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Pen Your Pride

Capítulo 1

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Hey gatinhas, mais uma nova historia, essa esta completa. Então as postagens já serão agendadas para duas por dia. Aproveitem. O diferencial desta história é que ela será narrada pelo lindo Otávio Carelli, nosso lindo CEO. Não deixem de comentar e claro, de se apaixonar.  xoxo Bia.


*****


Otávio Carelli

Minha cabeça estava a ponto de simplesmente explodir.

Mais um dia, um maldito dia em que não conseguia se quer uma pessoa que prestasse profissionalmente. Seria assim tão difícil para essas mulheres que aqui vieram, que dedicavam horas de seus dias em academias, ao menos se dedicarem de tal forma em suas faculdades? Era assim tão difícil serem inteligentes? Elas deviam pensar que sim.

Deixei meu corpo cair na cadeira e fixei meu olhar no amplo espaço de minha sala da presidência da CM Technology, empresa fundada por meu pai e agora sob minhas mãos.

A CM Technology é responsável por praticamente 80% da importação de softwares de computadores para empresas de segurança e estava no mercado a pouco mais de 30 anos. Sendo uma multinacional e referencia no segmento, a CM jamais poderia ficar por tanto tempo sem um Diretor Financeiro.

Há pouco mais de dois meses, nosso antigo Diretor Financeiro, Benjamin se mudou para Hong Kong, após se casar e nos deixou, o desgraçado era bom e não havíamos conseguido o substituir ainda. Lucas meu cunhado e advogado da empresa é que estava supervisionando tudo provisoriamente, mas eu precisava tirá—lo disso, afinal ele estava sobrecarregado e minha irmã Kátia, sua esposa, não estava nenhum pouco satisfeito com isso.

Estávamos entrevistando candidatos desde a saída de Bem, mas ninguém parecia se encaixar ainda. Eu havia entrevistado cerca de uns 15 candidatos, mais ou as mulheres se ofereciam ou os homens se achavam demais e isso simplesmente não daria certo.

— Com licença Sr. Mas a Senhorita Colton está aqui para a entrevista. – Meg minha secretaria me informou.

Roguei aos céus que mandasse alguém pelo menos bom o suficiente para que pudéssemos treiná-la, por que simplesmente não estava com mais paciência.

Enquanto pedia, ou melhor, roga aos céus que viesse alguém competente, a última candidata entrou em minha sala. Eu não saberia dizer com todas as letras, o que exatamente eu pensei quando a vi, era quase impossível acreditar no que meus olhos viam a pessoa que acabará de adentrar em meu escritório era nada mais nada menos do que uma "baranga".

Sim!

Não que eu seja um babaca preconceituoso, eu não descrimino ninguém pelo estereotipo, mais depois de ver beldades entrarem e saírem de minha sala, eu simplesmente achei que fosse uma pegadinha. A mulher a minha frente usava um óculos de grau grandes, simplesmente GRANDES, seus cabelos presos em um coque alto, sem maquiagem, e mesmo que estivesse com aqueles terninhos femininos, a coisa parecia ter saído dos anos 70.

— Boa Tarde, Sr Carelli. — sua voz era doce.

— Bem se sente, por favor. – pedi e tentei esconder um pouco da surpresa ao vê-la. — Arielle Colton correto? – perguntei e ela assentiu — Pois bem, me diga sobre você.

— Sou formada por Yale em Administração de Empresas, tenho mestrado em Comercio Exterior e estou começando o meu PhD em Relações Internacionais — disse firme e sem desviar os olhos dos meus, abaixo dos óculos horríveis estavam os olhos mais penetrantes e expressivos que eu já havia visto, me inclinei na mesa e a olhei melhor, ela tinha apenas 26 anos e já era bem mais instruída do que muitos amigos meus donos de empresas.

— Quanto família, vida pessoal Srta Colton, pelo menos algo que possa compartilhar comigo, como sabe o CFO trabalha diretamente com o CEO, então nos veremos muito, preciso saber com que estou deixando minha empresa. — disse e ela se ajeitou dando um pequeno aceno. — Não me entenda mal, por favor.

— Compreendo Sr. Carelli. — disse dando um pequeno sorriso — Sou de Seattle, fui criada por minha mãe e meu padrasto ate os 16 anos quando vim para Nova York estudar, pois acabei me adiantando muitíssimo no colegial, moro atualmente com um casal de amigos, mais logo estarei de mudança, não sou o tipo que se acomoda sobre os outros. — disse firme.

— Qualidade admirável. — disse e ela sorriu agradecida, desde que Arielle entrara em minha sala, não havia sido somente sua aparência que havia me chocado, constatei ao vê-la sorri novamente, ela possuía um sorriso verdadeiro, não se via maldade ou dissimulação, apenas agradecimento.

— Obrigado, Sr. Carelli. — dei um meio sorriso e peguei novamente seu curriculum.

—Tem como mentor Arthur Carelli? — perguntei surpreso e ela assentiu.

—Algum problema Sr. Carelli? — perguntou confusa e eu ri negando.

—Nada Srta. Colton, é que Arthur assim como Marcus são meus padrinhos. — disse realmente impressionado, afinal Arthur quase nunca pegava as monitorias.

— Arthur me guia desde a graduação, meu pai foi seu amigo ainda quando novo e Arthur praticamente me adotou quando comecei em Yale. — ela disse e uma verdadeira admiração era sentida, se meu padrinho a guiava há tanto tempo era por que ela realmente era boa e não somente possuía "títulos".

— Bem Srta.Colton, estou realmente impressionado com seu curriculum e sinceramente não tenho o porquê enrolar visto que seu curriculum é mais memorável do que qualquer outro que eu já tenha visto, alem do meu claro. — brinquei e ela sorriu assentindo. — Então preciso dizer. — me levantei fechando o terno e me coloquei ao seu lado vendo sua expressão ansiosa enquanto se levantava. — Seja bem vinda a CM, será um prazer trabalhar com a Srta. — peguei sua mão e a temperatura era agradável e a sensação de aconchego mais forte que eu já havia sentido me pegou, balancei minimamente a cabeça espantando os pensamentos e sorri para ela.

— Será um enorme prazer, Sr. Carelli, — disse e sorriu de um jeito simples, mas tão verdadeiro que me surpreendeu ainda mais.

Arielle Colton apesar de seu horrível senso de moda era simplesmente a mais qualificada e a parti daquele momento, a CFO da CM Technology. A observei sair e seu sorriso apenas pareceu aumentar, a deixando com uma expressão tão leve que foi impossível não sorrir junto.

Bem é como dizem quando há algo bom demais é porque falta algo, e naquela mulher a minha frente faltava senso de moda e beleza,mas sobrava ate demais inteligência e sinceridade._

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