Raven sempre acreditou que a solidão era o único lugar seguro. Depois de ser traída, espancada e marcada por quem chamava de amigos, ela aprendeu a desconfiar de todos. Entre pesadelos, remédios e o medo constante, sua vida se resume a tentar sobrev...
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Ficamos conversando e olhei para o meu celular e vi que já eram 18h42, deveria estar em casa desde às 17 horas. As horas se passaram tão rápido, nem tinha percebido.
— Eu preciso ir. Obrigada pelo Capuccino. — Disse eu, Sophia se levantou e olhou para mim e Ethan.
— Ethan, você pode nos levar ao estacionamento?
— Claro, vamos. — Concordou Ethan.
Saindo da cafetaria, entramos no carro de Ethan, que dirigiu para o estacionamento da escola onde estava o carro de Sophia. Ao chegarmos, eu desci.
— Obrigada. — Agradeci.
— Por nada. — Respondeu Ethan, sorrindo.
— Valeu, priminho, mas vou levar Raven para casa. — Disse Sophia. Olhei para ela.
— Não precisa, minha casa é perto daqui.
— Nem vem com essa! Eu te levo. Já é de noite e é perigoso. — Insistiu Sophia.
— Não se preocupe, eu vou ficar bem.
— Não, eu te levo e não aceito um não como resposta. — Afirmou Sophia.
— Mas... — Comecei. No entanto, Ethan me interrompeu.
— Raven, realmente é melhor você não ir sozinha agora. Se quiser, eu te levo. — Disse Ethan.
— Não, não precisa. — Respondi.
— Raven, deixa de ser teimosa. — Insistiu Sophia. Suspiro, sabendo que ela não iria desistir.
— Tá bom, pode me levar. — Concordei. Sophia sorriu feliz e se despediu do primo.
— Tchau, primo! Até outro dia!
— Até mais, prima. — Respondeu Ethan. Ele olhou para mim e se aproximou.
— Posso... Te abraçar?
Fiquei sem jeito com a pergunta, olhei para Sophia atrás dele, que sorriu e fez um coração com a mão.
— É que... — Começo a falar, mas ele diz primeiro.
— Não precisa aceitar, eu entendo. — Ele fala, frustado. Olho para Sofia, sinalizando que sim. Eu penso direito, isso não vai matar, é só um abraço. Por fim, olho para ele e falo:
— Ah, pode... — Murmurei.
Ele sorriu, abriu os braços e abraçou minha cintura. Eu fiquei parada, no entanto, levei minhas mãos aos seus braços e encostei meu rosto no seu peito.
Ele me apertou contra seu corpo. Ninguém, além de minha mãe e avó, havia me abraçado antes. Ethan foi o primeiro menino a me abraçar. Sua fragrância masculina me deixou embriagada.
Escutamos uma tosse de Sophia e me afastei dele. Percebendo que demorei abraçando ele, o seu abraço é reconfortante com seu cheiro é viciante.