Raven sempre acreditou que a solidão era o único lugar seguro. Depois de ser traída, espancada e marcada por quem chamava de amigos, ela aprendeu a desconfiar de todos. Entre pesadelos, remédios e o medo constante, sua vida se resume a tentar sobrev...
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Alguns dias antes...
Estou sentado no sofá, olhando para o relatório de um homem chamado Roberto Collins, que, segundo o documento, teria estuprado e assassinado a esposa do nosso cliente. Odeio estupradores; eu mato até de graça se eu encontrar um desses.
— Thomas, Enrico disse que temos dois dias para finalizar o "serviço". — Chris fala, enquanto faz nosso jantar. Christian é muito bom cozinhando; já eu sou péssimo, então deixo esse trabalho para ele.
— A gente faz o serviço hoje mesmo. — Digo, levantando do sofá e dirigindo-me à cozinha, onde me sento em uma cadeira.
— Certo, eu já ia dizer que queria matar esse maldito hoje mesmo. — Chris concorda. Ele também detesta estupradores, assim como Ethan.
— Aliás, Ethan me ligou, dizendo que virá daqui a dois dias.
Ethan é nosso amigo que morava conosco, mas teve que fazer uma viagem para a França. Já faz quatro meses que ele está por lá, fazendo serviços para seu padrinho Aron, que é como um pai para ele, já que foi ele quem o criou quando os pais de Ethan morreram em um acidente de carro qando ele tinha quinze anos.
— Que notícia boa.
— Sim, estou com saudades daquele cabeçudo e das nossas saídas para o bar juntos. — Ele diz.
— Que alcoólatra! Já pensou em beber quando ele chegar? — Rio da careta que ele fez. — Mas, para ser honesto, eu também estou com saudades dele e das saídas que fazíamos nós três.
— Realmente, era muito bom. — Ele diz.
Com isso, ficamos conversando, enquanto comemos. Após o jantar, nós arrumamos as coisas. Em seguida, esperamos até de madrugada para irmos à casa de Roberto Collins, pois era o melhor horário para sequestrar alguém.
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Estaciono o carro duas ruas antes da casa do maldito e descemos com armas escondidas e máscaras. A minha é vermelha e preta com um sorriso macabro; a de Chris, preta com detalhes prateados.
Vamos pegar o desgraçado e levá-lo ao galpão. Hoje, vamos torturá-lo até quando cansarmos.
Ao caminhar, sinto que estamos sendo observados. Paro e olho ao redor. Vejo uma garota sentada no parapeito de uma varanda.
A casa era grande e alta, com dois andares, e ela estava sentada na beirada do parapeito. Pelo jeito, não tinha medo de altura. Olho para Chris, que olha na mesma direção.
— Você está vendo o que eu estou vendo? — Pergunto.
— Estou sim... — Responde. — Tenho uma ideia.
Olho para ele interessado no que ele tem a propor.
— Vamos acenar para ver a reação dela? — Ele diz brincalhão. Rio baixo, cúmplice.
— Vamos, não custa nada.
Olho para a garota, distante, mas iluminada pelo poste. Cabelos pretos, pele pálida como neve, casaco preto grande e algo no colo. Sendo assim, levanto minha mão que está com luvas de couro com Chris e acenamos.
Passam segundos e algo inesperado acontece: ela acena de volta. Não sei se é corajosa ou louca por responder a dois desconhecidos no meio da madrugada em uma rua deserta.
Fico olhando para ela e sinto uma sensação estranha no peito, um sentimento de posse sobre ela.
Que porra é essa? Do nada vem isso em mim.
Ela continua nos observando de longe, e nós também, incapazes de desviar os olhos da bela garota.
— Ela acenou de volta... — Chris diz, espantado e incrédulo.
— Sim... ela deve ter batido a cabeça em algum lugar. — Digo.
— Vamos até lá, ela não pode nos ver indo na casa do desgraçado, se não, ela pode testemunhar que nos viu. — Chris diz e eu concordo com a cabeça.
— Verdade, vamos lá. Eu queria ver ela de perto mesmo. — Nós rimos baixo, estou ansioso para vê-la de perto. Atravessamos a rua e ela se assusta com nossa aproximação, e eu sorrio internamente.
À medida que nos aproximamos, vejo-a melhor e parece ainda mais linda. Chegamos abaixo do teto de sua casa, já que não tinha cerca, o que foi mais fácil de chegar até na sua casa. Nisso ela não pode nos ver e nem nós a vermos.
Olho para a fechadura da casa dela e percebo que é fácil de abrir, bastando conhecer a senha. Posso conseguir isso e desativar os sensores internos. Noto duas câmeras na frente da casa, mas não me preocupo, nossas máscaras nos protegem de ser reconhecidos.
Esperamos uns minutos e escutamos o som da porta do andar de cima se fechando. Uma porta não a protegerá de nós. Sorrio ironicamente.
Após uns minutos, saímos de baixo do teto da frente da casa dela, e olho novamente para a casa, memorizando o local. Com isso, continuamos andando em direção à casa do maldito.
A gente vai se reencontrar, minha morceguinha.
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Espero que tenham gostado!
Não esqueçam de deixar a: "🌟" e comentar, isso é muito importante, aliás isso não custa nada. ;)
Obrigada, por estar lendo a minha história!
Até o próximo capítulo, beijos. 💋🖤
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