Lilian Kuchta

24.5K 888 436

O despertador tocava fazendo minha cabeça latejar, tenho a impressão de que não devia ter ficado acordada até tão tarde no Skype com meus amigos. As batidas pesadas na porta me fez dar um pulo, ah não, quando minha mãe vem me acordar ai eu sei que estou realmente atrasada. E se eu já saio de casa atrasada quando acordo no horário correto, imagine agora.

- Você vai se atrasar Lilian, a senhorita tem quinze minutos ou vai ter que ir andando. E dessa vez tenho certeza que sua diretora não vai deixar passar o fato de você estar chegando atrasada pela quinta vez nessa semana!

- To levantando, calma! E não me chame de Lilian, tenho a impressão de que fiz uma coisa muito grave. Falando nisso, não sei o que deu na sua cabeça e do meu pai pra me dar esse nome, já não basta para vocês o sobrenome meio zoado?

- Lilian - ela destacou o nome todo -, você deveria ficar agradecida por ser Lilian e não Joanna, aposto que reclamaria mais ainda no meu ouvido. Agora, ande logo, você sabe que eu tenho hora!

- Tudo bem, já 'tô indo! -gritei do banheiro.

Depois de fazer minhas higienes, obviamente fui mais rápida do que a maioria dos dias, desci as escadas correndo enquanto botava meus nike, a mulher que me colocou no mundo esperava impacientemente na porta com sua bolsa de trabalho e sua pasta, com a chave do carro na mão.

- Até que foi rápida, vamos logo!

Peguei o dinheiro em cima da bancada pra comprar alguma coisa no intervalo e sai correndo atrás dela, que até então já estava dentro do carro estava buzinando, meu deus, essa mulher está demais hoje!

- E o David? - David era meu irmãozinho pirralho de 13 anos, bem viciado em games, assiste um tal de Cellbit direto, só consigo identificar ele por causa da sua risada meio aviadada. Sério, esse garoto parece ter dez vezes na fila de risada mais escrota. Ou até mais que isso.

- A mãe de um amigo veio buscar ele, fico feliz que sentiu falta do seu irmão. - ela diz bufando um pouco com o trânsito a nossa frente, bem, São Paulo é um lugar de bastante congestionamento nas ruas, e isso é bastante insuportável também.

- Eu não senti falta dele, mas que foi estranho não ter alguém pra eu encher o saco à essa hora da manhã! - argumentei.

- Além de mim? Ta bom, super acredito. - revirei os olhos.

Foram quinze minutos de tanta tortura quando ela estacionou em frente a minha escola. Suspirei, ainda bem que já era sexta feira, não aguentaria mais um dia de aula nessa semana. Peguei minha mochila e abri a porta, antes dei um beijo na bochecha da minha mãe, a mesma insistia que iria me levar na porta do colégio, consegui fugir antes o desejo horroroso pudesse acontecer. Assim que desci do carro, passei os olhos pela escola. Respirei fundo preste a entrar no inferno mais conhecido como Ensino Médio, lugar cheio de adolescentes com a famosa puberdade a flor da pele.


O sinal tocou me fazendo dar aleluia por conseguir terminar a odiosa prova de física a tempo. Levantei arrumando minhas coisas e deixei a prova na mesa do professor que parece que tem uma coisa especial em mim (no sentindo ruim mesmo).

- Muito bem senhorita Lilian Kuchta. - olhei na cara do professor, ele pareceu falar meu nome todo com certo prazer já que viu minha cara vermelha. Pode ir garantido seu lugar no inferno querido, acho que o meu também. - Sai da sala ainda vermelha, o corredor estava lotado. Fui esbarrando em varias pessoas até chegar na saída do lugar que poderiam mudar de nome para prisão. Avistei Lola, minha amiga, digitando no celular em um canto.

- Cara, ainda não acredito que já é sexta feira, alguém me ajuda!

- Pois pode ir acreditando, estou tão feliz que não vou ter que olhar pra cara nojenta da professora de química. - Lola disse algumas mechas vermelhas rebeldes atrás da orelha, seu óculos preto quadrado caia bem com suas características, ela era bem bonita. Mas advinha, a retardada não precisa usar óculos.

- Compartilho o mesmo motivo de sua felicidade. Agora preciso ir, prometi pra minha mãe que ia passar no shopping depois da escola pra comprar um presente pra minha prima.

- Boa sorte, pior que também estou atrasada pro meu trabalho. Até mais, de noite te mando mensagem, ok?

- Ok! - respondi, ela trabalhava durante meio período na clínica veterinária da tia. Lola amava os animais, mas odiava as pessoas. Meio irônico, não?

Peguei meu fone de ouvido e conectei no meu celular, botei uma playlist no meu Spotify e fui andando -infelizmente, algumas pessoas não nasceram ricas- mesmo em direção ao shopping mais próximo. 20 minutos e uma Lia muito suada depois, consegui chegar no lugar, o fresquinho do ar condicionado me fez querer me jogar no chão extremamente brilhante e dormir. Claro que eu, uma pessoa completamente sã, não fiz isso, já passei vergonha demais nessa vida.

Visitei algumas lojas e fiquei meio frustrada por não conseguir achar n-a-d-a pra minha prima. Sério, o que dar de presente de 15 anos pra uma prima meio fresca? Frustrada, resolvi ir no banheiro. Dei milhares de volta até achar a plaquinha escrito "sanitários" apontando a direção. O pior? Passei umas cinco vezes pela bendita placa. Entrei no estreito corredor que dava acesso ao banheiro, estava meio apertada mas acabei sendo impedida por uma pessoa meio gigante (e olha que eu nem sou muito baixa).

- Com licença, pode me ajudar numa coisinha? - olhei pra cima e dei de cara com um menino de topete meio loiro, seu rosto tinha algumas espinhas recentes e seus olhos eram de um azul bem impressionante, acho que o conheço de algum lugar... E espero realmente não estar ficando louca!


Olá! Pessoal, minha primeira fanfic com o cellbit ou rafael, então qualquer erro me avisem, hj de manhã me deu essa ideia louca de escrever uma fanfic com ele e deu no que deu.

Bem, se gostarem da historia podem adicionar a biblioteca ou apertar na estrelinha, e se vc for radical pode ate comentar, aceito de boas.

Bem, então é isso galerinha, fui, bjao

All the love

Clouds → Rafael Lange | CellbitOnde as histórias ganham vida. Descobre agora