Doze - Alice

447 68 14

Naquela noite, depois de um banho merecido, um jantar maravilhoso e duas horas de trabalho braçal com vassouras e louças intermináveis, fui dispensada para dormir

Ops! Esta imagem não segue as nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicar, por favor, remova-a ou carrega uma imagem diferente.

Naquela noite, depois de um banho merecido, um jantar maravilhoso e duas horas de trabalho braçal com vassouras e louças intermináveis, fui dispensada para dormir. Margot tinha me pedido para levar o lixo para o lado de fora em grandes barris, e Sebastian se prontificou a ajudar.

- Pode deixar que eu levo sozinho – ele disse, pegando o primeiro e colocando-o sobre o ombro direito. Impressionante. – Minha mãe não precisa ficar sabendo.

- Obrigada. Acho que não vou conseguir nem levantar os braços amanhã.

Ele riu e passou pela porta principal, de onde o observei colocar o barril no chão ao lado da estrada e voltar para dentro.

- O Jax ainda não voltou. – disse, como quem não quer nada. Sebastian me lançou um sorriso divertido e sugestivo, mas mantive minha expressão firme.

- Você ainda muito preocupada com Jax, hein? – ele brincou, pegando outro barril. – Daqui a pouco vou pensar que você se importa com ele.

-É claro que não! – me defendi. Mas que calúnia. – Só preciso saber quando ele volta, para poder ficar bem longe.

Sebastian não respondeu de imediato, ele simplesmente balançou a cabeça, apoiou o outro barril no ombro e saiu com aquela coisa. Assim que o colocou no chão, deu um longo suspiro e ajeitou a camisa meio suja.

- O Jax... – ele colocou a mão na cintura. – é meio imprevisível. Ele sai, Alice, praticamente todas as noites, e volta de manhã ou no meio da madrugada. Ele diz que bebe, que sai para se divertir. Nós já tentamos de tudo, mas... ele simplesmente não ouve.

Aquilo fez meu estômago revirar. Eu sempre soube que ele era um ogro, mas sair para beber e "se divertir" e deixar o irmão e mãe tomando conta da hospedaria era demais.

- E – disse, colocando as mãos na cintura também. – apesar disso, você insiste em dizer que não é culpa dele? Ele não se importa com você ou com a sua mãe, que tem de fazer tudo sozinhos aqui? Isso é puro egoísmo!

- Nós já tentamos de tudo, já falei. Não adianta, Alice, ele... – Sebastian respirou fundo outra vez. Essa frescura de não me contar o que estava acontecendo já estava começando a me irritar. – O melhor a fazer é deixa-lo em paz.

Ah, mas eu não ia deixá-lo em paz mesmo. Eu sabia que não era muito da minha conta, mas depois que o cara tinha quase me deixado para morrer, eu não ia deixá-lo viver sua vidinha egoísta como se nada tivesse acontecido.

- Vocês podem deixá-lo em paz – disse, estreitando os olhos e batendo o pé. – Mas eu não vou.

Dei a volta para subir as escadas, e acho que vi Sebastian sorrindo da porta.

É claro que eu não consegui dormir. Deitei e me revirei na cama, de um lado para o outro, de uma extremidade a outra. Tentei até o chão e nada parecia funcionar. Minha cabeça girava com tudo o que tinha acontecido em tão pouco tempo, mas, principalmente, com Jax. Ele me intrigava. De uma forma irritante e idiota, mas intrigava.

Coração de vidroLeia esta história GRATUITAMENTE!