I will find her

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Guuuuuys, como vocês estão? Então, eu queria dizer que estou verdadeiramente feliz em escrever essa fanfic para vocês, de coração. Vocês estão gostando? A opinião de vocês conta muito para mim então espero que possam partilha-la comigo. Se tiverem dúvidas ou sugestões, podem perguntar. Coisas como o nome do livro da Lauren e a real situação da Camila para com a carreira de jornalista serão esclardcidas mais a frente, prometo.
QUERO DEDICAR ESSE CAP PARA A MINHA MOROSA BFF MARAVILHA, CHERO NO CORE!
TT: @lylasexual
OBS: erros e essas coisas corrijo quando tiver coragem, prometo.

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     Concentração.

     Substantivo feminino. Ação de concentrar, de agrupar. Resultando em um aglomerado, seja de pessoas, atenção, objetos, entre outras coisas.

     Concentrar-se não é uma ação pertencente a todos. Inúmeras pessoas desenvolvem problemas ou distúrbios que impedem que seu cérebro mantenha-se focado em uma determinada coisa. Assim como existem pessoas que não podem se agrupar ou se manter bem em um lugar com muitas pessoas. Em contra partida, existem pessoas concentradas demais. Que desligam-se de todo o resto e entregam-se a apenas uma coisa, uma atividade ou uma pessoa, talvez.

     Se você pudesse fazer uma pergunta, lembre-se, apenas uma pergunta, o que seu cérebro bolaria para ter a concentração de alguém para si? Se, em um mundo hipotético, você almejasse com força que alguém aplicasse sua atenção e concentração em você, o que você perguntaria a essa pessoa?

     A maioria das pessoas pensaria por horas e acabaria chegando a um lugar comum, um lugar onde a resposta seria perguntar-lhe algo que fosse de extremo interesse para o alvo em questão.

     Mas não ela. Não a garota petulante que pouco se preocupava com a opinião das pessoas ao seu redor. Para quem visse esse tipo de postura, o que aquela garota expunha era frieza, mas isso, de fato, fugia da realidade. A verdade é que ela não via as coisas como os outros, a verdade é que ela não poderia compreender opiniões tão diferentes das dela sem que soasse como um intruso em seu cérebro.

     Não ela.

     O moderno aparelho celular vibrava sem parar sobre a mesa grande de vidro, cujo designer possuía o mapa múndi em preto no tampo transparente. O ruído passava despercebido pela mulher sentada em uma confortável cadeira, mantendo seu notebook aberto em sua frente. Para 95% da população mundial aquele barulho irritante contra o vidro atrairia sua atenção, mas quantas vezes eu precisarei dizer que ela não era como os outros?

     Os olhos cobertos pelas lentes grossas do par de óculos estavam atentos a como as frases eram formadas na caixa de texto em um site não identificado. Os finos dedos agilmente se movendo sobre o teclado completavam a trilha sonora que preenchia o aconchegante escritório no andar debaixo de sua casa.

     A jovem jornalista estava mais do que certa em ignorar o que quer que estivesse tentando interrompê-la através do seu telefone, visto que esse era, sem perder os cálculos, o décimo segundo jornalista interessado no que Camila poderia ter a dizer sobre o proximo grande sucesso de todas as livrarias dos Estados Unidos e, com um pouco de sorte, do mundo todo.

     A grande questão era: se todas aquelas pessoas estavam interessadas em saber o que ela tinha a dizer, todos iriam esperar para ler em mais uma, bem elaborada, matéria do seu blog. No entanto, a grande missão começaria por aí: como descobrir onde Camila publicava se a mesma dispensava identificações? Se preferia expor sua opinião de maneira anônima em uma das milhares de URLs que a internet poderia comportar?

     Essa era a missão que atormentava os incríveis pensamentos da escritora, deixando a frustração e curiosidade transparentes para quem quer que convivesse com a mesma.

     — Eu desisto, ela é incomunicável! — Lucy exclamou jogando seu celular em cima do sofá do apartamento de Lauren e tirando seus saltos altos.

     — Ela é tão difícil. - murmurou baixinho dedilhando as bordas de um exemplar do mais novo livro de John Green.

