Capítulo 31

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Quando chegaram ao esconderijo, as emoções de Jungkook ficaram ainda mais intensas. Ele sentia o peso do seu passado e da manipulação de Joonhon. Mas, ao olhar para Jimina, algo dentro dele se acendeu. Ele sabia que ela estava ao seu lado, e isso lhe dava forças.

— Está pronto?

Jimina perguntou, colocando a mão em seu ombro.

Ele respirou fundo.

— Sim. Vamos acabar com isso

A presença de Jimina ao seu lado trouxe uma sensação de segurança que Jungkook não esperava, mas que, agora, era tudo o que ele precisava. O medo ainda estava ali, mas era algo que ele sabia que poderia controlar. Ele não estava mais lutando sozinho. E a luta que ele tinha travado contra si mesmo nos últimos tempos parecia, de alguma forma, mais suportável com ela ao seu lado.

Jimina lhe deu um sorriso silencioso, o tipo de sorriso que dizia tudo sem palavras. Ela sabia que, naquele momento, eles estavam prestes a enfrentar algo muito maior do que apenas Joonhon — estavam enfrentando os demônios do passado, as escolhas que os haviam levado até ali. Mas, por mais difícil que fosse, ela também sabia que não havia mais tempo para hesitar.

— Vamos juntos.

Jimina murmurou, sua voz cheia de convicção.

Com um último olhar para a entrada do esconderijo, Jungkook fez um sinal para ela, e os dois começaram a avançar, movendo-se silenciosamente, quase como sombras. A noite estava profunda, e as luzes fracas do esconderijo não eram suficientes para iluminar as áreas sombreadas ao redor. Eles estavam cercados por silêncio, mas sabiam que não poderiam baixar a guarda. A qualquer momento, tudo poderia explodir.

Cerca de vinte metros à frente, Jimina parou, sinalizando para Jungkook. Ele olhou, e ela apontou para uma janela parcialmente aberta. Havia vozes baixas vindas de dentro provavelmente uma guarda de mercenários. O som era abafado, mas ainda assim audível o suficiente para eles identificarem que havia mais gente dentro do esconderijo do que imaginavam.

— Está cheio de gente.

Jimina sussurrou.

— Precisamos ser rápidos.

Jungkook assentiu, seu coração batendo mais forte. Ele sabia que, se entrassem de forma desordenada, seria um desastre. Eles precisavam agir com precisão.

Eles se moveram para a parede do lado oposto da janela, procurando uma entrada mais discreta. O tempo estava contra eles, e a qualquer momento, Joonhon poderia descobrir que estavam ali. O cheiro de tensão no ar só aumentava à medida que se aproximavam de uma porta lateral.

— Aqui.

Jimina indicou. Ela olhou para Jungkook, seu rosto determinado, mas seus olhos demonstravam a mesma apreensão que ele sentia.

— Vamos abrir devagar. Não podemos chamar atenção.

Jungkook pegou a chave de fenda que havia trazido, fazendo um movimento cuidadoso na fechadura enferrujada da porta. Cada segundo parecia um eterno suspense, e a pressão dentro dele aumentava.

Quando a porta finalmente cedeu com um som baixo e abafado, ambos entraram no corredor escuro, os passos leves e rápidos. Eles estavam dentro.

A entrada estava vazia, mas podiam ouvir os passos distantes de alguém se movendo no andar superior. Sem hesitar, começaram a subir as escadas, fazendo o mínimo de barulho possível. A tensão entre eles aumentava a cada degrau, como se o próprio ar estivesse carregado de energia elétrica.

— Joonhon está lá em cima.

Jimina sussurrou, sua voz tão silenciosa quanto o ambiente ao redor.

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