Raven sempre acreditou que a solidão era o único lugar seguro. Depois de ser traída, espancada e marcada por quem chamava de amigos, ela aprendeu a desconfiar de todos. Entre pesadelos, remédios e o medo constante, sua vida se resume a tentar sobrev...
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Estava na cozinha junto com Christian, que preparava alguma comida. Já Thomas está no escritório resolvendo os assuntos da encomenda das armas que será entregue amanhã à noite. Mas sei que isso é pretexto para não vê-la.
— Vai lá chamar a Raven pra jantar — Christian disse, ainda de costas, mexendo nas panelas com uma concentração absurda.
Não respondi de imediato. Observei ele por um instante. Sempre tentando ser o bom moço. Sempre se controlando. Mas eu vi o jeito que ele olhou para ela mais cedo, assim como eu também a olhava.
— Você manda e eu faço — respondi com um meio sorriso. Era a desculpa perfeita. Eu estava louco pra ver ela de novo. Desde que saiu do banheiro com aquela maldita toalha, não consegui pensar em outra coisa. Ela era uma visão. E era minha vez de ter um pouco dela.
Fui até o quarto. A porta estava fechada, então empurrei devagar para não assustá-la.
E lá estava ela.
Deitada na cama do Christian.
Algo dentro de mim queimou na hora. Um incômodo amargo, um ciúme idiota que me pegou de surpresa. Era pra ela estar na minha cama. Era meu cheiro que ela devia estar sentindo. Minha camisa que devia estar usando. Mas, mesmo assim… a cena me prendeu.
A camisa dele era larga demais, e ainda assim, subia um pouco com o jeito que ela dormia, deixando as coxas nuas à mostra. As pernas dobradas e juntas, a respiração leve, os cabelos pretos espalhados pelo travesseiro e um pouco no rosto.
Linda pra caralho.
Entrei em silêncio no quarto. Me aproximei devagar, até sentar na beira da cama. Meu olhar grudado no rosto dela. Tão sereno… diferente da garota que estava com cara de choro quando saiu do banheiro, tremendo. Eu queria cuidar dela. Queria machucar quem a machucou. Queria arrancar um por um os gritos daquelas vagabundas que encostaram nela.
Mas eu vou fazer isso. Vai ser minha maior satisfação vê-las implorando por misericórdia, mas não vou dar. Elas machucaram minha mulher.
Minha mão se moveu automaticamente até seu belo rosto sereno e delicado.
Afastei uma mecha de cabelo que cobria parte do seu rosto e deixei meus dedos roçarem de leve sua pele quente. Me inclinei um pouco mais, queria sentir seu cheiro.
O cheiro dela é doce, suave, misturado com o perfume de Christian. Aquilo me deixava louco, mas não por senti-la com cheiro do meu amigo, e sim, porque ela ainda tem o seu próprio cheiro, que por sinal é maravilhoso.
Inclinei o rosto, sentindo minha boca se aproximar de seu pescoço. A pele macia, quente. Beijei ali, devagar, só uma vez… mas foi o suficiente pra me perder por um segundo. Passo meu nariz, inalando o cheiro da minha mulher.
Um arrepio correu pelo meu corpo inteiro, e o aperto nas minhas calças veio junto. Grunhi baixo, irritado com o meu próprio corpo. Levei a mão até lá, por cima do tecido da calça, tentando aliviar aquela pressão insuportável.