no control - 03

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Nota: oioioi!!! atualização pra vocês, babies. comentem bastante porque aqui é o ponto em que a fic começa a ficar quente, se tiver bastante comentários eu atualizo novamente amanhã!!!! eu amo vocês, muito obrigada por todo o apoio. não desistam de larry por conta do rumor de uma gravidez, há uma lista imensa de artistas que tiveram que passar por isso para esconder o que realmente são, mas se reproduzir, não diz nada sobre sua sexualidade. (twitter: larrydisturb)







      O odor da fumaça de cigarros aglomerado juntamente com o som ensurdecedor era o típico ambiente que Harry tinha que suportar no trabalho. Não era nada que ele sempre sonhou como local de trabalho, mas ao menos ele era empregado e tinha o seu próprio dinheiro, odiava a ideia de ter que gastar o dinheiro de sua mãe, era como se a explorasse, afinal, ele já era maior de idade. Então, mentiu que havia arrumado um emprego como fotógrafo para se manter quando na verdade, era um dançarino da noite. Um fucking dançarino da noite, claro, já que era o mais bem pago do local, Harry não entendia o motivo mas era uma espécie de favoritismo tanto dos clientes do pub quanto de seu chefe, Simon. Honestamente, ele odiava o fato de ter que mentir sobre seu emprego para a família, não era como se ele estivesse cometendo algum delito ou tivesse preguiça de procurar outro emprego, ele simplesmente amava a profissão e dançar, era o que fazia de melhor.


-Desculpa o atraso, Simon! — Pediu Harry, ao esbarrar em seu chefe a caminho de seu camarim.
-Tudo bem, só suba lá e faça esses homens te desejarem mais que desejam suas esposas fadigadas. — Simon sorriu, compreensivo.

        Harry imaginou o que seus atuais colegas da universidade pensariam se descobrissem qual era o seu emprego, não era como se ele fosse um garoto de programa. Ele apenas dançava, dançava em um pub gay e ganhava dinheiro por isso. Por ser sexy. Riu quando se lembrou de Louis zombando de sua cara e insinuando que ele não sabia dançar lapdance, pobrezinho, ele realmente pensava que Harry era um nerd otaku, quando na verdade Harry odiava estudar e odiava otakus tanto quanto qualquer um.
       Fechou a porta do camarim e se despiu, abriu sua gaveta de roupas íntimas e escolheu uma renda cor-de-rosa. Sim, os homens que frequentavam o pub eram fetichistas e adoravam ver um homem com seu corpo envolto por uma calcinha feminina, quase nenhum dos dançarinos ficavam bem de calcinha mas Harry, Harry era sempre uma excessão. Por ser uma das principais atrações da madrugada, ele era sempre requisitado por algum cliente audacioso que queria algo a mais, porém, o cacheado nunca havia se envolvido com nenhum, por mais que oferecessem muito dinheiro, Harry não se prostituía.
          Ouviu o anúncio no microfone nitidamente de que a 'lady' da madrugada havia chegado, ele riu. Harry foi apelidado como 'lady' por seus clientes e achava isso muito carinhoso da parte deles. Até porque realmente adorava ser tratado como uma dama.
Subiu no palco, lá estava a barra, o esperando. Uma série de aplausos foram ouvidos ao que Harry simplesmente pisou no palco com seu salto delicado.

-Princesa! — Um homem velho gritou. Harry fez careta, odiava velhos tarados.

        A música se apossou do ambiente e Harry passou a dançar e sensualizar para aqueles homens que o veneravam e assobiavam a todo instante. Notas de dinheiro não paravam de cair no palco, Harry as adorava e sempre podia pegá-las no fim do show. Ele queria mais, queria agitar aqueles homens a ponto de jogarem as escrituras de suas casas para ele! Harry queria ver aqueles homens eretos, queria que eles se masturbassem pensando nele. Queria ser cobiçado, e era. Certificou-se que a calcinha estava bem enfiada em suas nádegas e deslizou a bunda pela barra de dança, seus clientes foram a loucura. Imaginaram como seria se fossem seus pênis no lugar daquela barra comendo a bundinha daquela lady deliciosa. Harry era realmente incrível e o palco estava cheio de dinheiro, alguns homens se aproximavam e tentavam tocá-lo mas ele se comprimia no lugar, não queria que estranhos o tocassem e era também uma norma do pub.
       No fim do show, em seu camarim, lavando seu rosto e em seguida secando-o com a toalha, Harry ouviu batidas na porta.

