Capítulo Quarenta e Quatro

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Melissa.

Abri meus olhos devagar, vi luzes correndo em cima de mim. Olho pro lado e eu estava nos braços do Felippe. Ele estava correndo e parecia cansando pois sua respiração estava muito ofegante.

- Felippe - disse baixinho e tocando sua bochecha.

- Vamos te tirar daqui, viu. - disse ele beijando minha testa.

Olho a cima de seus ombros e todos corriam atrás. Vic, Gusta, Danilo e até mesmo Leandro.

Olho para ele mais uma vez, ele sorri e tudo escurece.

...

Abro meus olhos e agora não estava mais no colo do Felippe, estava deitada no colo de alguém em um carro.

Ouvia vozes mais o som estava muito distante mesmo as pessoas estando perto.

Olho para o lado direito e vi uma janela. Olhei para o outro lado e vi Leandro, Danilo e Victoria. Eu estava com a cabeça apoiada nos ombros da Vic.

- Temos que leva-la no médico. Ela acorda e desmaia toda hora. - Disse alguém.

...

Acordo agora em um quarto. Eu estava com uma roupa de hospital, tomando soro e tinha uma coisa no meu dedo.

Senti alguém segurando minha mão direita e um braço abraçando minha cintura por cima do lençol branco que me cobria dos pés ate um pouco abaixo dos meus seios.

Aperto a mão da pessoa e logo a pessoa levanta a cabeça e sorri ao me ver.

- Como ta se sentindo, Esmeralda ?

- Eu to bem, só uma dorzinha de cabeça mais nada demais. E cadê o pessoal ?

- Não pode ficar todos aqui.

Entra uma enfermeira e começa a falar algumas coisas que eu não entendia.

- Moça, enfermeira, eu não to entendendo nada o que a senhora esta me dizendo.

Felippe me olha com uma vontade de rir e logo passa à conversa com ela em outro idioma

- Não me diz que ainda estamos no Canadá.

- Estamos!

- Agora eu entendo porque ninguém podia ficar aqui, alem de você e o Leandro.

Ele da uma gargalhada gostosa de se ouvir, beija minha testa e pede permissão para deixarem o resto do pessoal entra.

Antes que o pessoal entrasse ele me conta tudo o que aconteceu.

Depois de um tempo todos entram e me comprimentão.

- Me desculpa por tudo, Melissa. - diz Leandro segurando minha mão.

- Tudo bem, Leandro. Eu entendo o porque você me fez passar mal. E obrigado por ter ajudado o pessoal.

Ficamos todos ali conversando mas logo a enfermeira pediu que todos fossem embora e que só o Felippe ficasse.

...

Após três dias de observação no hospital finalmente recebo alta.

Leandro seguia seu caminho pra casa.

Eu e o restante fomos para um hotel.

Depois de três dias no hotel, formos para um aeroporto e pegamos um avião direto pra casa.

- Enfim em casa - grito quando abro a porta.

- Melissa!! - grita minha mãe vindo de braços abertos me abraçar.

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