Raven sempre acreditou que a solidão era o único lugar seguro. Depois de ser traída, espancada e marcada por quem chamava de amigos, ela aprendeu a desconfiar de todos. Entre pesadelos, remédios e o medo constante, sua vida se resume a tentar sobrev...
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Os lábios de Christian eram quentes, exigentes… mas havia uma ternura escondida ali que me desmontava por dentro. Ele me beijava com uma intensidade arrebatadora, me devorando com a boca, mordendo meus lábios, explorando minha língua com a dele, como se me quisesse inteira.
Gemi contra seus lábios, mal conseguindo respirar, ao sentir os dedos de Ethan se enfiando entre minhas pernas e massageando meu clitóris com uma precisão torturante e deliciosa.
Me desvencilhei do beijo de Christian, que imediatamente desceu para o meu pescoço, sugando e lambendo a pele sensível do meu pescoço. Fechei os olhos e gemi baixinho. Virei o rosto, ofegante, e encontrei Ethan ajoelhado entre minhas pernas, completamente focado no que fazia comigo. Sua mão esquerda segurava minha perna, afastando-a, me deixando ainda mais exposta.
Fiquei envergonhada. Nunca ninguém me viu assim... tão nua, tão entregue. Mas era impossível pensar com clareza — as sensações me afogavam, me consumiam, e eu não queria fugir.
— Você tá encharcada… — Ethan murmurou com um sorriso satisfeito. A voz baixa, rouca, cheia de desejo. — E a gente mal começou.
Tentei responder, mas só consegui gemer baixinho, sentindo o calor e a pressão dos movimentos circulares que ele fazia no meu clitóris. Era tão novo, tão intenso, que meus quadris se moveram por conta própria, buscando mais, querendo mais.
— Você gosta, pequena? — ele sussurrou, o olhar faminto. — Diz para mim, quero ouvir da sua boca deliciosa.
— Eu… — minha voz falhou, e mordi o lábio. Senti meu rosto queimar. — Eu gosto… muito.
— Assim que eu gosto de te ouvir — ele disse, com um brilho selvagem nos olhos. — Geme pra gente.
Ele pressionou um dedo contra minha entrada, e meu corpo se enrijeceu no mesmo instante. Um pequeno gemido de desconforto escapou de mim. Meu coração disparou. A lembrança do Luiz me invadiu de forma cruel. Instintivamente, fechei as pernas, prendendo a mão de Ethan ali. Fechei os olhos tentando ficar calma e apertei minhas mãos.
— Shhh... — ele sussurrou, acariciando minha coxa com gentileza. — Ei, tá tudo bem. Me desculpa.
— N-não... Não precisa se desculpar. Eu só… fiquei nervosa. — menti. Eu queria estar bem. Queria esquecer o desgraçado do Luiz, mas ele ainda deixava cicatrizes em lugares que ninguém via.
— Tem certeza? Podemos parar agora. — Christian tocou minha bochecha, com uma ternura que me fez estremecer.
Olhei para os dois. Estávamos ofegantes em um clima tão bom, mas estraguei. Eu os conhecia há tão pouco tempo… Mas me sentia segura com eles. Queria isso. Queria me permitir viver algo diferente, algo que fosse meu. Não queria que o medo decidisse por mim. Não mais.
— Tenho. Quero continuar — afirmei, com a voz mais firme do que esperava. Encarei os dois, buscando coragem nos olhos deles.
— Beleza. Mas qualquer coisa, é só dizer. A gente para. — Ethan garantiu.