-Hey, Cindy! — Cumprimentou a garçonete que carregava um balde ao abrir a porta.
-Hey, Harry! — Ela sorriu o entregando o balde cheio de dinheiro. — Hoje você caprichou, hum?
-A necessidade faz o homem. — Harry riu.
-Tive que dispensar um monte de caras gostosos, eles ainda não aceitam que você não transe com eles, — Ela riu, revirando os olhos. — eles pensam que aqui é uma casa de prostituição?
-Ah, que imbecis! — Harry bufou. — Obrigado mesmo, as vezes são insuportáveis.
-Então! — Ela deu um beijo na bochecha de Harry. — Simon disse que você já pode ir, soube que começou a faculdade, uh?
-Sim, estou tão animado! — Harry sorriu, honesto. — Estou morando em uma república lá perto e hoje fui a uma festa, foi bem legal.
-Hum, conheceu algum cara? — A garota questionou de cara.
-Nenhum que valha a pena abrir mão do meu emprego para me envolver.

Uma das normas éticas criadas na mentalidade de Harry, era que nunca deveria se envolver sentimentalmente com algum cara enquanto trabalhasse em algo "sujo" como era visto pela maioria. Fora que além de clientes velhos e tarados cheios da grana, nenhum cara realmente já havia se interessado por ele a ponto de conquistar seu tempo, espaço, sorrisos e mais. Um grande problema era o fato de que as pessoas de seu cotidiano o considerariam um puto, aidético e drogado por ficar dançando em bares sujos quando era exatamente o contrário, as vezes doía ser visto assim mas era a realidade. Ele não tinha a intenção de abrir seu coração tão cedo, e com isso, abrir mão de seu emprego.

-Você está em total desfoque aqui, já notou? — Cindy o questionou novamente, adentrando o camarim e se sentando na pequena poltrona de zebras. — Já ouviu falar na Bruna Surfistinha?
-Como assim? — Harry gargalhou, curvando a cabeça para trás. — Claro que já ouvi falar! Uma brasileira, não é? Muito famosa no mundo todo por ser uma ótima puta de luxo.
-Então! — Cindy bufou, como se fosse óbvio. — Todos os caras que frequentam nosso pub acham que você é uma puta de luxo, Harry. Eles querem te foder a qualquer custo e olha... Eles nem imaginam como você realmente é.
-Não mesmo.
-Ainda não acredito que você é virgem! — Cindy deu um tapa em sua própria testa. — Fico contrariada, não pode ser! Olha esse corpo... Queria estar morta. Que pernas são essas, Harry? Você ganha tanta grana apenas por dançar, imagina se desse pra eles?

          Harry corou violentamente, não que nunca tivesse ouvido coisas como aquelas saindo da boca de Cindy mas sim por nunca se acostumar a ser cobiçado, desejado, chamado de gostoso e coisas do gênero, fora que suas pernas eram realmente bonitas. O cacheado considerava seu corpo perfeito e se sentia super confortável, ainda mais quando se tratava de usar calcinhas e vestimentas femininas, não era apenas por conta de seu emprego. Harry apesar de virgem, sabia que queria usar calcinhas e apanhar de seu companheiro na cama, aquilo lhe soava tão delicioso que chegava a arrepiá-lo. Suspirava ao imaginar-se usando uma coleira e sendo espalmado a ponto de gozar repetidas vezes em uma mesma noite, ele não era transexual, de forma alguma! Harry era um homem, que gostava de roupas íntimas femininas e de apanhar como uma vadiazinha na hora do prazer.

-Você está exagerando! — Vestiu sua camiseta, rindo anasalado.
-Não, ainda não me conformo de você não ter um namorado, quanto desperdício.
-Cindy, entenda: Eu sou da noite! Nenhum homem decente vai querer algo comigo! — Harry bufou, enfiando a perna no buraco de sua calça. — Também tem o fato de que ninguém além desses velhos sentem tesão em um cara que usa calcinhas.
-Eu desisto, você se inferioriza demais. — Cindy revirou os olhos, se levantando e mandando um beijinho no ar antes de sair pela porta. — Cuidado para não ser assaltado, senhor cheio-da-grana.

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