Raven sempre acreditou que a solidão era o único lugar seguro. Depois de ser traída, espancada e marcada por quem chamava de amigos, ela aprendeu a desconfiar de todos. Entre pesadelos, remédios e o medo constante, sua vida se resume a tentar sobrev...
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- Ethan!
Eu nem pensei. Meu corpo agiu antes da mente. Corri até ele e pulei em seus braços como se a minha vida inteira dependesse daquele abraço - e dependia.
Ethan me pegou no ar sem esforço, mesmo com a pistola ainda firme na mão direita. Seus dedos cravaram nas minhas coxas, me erguendo contra o peito duro como se eu não pesasse nada.
Enlacei seu pescoço com força, enrosquei as pernas na cintura dele, enterrei o rosto na curva quente do seu pescoço e inalei fundo.
Aquele cheiro inebriante do seu perfume masculino misturado com um toque metálico. Que só agora percebi que havia respingos secos na pele dele, na gola da camisa, nas mangas.
Eles vieram... Eles não desistiram de mim.
Sinto lágrimas encherem os cantos dos meus olhos e sorrio de felicidade em vê-lo.
- Vocês vieram... - minha voz saiu trêmula, quase sumindo contra o seu pescoço enquanto eu apertava mais, como se pudesse fundir meu corpo no dele pra ter certeza de que não era sonho. - Você está mesmo aqui...
- Em carne e osso, e puto pra caralho por ter demorado tanto, minha pequena - ele respondeu baixo, a voz grave vibrando no meu peito.
Levantei o rosto. Seus olhos negros queimavam nos meus, o cabelo bagunçado caindo na testa suada, aquele sorrisinho torto de lado que me desmontava inteira.
Não aguentei e ataquei seus lábios.
Beijei-o com desespero. Com fome. Com cada segundo de angústia que passei achando que nunca mais sentiria aqueles lábios. Sinto a ardência dos meu lábio, mas não me importo.
Ele correspondeu ao meu beijo com uma fome ainda mais selvagem, a língua invadindo minha boca sem pedir licença, dominando cada canto, marcando-me de um jeito tão possessivo cada pedacinho de mim como propriedade exclusiva dele.
Suas mãos desceram direto para minha bunda, apertando as nádegas com força bruta, os dedos se cravando na carne macia como se quisesse me marcar.
Ele puxou meu quadril com mais violência contra o dele, erguendo o vestido curto até quase me deixar completamente exposta.
Eu não dei a mínima. Queria mais. Queria tudo.
Até que fui arrancada dele.
Minhas costas bateram contra outro peito - duro, quente, perigoso. Uma mão possessiva segurou minha cintura com firmeza. Abri os olhos e vi Thomas atrás de mim.
- Não temos tempo pra isso. - ele rosnou para Ethan, o ciúme escorrendo em cada sílaba.
Ethan mostrou os dentes num sorriso provocante de sempre.
- Não estrague meu reencontro, Thomas.
- Eles podem chegar a qualquer segundo. Pensa com a cabeça de cima, caralho.