Te encontrei

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Jungkook

Devidamente prontos para dormir, me aconcheguei na cama em uma posição confortável e vi Jimin fazer o mesmo ao meu lado.

Quando estava prestes a adormecer, ouvi um suspiro nervoso perto de mim.

— Jun, posso dormir abraçado com você hoje? — Jimin falou, sem fazer contato visual.

— Claro. — O puxei para perto, rodeei meus braços na sua cintura e encostei meu peitoral em suas costas, formando uma conchinha — eu sendo a parte de fora e ele, a de dentro —, trazendo uma tranquilidade inexplicável.

— Boa noite. — Quase inaudível, mas o bastante pra eu ouvir, já que estava com o rosto em seu pescoço.

— Boa noite, dragãozinho.

Menos de dez segundos depois e já estávamos dormindo, sem pensar em nada além de nós dois.

Uma semana depois

Já faz um tempo desde meu primeiro beijo com Jimin. Infelizmente, estou com muito trabalho e não consigo vê-lo. Chego em casa à noite, me arrumo de forma aconchegante, como qualquer coisa e vou dormir. Sei que estou ficando maluco, porque quero ele aqui comigo. Sinto saudades, e não ver seu lindo rostinho me deixa com raiva... por não ter tempo pra ele.

Jimin

Depois do que aconteceu, não vejo mais o Jungkook. Ele está ocupado demais e eu fico nessa casa enorme, sozinho e entediado.

Resolvi chamar o Tae pra vir aqui hoje. Pelo menos vou desabafar um pouco. Por inacreditável que pareça, não fico lembrando da morte do meu pai, apenas esqueço disso.

Acabei de ouvir a campainha tocar — foi bem barulhenta, então sei quem é.

— Oii, Jimin! Como você tá, cara? — agitado, como sempre. Me deu um abraço e esperou a resposta.

— Oi, Tae. Tô bem, tenho novidades. — Lógico que eu iria contar tudo.

— Amo uma fofoca. Pode abrir o bico. — Entrou, pulando até o sofá e se acomodando.

Peguei um salgado pra acompanhar a conversa e contei tudo. Como imaginei, levei um puxão de orelha dele, dizendo: “Como não me contou que beijou o chefão antes? Que amigo você é, viu!”. Quase quatro horas depois, ele foi embora, prometendo voltar em breve.

Jungkook

Tenho uma reunião agora com o chefe italiano da máfia com a qual fiz aliança.
Parece que preciso saber de algumas coisas.
Só estou esperando enquanto penso se devo ligar pro Jimin e chamá-lo pra vir à empresa.

Cerca de 20 minutos se passam e recebo um telefonema perguntando se posso permitir a entrada do Nick. Após a liberação, vejo ele adentrar minha sala com seu porte elegante. Desconheço uma vez sequer em que ele tenha sido um idiota. Realmente é um bom chefe.

Pelo menos é o que eu acho.

— Olá, senhor Jeon. Que bom que nos reencontramos. — Sentou-se à minha frente.

— Olá, Nick. Também acho bom. Você disse que tinha novidades, pode falar, estou ouvindo.

— Falei sim. O meu comunicado é sobre a festa de comemoração. Como nossas máfias estão juntas, planejei uma festa para essa bela colaboração. Todos os chefes das máfias, seus capangas e companheiros irão participar. Vim para te informar e quero que saiba: está livre para levar quem quiser. O objetivo é um festival aberto aos familiares dos Dons.

— Entendo. Achei uma ideia maravilhosa. Faz tempo que não participo de comemorações assim. Obrigado pelo convite.

Tomei minha decisão faz um tempo. Enquanto conversávamos, mandei uma mensagem pro Jimin, pedindo que viesse até aqui. Fui respondido quase imediatamente.

A conversa durou um pouco mais, depois nos despedimos formalmente.

Após um tempinho, vejo meu menino entrando pela porta. A passagem dele é livre, então não recebo nenhum telefonema.

Se aproxima e para na minha frente, encostado na mesa. Consigo ver que não fui o único a querer sua presença. Ele também queria a minha.

— Finalmente pude te ver. Você não parou de trabalhar em nenhum momento. — Fez um biquinho ao falar.

— Me desculpa. Realmente não tive tempo antes, mas agora tenho. — Levantei, ficando a pouca distância dele. — Senti saudades.

— Eu também senti falta de você. — Suas bochechas estavam vermelhas. Não me aguentei e o cerquei com meus braços, prensando-o na madeira, sem saída.

— Preciso te falar uma coisa. — Ele assentiu, esperando eu continuar. — Vou a uma festa de comemoração da aliança que fiz com a máfia italiana. Você vai comigo. — Falei com a voz baixa, o suficiente pra só ele ouvir.

— Mas eu posso aparecer lá do nada?

— Claro que sim. E mesmo se não pudesse, você iria. Porque eu quero que vá. — Nesse ponto, o clima já tinha mudado completamente.

— Tá bom. Vou com você, Jeon. — Parecia querer me provocar… e conseguiu.

— O que ficou fazendo enquanto eu não estava?

Sem condições de esperar, abaixei a cabeça na direção do seu pescoço e comecei a distribuir selinhos leves. No mesmo instante, vi os pelos do Park se arrepiarem e ele soltar um grande suspiro. Apenas continuei, intensificando cada vez mais — agora com chupões e lambidas.

— Nada demais… só esperando quando eu poderia te ver de novo. — Depois de muito esforço, respondeu.

Quando levantei a cabeça, encarei seus olhos… e depois sua boca. Estava prestes a sentir aquele gosto maravilhoso do seu beijo, mas meu telefone tocou. Um barulho irritante, mas que eu sabia que não podia ignorar.

— Atende. — Jimin pediu, meigo, mesmo parecendo tão triste quanto eu pela interrupção do momento.

Enquanto isso

Nick

Terminei minha conversa com Jeon e, enquanto saía do estabelecimento, vi alguém que não estava preparado para reencontrar. Mas que sorte foi essa?

Encontrei uma pessoa do passado… que conseguiu fugir de mim, mas agora está bem mais perto do que imaginei. Pequeno e frágil como sempre, só um pouco diferente.

— Te encontrei.

Continua...

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