Dois | K i l l e r S o u l

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- O que fez dessa vez? Por favor, diga que foi só um insulto.

Jack me olhava pelo retrovisor, ele estava bravo, e acelerava o carro a cada semáforo.

- Me responde, porra!

- Eu soquei uma garota. - Ele me olhou com surpresa, e eu encarava minhas unhas.

- Merda de garota, Mariam! Essa era a única escola boa que havia sobrado! E você arruinou sua reputação. Nossa mãe está cada vez mais decaída, Mariam! Você não vê? Ela precisa da sua colaboração sua idiota. Você pode parar de pensar apenas em si mesma? Eu sei que as coisas que o papai fez foram difíceis. Mas ela não é como ele, ela não merece isso. Ela não merece ter uma filha como você. - Ele tinha lágrimas nos olhos, e uma vermelhidão em seu rosto.

Quando chegamos, ele bateu a porta do carro, e momentos depois minha mãe apareceu na cozinha com um olhar decepcionado.

- Mariam? O que está fazendo aqui? Não chegou a hora de vir para casa, acabou de sair!-
Ela segurava uma travessa de vidro, com luvas, e soltava fumaça. Cheiro de torta.

- Mary foi suspensa de novo, mãe. - Ela mordeu os lábios e soltou a travessa sobre seus pés. O conteúdo do recipiente se misturava com o sangue. Meu irmão estava em choque, tentando ajudá-la, enquanto eu discava o número de emergência no celular e chamava por uma ambulância.

Após toda a confusão terminar, fiz o que tinha de fazer. Abri a última gaveta de meu banheiro e vasculhei meus produtos até achar um pequeno canivete de abrir, cujo cabo tinha uma estampa militar. Passei a lâmina levemente sobre meu dedo para checar seu corte, e ela foi capaz de tirar sangue. Ótimo.

Desci as escadas e fui em direção à escola.  Enfiei a faca em minha calça e cheguei à recepção. Estava tudo calmo.

- Posso ajudá-la, Sra. Mariam? - A secretária me olhava com desgosto, sua voz fina, seus óculos pendendo sobre a ponta do nariz, e o jeito que ela se referia a mim me irritavam profundamente.

- Por favor, seria possível ver a diretora e Maxine? Causei uma confusão e estou arrependida, minha casa está um caos. - Ela me olhou desconfiada, fiz o olhar mais triste que pude, e ela caiu. Apertou o botão e falou no alto-falante '' Maxine Joshua, comparecer à sala da diretora, uma convidada espera por você. " A diretora entrou na secretaria na mesma hora.
- O que ela está fazendo aqui? - A secretária já se aprontava para responder, mas eu não deixei.
- Sra. Mackenzie, sinto muito pelo que fiz. Gostaria de conversar com a senhora e com Maxine, se possível. - Fiz novamente minha atuação. E deu certo. Entrei na sala dela e lá estavam, as duas. Maxine me olhou com pavor, Mackenzie com suspeita. Me sentei e dei meu discurso. Elas pareciam convencidas. Mackenzie me mandou voltar pra sala, junto à Max, mas eu disse para ir na frente porque tinha uma coisa para falar com a diretora. Ela pareceu agradecer. Max fechou a porta. E em um gesto rápido, segurei Mackenzie, e fiz um corte leve em sua garganta. Ela lacrimejava e gemia a palavra ''desculpa'' olhando em meus olhos. Peguei a chave de sua sala e a tranquei.

Vagava pelos corredores desertos quando entrei na sala do primeiro grau. Fui em direção à Maxine e pressionei a faca em sua nuca, indo até uma de suas orelhas e finalizei raspando-a em sua garganta. Assim, olhei para cada um, e disse:

- Abram a boca e eu mato cada um de vocês. - e saí. Por sorte, o período era de troca de professores. Andei pelos corredores e fui embora. A secretaria continuava calma.

Asylum || r.l.Where stories live. Discover now