─ pergunto tentando parecer interessada, pois sabia que esse drama todo era por causa da TPM. Sofia não se importa que eles não liguem de volta... Na verdade ela nem quer!

─ Aquele ridículo da boate na sexta. Ele prometeu que ia me ligar!

─ Mas você nem tá querendo compromisso, amiga.

─ É que... ─ faz uma pausa parecendo relembrar alguma coisa. ─ Ele beija realmente bem. E fez outras coisas legais comigo durante o...

─ Ai Sofia, cala a boca! Não quero detalhes sórdidos da sua noite ─ a corto antes que ela desembeste a falar o que eu, definitivamente, não preciso ouvir.

─ Desculpa! A gente nem fez nada demais, ele só me levo...

─ CHEGA! Vamos falar de coisa boa ─ a corto novamente, tirando o brigadeiro das mãos dela ─ Você vai me levar no hospital amanhã?

─ E por que eu faria isso?

─ Ué, você conhece muita gente importante lá... Nada melhor do que começar com uma moralzinha.

─ Conheço só os importantes da cardiologia lá... Não me lembro de ninguém da pediatria.

─ Mas eles podem conhecer os da pediatria.

─ Tipo... um cirurgião?

─ É, pode ser.

─ Vou falar com o Sérgio ─ ela diz, procurando pelo seu celular.

Volto minha atenção para o filme, que até então não tínhamos sequer prestado atenção.

─ Ele é amigo de um tal de doutor Alex, cirurgião pediátrico ─ Sofia diz após um tempinho. Meus olhos brilhavam só de escutar aquelas duas palavras. ─ Vai comentar de você pra ele te procurar amanhã.

─ Ah, jura? Obrigada, amiga! Tomara que dê tudo certo ─ digo, mal conseguindo conter a ansiedade. Eu estava tão nervosa!

─ Já deu certo, Ni! ─ ela me abraça, aproveitando a deixa para roubar o pote de brigadeiro. ─ Mas agora, falando sério... Será que aquele idiota vai me ligar?

(...)

Meu despertador tocou às 07h00min, mas eu já estava acordada há bastante tempo. Na verdade, mal havia dormido. Me sentia uma adolescente indo para o primeiro encontro. Levanto da cama mais disposta do que nunca, apesar da noite mal dormida e vou direto para o banho. 

Anjo (COMPLETO)Leia esta história GRATUITAMENTE!