• Chapter Forty-Three •

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( 🚨 Aviso: Na visão de Thomas vai contém descrições detalhadas de violência e tortura! )

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( 🚨 Aviso: Na visão de Thomas vai contém descrições detalhadas de violência e tortura! )

O ar na sala de interrogatório fedia a suor azedo, sangue fresco e metal enferrujado - o tipo de odor que se infiltrava na pele como uma crosta de sujeira.

As paredes de concreto nu estavam manchadas por marcas antigas de violência. Eu me encostava na porta de metal, braços cruzados sobre o peito, o peso da minha arma pressionando o coldre sob o casaco.

Não era lugar para fraquezas; era um matadouro improvisado no porão do armazém abandonado, longe dos olhares curiosos da cidade.

Marco e Victor estavam amarrados a cadeiras no centro da sala, braços torcidos para trás, tornozelos presos por cabos de aço que mordiam a carne a cada mexida.

Marco, o mais alto, com tatuagens desbotadas de serpentes rastejando pelo pescoço, ainda erguia a cabeça, os olhos inchados e arroxeados cravados no teto.

Victor, mais baixo e atarracado, gemia baixinho, o nariz quebrado jorrando sangue que encharcava a camisa amarrotada.

Eram os mensageiros de Enrico - os que marcavam reuniões de tráfico, entregavam recados sujos e se faziam de invisíveis. Mas hoje, eram o epicentro do furacão.

Christian andava de um lado para o outro como um lobo enjaulado, punhos cerrados, o rosto uma máscara de fúria mal contida. Ele valorizava o controle acima de tudo, mas eu via o tremor sutil nas mãos.

Raven sumiu depois que perdemos o paradeiro dela, e isso me devorava por dentro.

Ethan, por outro lado, era o caos puro. Agachado diante de Victor, girava uma barra de ferro enferrujada na mão direita como se fosse um brinquedo inofensivo. Seus olhos castanhos faiscavam com um brilho selvagem, sádico - o mesmo que eu conhecia de noites como essa. Para ele, não havia remorso; era só catarse.

- Vamos simplificar isso - disse Christian, parando diante de Marco, a voz baixa e cortante. - Onde Enrico levou a garota? Sabemos que ele pegou o jato particular ontem à noite. Para onde?

Marco cuspiu no chão, um bolo de sangue e saliva que salpicou a bota de Christian. Ele riu, rouco e desafiador, apesar do lábio fendilhado.

- Vão se foder. Enrico nos mata se abrirmos a boca. E vocês não vão achar porra nenhuma.

Ethan se ergueu devagar, os ombros tensionando sob a camisa preta. Sem uma palavra, girou a barra e desferiu um golpe no joelho de Marco. O estalo seco ecoou como um galho se partindo.

Marco gritou, o corpo convulsionando na cadeira, veias saltando no pescoço enquanto tentava se curvar para a frente. O osso rachou em dois pontos - eu ouvi, vi o inchaço brotar sob a calça rasgada.

Ethan não parou: pisou no joelho estilhaçado, girando o calcanhar como se apagasse um cigarro, moendo o que restava de cartilagem. Marco urrou, lágrimas sulcando o rosto inchado.

Obscura TentaçãoOnde histórias criam vida. Descubra agora