Raven sempre acreditou que a solidão era o único lugar seguro. Depois de ser traída, espancada e marcada por quem chamava de amigos, ela aprendeu a desconfiar de todos. Entre pesadelos, remédios e o medo constante, sua vida se resume a tentar sobrev...
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Algumas horas antes...
Estou deitado no sofá, mexendo no celular, até que Thomas entra na sala e senta no outro sofá com um copo de uísque na mão.
— Já vai começar a noite assim? — Pergunto.
— É só para relaxar, você sabe que eu não bebo muito.— Responde Thomas.
Assinto com a cabeça e volto a mexer no celular. Estávamos relaxados no sofá quando escutamos o som da tranca da porta se abrindo, como se alguém estivesse entrando. E estranhamos, pois o sensor não apitou, avisando que havia alguém tentando entrar.
Só Ethan, Thomas e eu temos a senha, extremamente complicada, com mais de 20 dígitos, que tive que passar o dia inteiro tentando decorar. Graças a Thomas e suas paranóias, mas não vou julgá-lo.
Olho rápido para Thomas, que me olha em alerta. Pego minha arma de baixo da mesa de centro da sala, e Thomas levanta do sofá e vai para a cômoda da sala, tirando da gaveta outra arma.
Olhamos para a porta e apontamos nossas armas, mas quando ela se abre, fico surpreso em ver Ethan. Ele entrou, carregando uma mala. Assim que ele nos olha, levanta as mãos para cima em sinal de rendição.
— Calma aí, é assim que me recebe depois de passar meses fora? Estou decepcionado. — Diz e sorri.
— E você nem diz que vai vir! Quer levar um tiro, cabeçudo? — Falo.
— Eu preferi fazer uma surpresa. — Ele retruca.
— E nessa sua surpresa, você iria levar bala nessa cara. — Thomas diz sério.
— Vocês são uns sanguinários — Ele ri, fechando a porta e trancando, e trazendo sua mala para dentro.
Nós voltamos a sentar e deixamos as armas nos mesmos lugares anteriores.
— Como foi a viagem? — Perguntou Thomas.
— Foi muito boa, só não tanto porque tive que executar uns serviços para meu padrinho que eu não queria fazer, no entanto, eu tive que fazer... — Ele fala desanimado.
— Mas tirando isso foi ótimo, aliás senti muita saudades de vocês, seus idiotas. — Ele sorri.
Eu pego o travesseiro do sofá e jogo nele, que desvia e acerta a parede. E ele gargalha.
— Também sentimos saudades de você, cabeça de ovo. Agora somos um time novamente. — Eu digo.
— Olha o bullying! Eu não tenho cabeça de ovo. — Ele fala incrédulo e eu e Thomas rimos.
— Tem sim. — Thomas tenta se segurar para não rir, mas fracassa, já eu gargalho alto.
— Vão se foder. — Ele diz bravo.
— Foi mal. Por que demorou a chegar? Disse que iria chegar no sábado. — Digo.
— É que eu achei melhor ficar no hotel perto do aeroporto e dormir um pouco, estava com preguiça de vir até aqui. — Ele responde.