Meu pai está de volta?!

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Aviso de Conteúdo
Esta história contém cenas sensíveis que podem ser gatilho para alguns leitores, incluindo sequestro, agressão física, culpa emocional e traumas familiares.
Além disso, haverá cenas explícitas (+18) com teor romântico e sexual.

Caso você se sinta desconfortável com qualquer um desses temas, aconselhamos cautela.

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Capítulo 6

Jimin

— Jungkook... — chamei baixo, quase me encolhendo na ponta do sofá. Ele estava concentrado em alguns papéis na mesa, como sempre, com a testa franzida de quem manda no mundo. — Eu tava pensando em ir ao shopping hoje... Eu não tenho quase roupa nenhuma.

Ele nem olhou pra mim de primeira, só continuou escrevendo por mais alguns segundos. Eu já tava preparado pra um “não” seco, mas então ele largou a caneta, olhou pra mim de canto e ergueu uma sobrancelha.

— Tá bom, dragãozinho. Vai lá, compra o que quiser. — Ele pegou a carteira e puxou um cartão preto. Black. Nem sabia que isso existia até chegar aqui.

— Sério?

Ele estendeu o cartão na minha direção.

— Mas não se acostuma — disse, com aquele sorrisinho torto que me dá raiva e calafrio ao mesmo tempo. — Só tô fazendo isso porque ninguém merece me ver andando por aí com alguém vestido igual mendigo.

Revirei os olhos, mas não consegui segurar o sorriso. Por mais que ele fosse um idiota... às vezes ele deixava escapar umas gentilezas.

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— Diamante, olha essa jaqueta aqui! Imagina você com ela e um colar de correntes... Vai virar um ícone! — Hobi segurava uma peça preta cheia de detalhes prateados enquanto equilibrava umas três sacolas no outro braço.

— Solzinho, se eu levar tudo que você escolhe, vou precisar de um closet só pra mim — respondi rindo, pegando a jaqueta mesmo assim. — E um cartão infinito também.

— Você tem um cartão infinito agora, não esquece — ele respondeu, piscando pra mim. — Um certo mafioso fez questão.

Andamos mais um pouco. A verdade é que eu estava até me divertindo. Me sentia... leve. Como se por algumas horas, eu não fosse um prisioneiro de luxo, e sim alguém normal, com um amigo que me fazia rir.

— Vou ao banheiro rapidinho, Solzinho. Não fuja com as minhas roupas novas.

— Vai lá, Diamante. Mas se demorar, vou atrás com tudo — ele disse, rindo enquanto eu me afastava.

O banheiro tava vazio. Lavei as mãos, ajeitei o cabelo na frente do espelho. Olhei meu reflexo por uns segundos a mais do que deveria. Me perguntei quem eu era agora. Um cativo? Um convidado? Alguém que estava começando a sentir coisas que não devia?

Suspirei e saí, procurando Hobi com o olhar.

Vi ele ao longe, encostado em uma pilastra, falando no telefone. Estava de costas pra mim, mas era ele. Meu Solzinho.

Sorri e ergui a mão.

— Hobi! — chamei, começando a caminhar na direção dele.

Foi aí que aconteceu.

Senti uma presença atrás de mim, um braço forte me puxando, uma mão cobrindo minha boca e nariz com algo úmido. Um cheiro químico invadiu minhas narinas e meu corpo inteiro gritou de pavor.

Tentei gritar. Tentei lutar. Mas meu corpo já começava a falhar.

A visão embaçou. Meus joelhos cederam. E tudo ao meu redor virou sombra.

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