Raven sempre acreditou que a solidão era o único lugar seguro. Depois de ser traída, espancada e marcada por quem chamava de amigos, ela aprendeu a desconfiar de todos. Entre pesadelos, remédios e o medo constante, sua vida se resume a tentar sobrev...
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Enquanto esperava por Sophia no estacionamento, ao lado de seu carro, lembrei que ela já havia falado sobre o seu novo veículo quando eu estava na França.
Sophia e eu somos primos, mas sempre nos tratamos como irmãos. Compartilhamos tudo, e quando fui viajar há quatro meses atrás, ela chorou, o que me deixou triste.
Cheguei no sábado, e vim visitá-la hoje, pois sei que ela ficaria brava se soubesse que voltei e não a visitei. Conheço-a bem o suficiente para saber que ela jogaria coisas em mim com raiva.
Ao ver minha prima, notei uma garota ao seu lado. Ela tinha cabelos pretos longos e lisos, olhos azuis claros que me hipnotizavam cada vez mais. Seu corpo delicado e pequeno, cerca de 1,65 de altura, chamou minha atenção. Havia algo de vulnerável em seu olhar, uma mistura de fragilidade e força que me intrigou.
— Ethan! O que você está fazendo aqui? — Sophia sorriu, correndo até mim e me abraçou. Eu retribuí o abraço.
— Esperando por você, prima! — Disse eu, ainda abraçado a ela.
— Raven, esse é Ethan, meu primo. Ethan, essa é Raven, minha melhor amiga. — Disse Sophia.
Raven... Nome interessante.
— Prazer, Raven. — Disse eu, estendendo minha mão.
— Prazer. — Respondeu ela, esticando sua mão pequena e pálida.
Ao apertar sua mão, senti uma conexão instantânea. Fiquei hipnotizado pelos seus olhos azuis claros e seu rosto belo.
— O que você está fazendo aqui? Você sabe que eu tenho carro — Tiro a atenção de Raven e olho minha prima.
— Eu sei, só pensei em te levar para tomar café e colocar os papos em dia. — Disse eu, sorrindo. — Quer vir também, Raven?
Sugeri, querendo prolongar o encontro e querendo conhecer a bela garota à minha frente. Raven olha para Sophia que assentiu encorajando a amiga com a cabeça.
— Claro. — Respondeu, com um sorriso discreto. Fico olhando para ela admirando, até que saio dos meus devaneios e digo:
— Vamos no meu carro. Depois, te trago de volta para o seu. — Sugeri a Sophia.
— Beleza, não queria dirigir mesmo. — Respondeu Sophia, rindo. Ela segurou a mão de Raven, que afastou meio sem jeito.
— Ah, desculpe... — Sophia olha para ela arrependida.
— Não, está tudo bem. — Disse Raven rapidamente, sorrindo para Sophia.
Fiquei intrigado com o que aconteceu. Por que ela se afastou de um simples toque? Parecia medo ou receio... Isso me deixou curioso.
No caminho para o carro, notei a beleza delicada de Raven e sua aura misteriosa. Ela caminhava devagar, olhando ao redor.