• Chapter twenty-two •

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O despertador tocou, mas eu já estava acordada

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O despertador tocou, mas eu já estava acordada. Na verdade, não tinha pregado o olho a noite inteira. Meu corpo estava pesado, como se cada célula carregasse o peso do medo.

A mente girava, mergulhada em lembranças que eu daria qualquer coisa para esquecer. A noite anterior ainda estava cravada em mim, como marcas invisíveis queimando minha pele. Luiz...

O toque nojento dele ainda me fazia estremecer. Sua mordida no meu pescoço ainda ardia e queimava minha pele de forma dolorosa.

O homem que minha mãe tanto ama, a ponto de estar cega a tudo que acontece nesta casa. O mesmo homem que faz minha alma gritar toda vez que ficamos sozinhos.

Fecho meus olhos e tento pensar em outra coisa, mas, no meio da escuridão sufocante, algo diferente surgiu. Um toque diferente. Um calor diferente.

Thomas.

O beijo dele ainda estava em meus lábios, pulsante, me incendiando por dentro. Intenso. Quente. Eu me lembrava de como ele segurou meu rosto, como seus olhos ardiam antes de me beijar.

Ainda posso sentir aquela ereção na minha barriga e de como era dura e grande...

Mordo meu lábio inferior com vergonha e aperto minhas coxas uma na outra, já sentindo minha boceta contrair com o pensamentos do beijo dele, que era quente e molhado, e de como ele me segurava contra seu corpo forte.

Desço minha mão para meus seios, indo direto até meu short de baby doll e toco minha boceta, que está começando a ficar molhada.

Estou parecendo uma pervertida, mas não consigo evitar imaginar isso. Por um instante, tudo sumiu: o medo, o nojo, a dor. Havia apenas ele. Apenas aquele momento.

Minha respiração tremeu e eu quase sorri. Mas a realidade é uma maldita impiedosa.

Assim, eu escuto batidas fortes na porta do meu quarto. Dou um pulo da cama, ficando sentada com meu coração acelerado, e retiro minha mão de dentro do meu short.

- RAVEN! Abra essa porta agora! - A voz da minha mãe explodiu do outro lado da porta. Meu coração deu um salto. Meu corpo se enrijeceu no mesmo instante.

Levantei da cama, fui até a porta, respirei fundo e destranquei. Assim, ela entrou no meu quarto como um furacão.

- O Luiz me disse que você saiu ontem à noite! - Sua voz jorrava raiva. - E pior! Saiu com um homem! - Ela cruzou os braços, os olhos faiscando como brasas. - Eu confiei em você, Raven! E você me retribui assim?! agindo como uma qualquer?!

Meu estômago revirou. Maldito Luiz... claro que ele iria torcer tudo a favor dele. Devia ter feito aquela cara de santo, aquele olhar de vítima. Nojo.

- Eu só saí para tomar um ar. Não foi nada demais. - murmurei, tentando segurar a voz, mas minha mãe não estava interessada em me ouvir.

- Ah, CLARO! E um homem simplesmente apareceu do nada? Quem é ele, Raven?!

Obscura TentaçãoOnde histórias criam vida. Descubra agora