• Chapter Thirty-Seven •

3.5K 346 135
                                        

Acordei sobressaltada, o coração martelando como um tambor de guerra no peito

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Acordei sobressaltada, o coração martelando como um tambor de guerra no peito. O quarto estava mergulhado em sombras profundas, onde apenas os contornos vagos dos móveis emergiam do breu absoluto.

Meus olhos demoraram a se acostumar à penumbra opressiva, mas logo reconheci a silhueta da escrivaninha e a cortina mal fechada, que deixava filtrar um fiapo de luar prateado, como um sussurro traiçoeiro da noite.

Tudo parecia mais pesado sob o manto da escuridão, como se ela tivesse o poder de desenterrar o lado cruel e oculto da casa, revelando fantasmas que o dia mantinha acorrentados, prontos para devorar a sanidade.

Sentei-me na beira da cama, abraçando os próprios braços para conter o tremor que subia pela espinha. O silêncio era sufocante, mas pelo menos podia garantir que estava sozinha, e que a minha própria companhia era a melhor que podia ter naquele momento.

Eu precisava ir ao banheiro - a urgência era insuportável, uma pressão incômoda que me forçava a agir, misturando-se ao frio do quarto.

Foi então que ouvi o som seco de uma notificação, cortando o vazio como um estalo de chicote no ar parado. Virei a cabeça imediatamente, os sentidos em alerta máximo.

O celular sobre o criado-mudo piscava uma luz pálida ao lado do abajur, quebrando a escuridão com sua claridade.

Será que é a Sophia?

Desbloqueei o aparelho com dedos trêmulos; o relógio marcava 02h47 da madrugada, um horário que tornava tudo mais sinistro, como se o mundo inteiro conspirasse contra o sono. Vi a notificação e cliquei, o estômago revirando de expectativa ansiosa.

 Vi a notificação e cliquei, o estômago revirando de expectativa ansiosa

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Número desconhecido: "Oi, minha princesa."
02:47 ✓✓

O ar prendeu-se na garganta, gelado como uma lâmina afiada.

Será que é a mesma pessoa que me mandou mensagem antes?

Com a respiração pesada e entrecortada, digitei quase sem pensar, os dedos voando pelo teclado virtual:

Eu: "Quem é?"
02:48 ✓✓

Número desconhecido: "É o Christian."
02:48 ✓✓

Obscura TentaçãoOnde histórias criam vida. Descubra agora