• Chapter Thirteen •

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Após a discussão com minha mãe, eu fiquei no meu quarto e chorei, sentindo saudades dos tempos em que morávamos só nós duas

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Após a discussão com minha mãe, eu fiquei no meu quarto e chorei, sentindo saudades dos tempos em que morávamos só nós duas. A gente ria mais, saía para o shopping, cinema, restaurante e até para parques de diversões.

Ela perguntava sobre meu dia, se eu estava tomando meus remédios na hora certa, se eu tinha pesadelos, como estava.

No entanto, há alguns meses, ela ficou mais distante. Passou a trabalhar mais e sair com Luiz para jantares. No início, eu não me importava; achei até bom ela ter alguém, já que passou anos sem ninguém e eu sentia um vazio por não ter um pai.

Porém, se eu soubesse que isso nos afastaria, eu nunca teria aceitado o relacionamento dela ou até desejado ter um pai, já que nunca conheci meu pai biológico.

Hoje em dia, é só falar algo e já vira discussão. Minha mãe mudou bastante em poucos dias, e agora brigamos o tempo todo por coisas fúteis! Pode parecer besteira, mas para mim não. Sinto-me muito magoada e cheia de raiva.

Ainda penso se devo contar o que Luiz fez comigo, mas acredito que ela não acreditaria em mim, ela está cega por ele que até desconfia de mim.

Se eu denunciar ele, tenho certeza que não aconteceria nada, já que ele é influence na cidade por ele ser advogado e poderia pagar para não ficar na cadeia.

Nisso ele iria atrás de mim e faria coisa pior, não duvido de nada. O único jeito é eu ir embora, mesmo que eu tenha que trabalhar em qualquer coisa para isso e ficar sem terminar meus estudos.

Lágrimas descem pelo meu rosto. Como minha vida se tornou um inferno em algumas semanas, desde que vim morar aqui?

Estou deitada na cama, vestida com uma calça de pijama preta e uma blusa de alcinha branca. Levanto, pego o caderno de desenho na mochila e vou para a varanda.

Sento novamente no parapeito da varanda e desenho, olho para a rua, pensando se aqueles homens passariam por aqui novamente. E de novo, estou imaginando neles.

Fico desenhando e penso em Ethan; ele é tão legal e divertido. Mas, após o comentário de Sophia, fiquei receosa. Seu olhar intenso me dava borboletas no estômago, e seu sorriso perfeito me deixava sem palavras.

Meu Deus, estou me comportando como se fosse carente de atenção masculina!

Primeiro, fico pensando nos dois homens estranhos na rua e, depois, o primo da Sophia, que é lindo e maravilhoso?

Mas não vou negar que queria beijá-lo e sentir seus lábios nos meus. Eu nunca beijei ninguém, pois não tinha vontade ou simplesmente não queria conversar. Sempre que algum garoto se aproximava, eu os ignorava e dizia logo que não queria nada para eles não se aproximarem.

Já Ethan me deixou vulnerável; senti atração por ele e fiquei toda tímida quando estava perto dele. Já com os homens desconhecidos, fiquei curiosa em ver seus rostos; seus corpos eram grandes e altos, dava para perceber pelas roupas.

Obscura TentaçãoOnde histórias criam vida. Descubra agora