Summer e Rachel Campbell são filhas de pais divorciados: Summer vive com a mãe, Cassandra, uma atriz famosa, e Rachel com o pai, Antony, um neurocirurgião. Tudo muda quando seus pais decidem voltar a morar juntos para tentar consertar a relação com...
Já se perguntou por que o amor é tão imprevisível?
Tipo, você não escolhe por quem se apaixona. Mesmo que tenha um tipo ou um ideal de parceiro em mente, isso não significa que você vai se apaixonar por alguém assim.
Digo isso pensando no caso deles, é claro.
Quem são eles, você deve estar se perguntando.
O meu casal favorito, ora! Antony Campbell era um estudante de medicina, certinho e tímido, e Cassandra Martinez, uma aspirante a atriz, liberal e espontânea.
Eles foram um caso clássico de amor à primeira vista.
Isso aconteceu na virada do milênio, no ano novo de 2000.
Antony estava de férias da faculdade e decidiu passar a noite no Pier de Santa Mônica para ver a queima de fogos.
O local é um dos pontos turísticos mais famosos de Los Angeles, com o parque, lojas de bugigangas, a roda gigante iluminada e, claro, jovens artistas esperando sua chance de brilhar.
Uma dessas artistas era Cassandra, uma garota linda, de cabelos escuros como ébano e pele dourada como caramelo. (Essas são palavras dela, não minhas). Ela era uma jovem talentosa em busca do sonho de ser atriz. Só que, em Los Angeles, existem milhares de pessoas com o mesmo objetivo.
Desde os 16 anos, quando se mudou para Los Angeles para morar com sua tia Verônica após a morte dos pais, Cassandra sabia que a vida era curta demais para esperar, então decidiu seguir em frente com seu sonho.
Sonhava em ser atriz desde os 9 anos, quando assistiu a um filme chamado O Pecado Mora ao Lado, estrelado por ninguém menos que Marilyn Monroe. Ela decorou todas as falas do filme e as repetia como a personagem. Isso a fez perceber o que queria fazer pelo resto da vida.
Nos fins de semana, ela se apresentava no píer, fazendo personagens criados por ela mesma para ser mais original, na esperança de que algum caça-talentos a notasse.
Mas quem acabou a encontrando não foi um caça-talentos, e sim um jovem alto e loiro, com os olhos mais azuis que ela já vira na vida.
Ele, como o bom desastrado que era, estava distraído com a agitação do local e não olhou para frente, esbarrando nela acidentalmente. (O destino, talvez?)
— Ai, meu Deus, moça, me desculpa! Eu não vi por onde andava. Eu sei que não é desculpa, porque quem não teria visto uma garota tão linda a passos de distância, não é? — disse Antony, desesperado.
Ela achou o jeito dele tão fofo que, mesmo se quisesse, não conseguiria ficar brava.
— Tudo bem, eu também não prestei atenção no caminho, mas acho que, dessa vez, fez bem não olhar para frente, não é? — respondeu Cassandra, já com aquele flerte maroto. Estava encantada por aquele garoto desconhecido.
— Ah, com toda certeza! Quer dizer que a grosseria foi minha. Eu devo me apresentar: eu me chamo Antony Campbell. — Ele estava tão nervoso que achava que o coração ia sair do peito.
— Lindinho, não precisa de toda essa formalidade. — E ele ficou ainda mais vermelho. — Mas, já que você começou, eu me chamo Cassandra Martinez!
Eles apertaram as mãos, e, com uma certa magia no ar, ambos sentiram um choque sair daquele toque.
"Amor à primeira vista",eu não disse? Diga o que quiser, mas, para mim, as melhores histórias de amor começam assim — tão imprevisíveis e mágicas. A partir daquele momento, tudo poderia acontecer.
Bom, voltando à narração, depois daquele encontro, eles passaram a noite inteira juntos, até os fogos acabarem. Feliz Ano Novo de 2000 atrasado para vocês!
Depois disso, os dois não se separaram mais. Começaram a namorar duas semanas após o "acidente" e, três meses depois, já estavam morando juntos.
Foi nessa época que a vida de ambos deu uma virada extraordinária.
Em uma de suas apresentações, Cassandra finalmente foi abordada por um agenciador de atores, impressionado com seu talento. Ele a chamou para um teste para um papel em um novo filme que estava sendo produzido.
Entre 5.000 atrizes, Cassandra foi a escolhida.
Antony estava radiante com a conquista dela e a apoiaria em tudo. Mas, no fundo, sentia uma pontinha de ciúmes, imaginando se a amada teria que beijar algum ator bonitão nas filmagens. Mas ele sabia que teria que se acostumar com isso.
Cassandra também o apoiava em seus estudos, já que Antony finalmente terminaria sua residência como neurocirurgião.
Antony pretendia trabalhar no hospital da família (bom, em um dos muitos hospitais, né?). Sim, nosso doce e desastrado menino prodígio vinha de uma longa linhagem de ricos.
Como filho único de doutores herdeiros, ele um dia herdaria toda a fortuna da família, incluindo os hospitais.
Embora os pais de Antony o amassem muito, eles não aprovavam seu relacionamento com Cassandra, achando que ela poderia ser uma golpista tentando se aproveitar do filho.
Cassandra, sabendo disso, traçou um plano para conquistar os sogros. Com sua simpatia e caráter, foi ganhando a confiança deles, já que todos amavam Antony mais do que qualquer coisa. Isso era o que importava.
Cassandra ainda morava com sua tia Verônica, que cuidou dela após a morte dos pais e era uma figura fundamental em sua vida.
Verônica era advogada e trabalhava na Suprema Corte. (E, diferente de outros por aí, gostou do genro de imediato). Na verdade, gostava mais dele do que da própria sobrinha.
Depois de ganhar o papel no filme, Cassandra conquistou também o público e a crítica, roubando o protagonismo do longa. Diziam que não dava para tirar os olhos dela.
Antony adorava ver a sua amada finalmente recebendo o reconhecimento que merecia. O sonho dela havia se realizado. E o dele, bem… talvez estivesse só começando.
Cassandra Martinez e Antony Campbell, na estreia de "Jogos Perigosos", em junho de 2001.
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