— Naylla, senhor.

— Onde está a garota?

— Escondida na casa dos Malkovich. — Respondeu ela

A jovem estava tremendo e com medo, seu coração estava acelerado de medo. Muito medo, mas mesmo sendo tão misterioso, tenebroso e sombrio, ele ainda era atraente, ela não conseguia resistir a ele.

Ele soltou um sorriso de triunfo, tinha descoberto o que queria, não precisava mais daquela garota, aquela que ousou olhá-lo nos olhos. ELE tinha o poder, ele poderia fazer o que queria, quando queria e ninguém, ninguém mesmo poderia impedi-lo.

— Já que sabe quem sou. Sabe que não pouparei sua vida por ter entrado em meu caminho. Eu não aceito perdão e não terei misericórdia. Eu sou Alexander Belmonte II.

Assim que as palavras foram ditas um raio atravessou o céu atingindo o solo ali perto, os olhos dele estavam sombrios e queimando em uma obscuridade eloquente, a alma dele queimava em fúria.

Ele a encarou com uma fúria mortal e a tocou com muito ódio, um ódio fatal. A garota caiu no chão, estava morta, os olhos cinza, perderam-se a cor, ficando de um cinza claro a um preto obscuro, o rosto dela transparecia medo, a pele dela estava rachando e ela perdendo toda a cor, estava tão pálida que parecia já ter morrido há muito tempo.

Todos do vilarejo correram de medo do homem, não queriam ter o mesmo destino que a garota, eles já sabiam o que o toque daquele homem e de toda a sua geração era capaz de fazer. Não era só matar, não era só tirar vidas, era seduzir.

Ele chegou até a casa onde estava a garota, ela estava escondida no quarto, quase gritou de medo quando o homem abriu o quarto apenas no chute, o coração da garota disparou, transparecendo agonia. Ela agora estava com medo dele.

— Querida, não temas a mim. Vim em busca de ti. — Disse o homem sorrindo maliciosamente e olhando a garota que estava apavorada.

Os olhos da garota chamaram mais uma vez a atenção dele, eram sedutores, eram encantadores, ela tinha uma pequena marca de nascença na clavícula, lugar diferente para uma marca de nascença, pensou mais uma vez e sorriu.

Ele chegou perto dela e ela estremeceu de medo.

— Por favor, não me toque. Sei do que seu toque é capaz e não quero isso. Não quero você. — Disse a garota colocando a mão na frente em tentativa de pará-lo.

Ela o tinha deixado com raiva. Ela não o queria? Pensou ele achando que era uma piada e das piores, ele é que escolhia, e não ela. Se ele dissesse que ela era dele, ela seria dele. Querendo ou não. Ela não poderia aparecer de repente da vida dele e sair como se nada tivesse acontecido. Ela estava com o coração dele agora. Bom, se é que ele tinha um.

— Nunca ousas a dizer que não me quer. Você é minha Melissa. Minha. — Disse ele chegando perto da garota.

Não tinha como ela fugir, ele a pegou pelo braço surpreendentemente carinhosamente e a tocou no ombro descendo até a clavícula e tocando a marca de nascença. A garota se debateu tentando tirar a mão dele, mas era tarde demais. O lugar onde ele tinha tocado parecia estar queimando.

— Saiba que você é minha. Para sempre. — Gritou ele como se estivesse falando com os céus.

Naquele exato momento, houve mais uma trovoada, e os raios estavam ficando mais frequentes, era uma maldição, era o que ele havia feito. Quando alguém da raça dele quisesse uma garota, uma simples palavra já era o suficiente para ele ter o que queria, por toda a eternidade, ou até quando ele quisesse. Mas ele queria o amor dela e não a obrigar a amá-lo, mas não restavam alternativas, eles estavam ficando sem tempo.

A garota saiu do transe, acordou para o que estava fazendo, ela não o amava e jamais amaria, ele era terrível, tinha matado pessoas, ela não queria ninguém assim.

— Estou cansado da sua geração, isto é uma palhaçada. Não pode fazer isto com o povo de Nuvia, você e sua raça não comandam aqui. A garota não ama você. Não pode seduzi-la. – Gritou alguém na porta

Era outro homem, Lord Richard Greenfield, ele carregava e carregaria nas veias e na sua próxima geração o mesmo dom daquele homem maligno, só que a geração dele era diferente, eles nunca usavam os seus dons para matar ou seduzir, eles simplesmente guardavam aquilo para eles. Richard e mais um exercito de homens estava ali, armados com espadas, ele não teria escolha a não ser se render, ou pelo menos assim, eles pensavam.

Alexander soltou uma gargalhada que ecoou pela sala inteira, ele não acreditava que ousavam entrar no caminho dele, achava que seu poder era tudo e não iria se render nem que sua vida dependesse disso.

— Como ousas a entrar no meu caminho? Não sabem quem eu sou? Não terei misericórdia de suas almas. Morram insolentes. — Disse ele estendendo as mãos.

O chão começou a tremer fazendo barulhos ensurdecedores, Richard notou o que Alexander estava prestes a fazer e com toda certeza o impediria. A garota estava morrendo de medo, Alexander puxou a garota para si com muita raiva que até deixou marcas nela, ele então disse:

— Com todo o poder da geração Belmonte, eu Lord Alexander Belmonte II, digo: Tudo e todos aqui irão cair em uma eterna maldição, até que ela seja quebrada, serão obrigados a viver aqui. Junto a vocês renascerá a garota que será a minha amada. A minha Melissa.

Ele tocou com muita força a marca de nascença da jovem e ela desmaiou.

Lord Richard correu para tirar a mão do homem da garota. Era tarde, ele havia feito um juramento usando seu poder, uma maldição. Todos seriam obrigados a reviver tudo aquilo de novo, até que ele tivesse a garota.

Richard tentou impedir usando parte de seu poder, mas o mal estava feito, ele matou a garota e junto a ele o homem que tinha tentando resolver a situação. Se ele não tivesse a garota ninguém mais teria, e tinha certeza que voltaria para ficar com seu amor, sua Melissa.




Toque de SeduçãoLeia esta história GRATUITAMENTE!