Raven sempre acreditou que a solidão era o único lugar seguro. Depois de ser traída, espancada e marcada por quem chamava de amigos, ela aprendeu a desconfiar de todos. Entre pesadelos, remédios e o medo constante, sua vida se resume a tentar sobrev...
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Enquanto Sophia dirigia, percebi seu olhar preocupado. Ela me lançava olhares e falava sobre coisas aleatórias, como escola, viagens e músicas. Eu respondia, tentando ser educada. Aprecio sua gentileza e por ela ser tão legal comigo, mas não consigo superar o medo de reviver os traumas do meu passado novamente.
— Raven, você está bem? — Perguntou.
— Tudo bem, Sophia. Só não dormi bem — Respondi, tentando não ser brusca.
Sophia não insistiu, mas percebi sua preocupação. Começamos a falar sobre a escola e nossos planos para o fim de semana. A conversa leve ajudou a distrair-me dos pesadelos.
Sophia estacionou o carro no estacionamento da escola e desligou o motor. Ela me olhou novamente, preocupada.
— Está tudo bem mesmo? Você parece distante hoje.
— Este é o meu normal, só estou cansada — Menti, evitando compartilhar meus pesadelos.
— Mas está mais do que o normal — Insistiu Sophia.
— Não precisa se preocupar, estou bem.
Desço do carro e caminho pela entrada da escola, enquanto Sophia me segue após trancar o veículo. Entramos na sala de aula e nos dirigimos às nossas cadeiras. Observo a sala se preencher com alguns alunos, pois às segundas-feiras é sempre mais calmo.
Meu fim de semana foi marcado por dormir, após Luiz entrar no meu quarto e fazer aquilo. Me tranquei e pedi à empregada para trazer comida no quarto. Minha mãe nem percebeu, não se importando mais comigo desde que está com Luiz; ela mudou muito.
Minha vida é uma sucessão de pesadelos constantes, Luiz me assediando, minha mãe mais preocupada com o marido do que comigo. Sinto-me privada de liberdade, mesmo nunca tendo sido assim. Agora, ao sair, é como levar uma sombra da minha mãe. Tudo piorou quando ela se mudou para morar com Luiz.
Sentada em silêncio, observo a sala até ouvir vozes altas. Já sei quem é: Cloe. Reviro os olhos ao vê-la entrar com suas amigas.
— Olha quem decidiu aparecer na escola — ela diz, alto o suficiente para todos ouvirem. — A vadia esquisita.
— Cala a boca, Cloe, você só fala bosta! — Sophia interveio.
— Ninguém manda eu calar a boca, sua vadia de quinta! Estou falando com ela, não com você! — Cloe gritou.
— Sua vida deve ser muito merda para você querer se preocupar com a minha, não é? Vai procurar o que fazer, garota. — Digo olhando para ela.
A sala explodiu em zoação. Cloe começou a xingar, mas parou ao ver o professor de matemática entrar, com sua expressão habitual de mau humor.
— Sentem-se todos! Vamos começar a aula — Disse ele secamente.
Olhei para Sophia, que me sorriu. Eu sorri de volta e virei meu rosto para o professor, que começou a escrever no quadro.
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Saímos da escola, aliviadas pelo fim do dia. O sol ainda brilhava forte quando alcançamos o estacionamento. Ao nos aproximarmos do carro de Sophia, notei um garoto alto, com cabelos pretos medianos um pouco bagunçados, dando um charme e olhos castanhos escuros, encostado na porta do carro dela.
— Ethan! O que você está fazendo aqui? — Sophia sorriu, correndo até ele e dando um abraço e eu fico atrás só olhando, sem saber o que fazer, se eu vou embora ou espero.
— Esperando por você, prima! — Ele falou sorrindo, retribuindo o abraço dela.
— Raven, esse é Ethan, meu primo. Ethan, essa é Raven, minha melhor amiga. — Sophia apresentou, fico sem graça com a forma que ela falou que eu sou sua "melhor amiga".
— Prazer, Raven. — Ethan estendeu a mão.
— Prazer. — Apertei sua mão, sentindo um pouco de timidez.
— O que você está fazendo aqui? Você sabe que eu tenho carro, não preciso de carona.
— Eu sei, só pensei em te levar para a gente tomar café para deixar os papos em dia, já que estava em viagem. — Disse sorrindo. — Quer vir também, Raven?
Olhei para Sophia, que assentiu encorajadoramente para eu aceitar. Não sei se deveria, mãe vai brigar comigo. Mas eu tenho praticamente dezoito anos, tenho direito de decidir.
— Claro.— Digo receosa, mas dou um sorriso sem mostrar os dentes.
Ele sorri mostrando seus dentes brancos e perfeitos, sinto borboletas no estômago com ele sorrindo para mim e me olhando.
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Oiii, galerinha linda! Vim desejar um Feliz ano novo para todos e que esse ano de 2025, seja de muitas bençãos, felicidades e prosperidade para todos nós! 🍾🥂🎆🤍
Espero que tenham gostado do Capítulo!
Não esqueçam de deixar a: "🌟" e comentar, isso é muito importante, aliás isso não custa nada. ;)
Obrigada, por estar lendo a minha história!
Até o próximo capítulo, beijos. 💋🖤
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