     — Ela é impossível. — corrigiu a empresária, dirigindo-se para a cozinha.

     — É isso que a faz tão curiosa para mim. — comentou um pouco mais alto. — Camila é citada em todas as matérias já postadas sobre aquele dia, mas sequer pronunciou-se ou deu algum sinal de vida. Ela pertence tanto ao mundo dela que me intriga como ela pode desvendar com tanta facilidade o mundo dos outros. — jogou o exemplar em suas mãos para o lado e tateou os bolsos do seu short em busca de seu celular.

     — Você ainda está surpresa com o que ela descobriu sobre você, não é?! — deu uma mordida na fruta de casca vermelha em suas mãos e sentou-se no sofá menor.

     — Óbvio. — suspirou. — Aquele livro era um desabafo, mas não para os outros, não para desconhecidos. Era um desabafo que só eu, minha família, você e as meninas compreenderiam. E lá estava ela, totalmente fora do meu mundo e vida compreendendo o que não devia. — seus olhos correram pela lista de contatos em busca de um nome específico. — Ela é tão atrevida! — exclamou em frustração, levantando-se em seguida e levando o aparelho ao ouvido, indo em passos lentos para o corredor.

     Lucy a observava deveras frustrada por não ter conseguido ajudá-la a descobrir onde Camila publicava. A empresária havia ligado para a maioria dos jornalistas que conhecia em uma missão dificil de encontrar algum contato da jornalista. Ela havia conseguido um número de celular, mas fora enviada tantas vezes para a caixa de mensagens que acreditava ser um número errado.

     — Sou eu, Lauren. — ouviu a voz ao longe de sua amiga e arqueou uma sobrancelha. — Preciso de um favor. — o barulho de uma porta se fechando fez a empresária respirar fundo e ficar de pé, voltando para a cozinha em busca de mais do que comer. Algo lhe dizia que Lauren precisaria dela ali, e ela estaria.

     Não tão longe dali, uma jovem jornalista acabara de ficar de pé, esticando seu corpo levemente tenso e contraindo os dedos em busca de relaxamento. Seus olhos castanhos focados com admiração na mais nova publicação em seu blog, ilustrada por um desenho feito por ela mesma da misteriosa escritora em ascenção.

     Outra habilidade desenvolvida por Camila fora a de desenhar. A jovem possuía um senso perceptivo muito aguçado não só para decifrar pessoas através de leituras, mas para apreender  em sua mente detalhes e características pequenas que faziam toda a diferença. Com o tempo, e um pouco de trabalho duro, Camila começou a desenvolver a habilidade de passar suas apreensões visuais para o papel. Era uma belíssima habilidade, diga-se de passagem.

     Retirou seus óculos, dobrando-os sobre a mesa de vidro e começou a tirar seu moletom enquanto caminhava para a porta do escritório, a jovem julgava precisar de um banho quente e um copo grande de chocolate quente para, mais uma vez, observar como pessoas que entendiam seu ponto de vista iriam julgar sua mais nova publicação.

O que o cárcere libertou

      O título sugestivo, ilustrado pelo belíssimo desenho e as mais de 1.000 palavras no corpo da postagem rapidamente atraíram os, incríveis, 17.803 leitores da página.

     Camila havia saído por meia hora da frente de seu computador, tempo mais do que suficiente para que um terço dos seus leitores, já cientes das datas e horários das postagens quinzenais, houvessem lido e deixado algum comentário e/ou observação sobre o que fora escrito.

     A caneca estampada por cupcakes pousou sobre um delicado apoio de copos sobre a mesa, o corpo pequeno e atrativo da jornalista chocando-se contra o estofado da cadeira. Suas mãos rapidamente tomaram o aparelho celular para si, ignorando as dezenas de chamadas perdidas e mensagens e seguindo para a plataforma em que fazia suas postagens, abrindo a última publicação e rolando seu dedo pela tela passando os olhos por cada comentário deixado, até que ela chegou ao último, arqueando uma sobrancelha em confusão.

     Anônimo há 4s:
     Eu sabia que encontraria você. Por favor, cheque suas mensagens. - L.J

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