• Chapter Nineteen •

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A marca ardia no meu rosto, o estalo ainda ecoava na minha cabeça, mas o que doía mais do que a dor física era o motivo: minha mãe

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A marca ardia no meu rosto, o estalo ainda ecoava na minha cabeça, mas o que doía mais do que a dor física era o motivo: minha mãe.

Minha própria mãe, defendendo aquele homem mais uma vez, fingindo que eu sou o problema. Como sempre.

Meu peito subia e descia rápido, os olhos queimando com lágrimas que eu não queria derramar, mas que vinham mesmo assim. Eu queria gritar, queria quebrar tudo ao meu redor, mas eu não podia. Não podia fazer nada. Me sinto vazia.

Levantei-me e fui para o banheiro, trancando a porta atrás de mim. A água quente caiu sobre minha pele, tentando lavar a dor, a raiva, a solidão. Fechei os olhos, sentindo a água escorrer pelo meu rosto, misturada às lágrimas que ainda teimavam em cair.

Não quero mais chorar por isso, me sinto um idiota, mas não consigo evitar de derramar lágrimas.

Quando saí do banho, vesti uma calça de moletom cinza e uma blusa de manga longa. Vou para a cama e deito, fecho os olhos e tento dormir.

Abro os olhos com meu coração acelerado, depois do pesadelo maldito do meu padrasto me perseguindo

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Abro os olhos com meu coração acelerado, depois do pesadelo maldito do meu padrasto me perseguindo. Primeiro era o trauma de pessoas que me batiam na escola e agora é o desgraçado do Luiz.

Levanto da cama e olho o horário no meu celular, que marca 1h03. Caminho até a janela e o vazio ainda persiste em ficar.

Eu não podia mais ficar aqui.

Peguei meu celular, coloquei no bolso e calcei um sapato que encontrei ao lado do guarda-roupa. Abro a porta do meu quarto devagar e ando pelo corredor, sempre olhando ao redor para ver se tem alguém. Respirei fundo e segui, descendo os degraus com cuidado. O silêncio da casa era ensurdecedor.

Seguro a maçaneta e destranco. Girei a maçaneta com delicadeza, empurrando devagar para evitar qualquer ruído, o vento frio da noite bateu no meu rosto assim que saí.

Saí da casa, fechei a porta e deixei a chave no meu bolso enquanto caminhava pela calçada. Era libertador e assustador ao mesmo tempo ficar andando sozinha na rua às uma hora da manhã. Eu sabia que era perigoso, mas não aguentava mais ficar naquela jaula em que vivia.

Obscura TentaçãoOnde histórias criam vida. Descubra agora