Seul, Coreia – 02h20min
A noite em Seul pulsava com luzes e sombras. A cidade nunca dormia, mas Jungkook se movia como um fantasma entre os becos escuros, seus passos silenciosos ecoando em meio ao cheiro de asfalto molhado pela chuva.
Ele não podia perder tempo. Já havia começado a eliminar os soldados de Joonhon, mas ainda estava longe do objetivo final. O chefe da máfia era um homem astuto, cercado por seguranças leais e informantes espalhados por toda a cidade. Um movimento errado, e Jungkook estaria morto antes de poder cumprir sua vingança.
Ele puxou o capuz sobre a cabeça e virou a esquina, entrando em um galpão abandonado no distrito industrial. Dentro, três homens esperavam por ele.
— Está atrasado, Jungkook
um deles rosnou.
— Estava ocupado
ele respondeu friamente, cruzando os braços.
— Trouxeram o que pedi?
Um dos homens jogou uma mochila no chão. Jungkook se abaixou e abriu, inspecionando as armas e munições. Seu olhar brilhou com aprovação.
— Agora, me digam
ele ergueu os olhos para eles
— onde está a próxima remessa de Joonhon?
Os três se entreolharam, hesitantes.
— Você tem certeza de que quer fazer isso? Se atacar um dos carregamentos dele, ele vai saber que foi você
um deles alertou.
Jungkook sorriu de lado.
— Essa é exatamente a ideia
O silêncio pesado pairou no ar enquanto os três homens digeriam as palavras de Jungkook. Eles sabiam que desafiar Joonhon era suicídio, mas também sabiam que o homem diante deles não era alguém comum. Ele não tinha medo da morte ele a abraçava.
— O próximo carregamento sai às quatro da manhã, do porto de Incheon
um deles finalmente revelou, a voz baixa, quase como se temesse que Joonhon pudesse ouvir.
Jungkook fechou a mochila e a jogou sobre um ombro.
— Quantos homens estarão lá?
— Pelo menos dez. Mas eles não são qualquer um. São os cães de Joonhon. Se te virem, não hesitarão em atirar.
Jungkook soltou um riso seco.
— Então, vou garantir que eles não me vejam.
Ele se virou para sair, mas uma das vozes o deteve.
— Jungkook.
Ele parou, sem olhar para trás.
— Boa sorte.
Ele não respondeu. Sorte não fazia parte da equação. Tudo que ele precisava era de precisão, velocidade e silêncio.
Se ajustando à escuridão, Jungkook saiu do galpão e desapareceu na noite, um predador à espreita. A caçada estava apenas começando.
Porto de Incheon – 03h57min
A neblina densa pairava sobre o porto, tornando as luzes dos guindastes e armazéns distantes um brilho difuso no horizonte. O cheiro de sal e óleo queimado impregnava o ar. Jungkook observava do alto de um dos contêineres, seu olhar afiado varrendo o cais abaixo.
Os cães de Joonhon estavam lá. Dez homens armados, espalhados pelo perímetro do armazém principal. Dois estavam próximos da entrada, fumando e trocando piadas em voz baixa. Outros quatro patrulhavam ao redor dos caminhões estacionados, onde caixas eram descarregadas com cautela. O restante estava dentro do galpão, protegendo a mercadoria.
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𝐌𝐀́𝐅𝐈𝐀
ActionPark Jimina é a melhor policial. Uma mulher determinada que não tem medo de se arriscar. Ainda mais se sua missão envolver aqueles que mais ama. Seu mundo vira de cabeça para baixo quando sua mãe adoece e não sabe de onde levantar dinheiro para paga...
