Get your colors

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Gente akshakshshsj passamos dos 1k de views, vocês são tão maravilhosos, chega choro! Então, obrigada pelos 1k views e mais de 100 votos, continuem divulgando, votando, comentando, porque me anima muito escrever algo que é tão íntimo para pessoas que se mostrando empolgadas.
Leiam o que eu tenho a dizer lá no fim, pfv!
Obs: eu gostaria de dedicar esse cap a alguém que, infelizmente, eu acho chateei ontem a noite, mas eu não queria... Enfim, procê Gabi.
TT: @lylasexual ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~  

     Interpretação.

     Substantivo feminino. Ação de interpretar; explicação. Tradução, comentário crítico. Ação de tornar sensível a um ouvinte o conteúdo de uma partitura. Modo como uma obra dramática, musical, coreográfica é representada ou dançada. Interpretação fotográfica, indicação, em uma cópia, das informações descobertas numa fotografia aérea, para exploração da área; fotointerpretação.

     A arte de interpretar. Como não admirar algo tão belo? Como não admirar a possibilidade de, além de tudo, fugir da sua realidade e se tornar outra pessoa? Viver outra vida?

     A arte de interpretar. Tão peculiar e tão individual. Como poderei exigir que você interprete como eu? Que você compreenda e analise como eu? Eu sei, eu sei, é loucura. É loucura exigir que um cérebro trabalhe como outro, é loucura exigir que um corpo funcione como o outro e é loucura exigir que responda como os outros. Que responda às situações como os outros, como deveria ser.

     Deveria.

     Se você possuísse uma pergunta, apenas essa pergunta e nada mais, para interpretar da maneira mais correta e imparcial qualquer coisa que deseja, o que perguntaria? Como elaboraria algo que respondesse por isso? Que respondesse pela interpretação perfeita?

     A maioria de nós pensaria por horas e não seria capaz de desenvolver a pergunta. Como poderíamos julgar que a nossa forma de elaborar será a mais sensata? Como poderemos classificar nossa maneira de pensar como a correta quando, em todo o mundo, existem outros bilhões de pessoas que julgam o mesmo para si? Nós não poderíamos.

     Mas não ela. Não a garota pronta para virar o mundo de ponta cabeça sem se preocupar com as impressões. A garota pronta para entrar em uma tempestade sem medo de não sair dela com vida. Não a garota que desejava saber, e não prever.

     Não ela.

     O escritório fora transformado em um improvisado estúdio. Algumas fontes de luz mais fortes, câmera posicionada diante ao sofá de dois lugares, logo a frente do fundo verde solicitado por sua equipe.

     Lauren cruzou as pernas, respirando fundo e abaixando seu rosto pelo incômodo causado em seus olhos pelas luzes. Ela estava cumprindo sua agenda, por isso estava ali para gravar um pequeno vídeo de perguntas e respostas sobre seu último livro. Perguntas enviadas pelos leitores através das redes sociais oficiais da escritora.

     Lucy terminava de dar algumas instruções ao rapaz que ficaria encarregado de manusear os equipamentos. A empresária aparecia no vídeo com Lauren e seria a encarregada por ler as perguntas enviadas, selecionando-as na hora.

     Sentou-se, por fim, ao lado de Lauren e tomou em suas mãos o aparelho celular da amiga, arrumando seus cabelos e coçando a garganta.

     — Podemos começar? — o jovem se dirigiu às mulheres e esperou pelo sinal positivo vindo de Lucy, que assentiu com a cabeça e sorriu em agradecimento. — Gravando em 3... 2... 1...

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