Raven sempre acreditou que a solidão era o único lugar seguro. Depois de ser traída, espancada e marcada por quem chamava de amigos, ela aprendeu a desconfiar de todos. Entre pesadelos, remédios e o medo constante, sua vida se resume a tentar sobrev...
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Já são 3h07 da madrugada e eu estou no telhado de casa desenhando e escutando música com meu fone de ouvido. De vez em quando, olho para a rua, que se encontra sem movimento algum. A única coisa que se ouve é o vento batendo nas folhas das árvores.
Onde eu moro é um lugar calmo e tranquilo, mas também pode ser perigoso se você andar nas ruas tarde da noite. Eu gosto deste lugar, mesmo sendo estranhamente calmo, assim como eu.
Meu nome é Raven Roth, e vou fazer dezoito anos daqui a três semanas. O meu nome significa "corvo", "negro", mas também "inteligente" ou "sábio". Minha mãe disse que escolheu este nome porque, quando eu tinha alguns dias de vida, um corvo pousou na grade de proteção do meu berço. Minha mãe disse que ela tinha saído para pegar meu lençol e, ao voltar, viu o corvo.
Que por incrível que pareça, eu estava rindo, como se estivesse feliz e sem medo. Minha mãe ficou com medo de que o corvo me picasse com o bico, mas ele não fez nada, apenas me olhou e foi embora pela janela.
Eu gosto do meu nome e da referência. As pessoas podem achar estranho, mas eu não. Não sou de ter muitos amigos na escola; sempre fui uma garota solitária, quieta e inteligente. Não gosto de chamar atenção, então fico calada, apenas observando.
Há uma garota chamada Sophia que sempre se esforça para ficar do meu lado, conversando e puxando papo. Para não ser grosseira, converso com ela, mas não muito. Ela respeita meu espaço, por isso eu posso dizer que gosto dela.
Ela sempre demonstra interesse em ser minha amiga. Sophia é uma garota popular e divertida, mas não é arrogante como as outras garotas que já conheci. Eu não queria amizade após o trauma que vivi aos 13 anos.
Na época, eu achava que tinha uma amiga, mas ela me magoou. Ela armou uma emboscada atrás da escola, onde fui humilhada e espancada por ela e outras garotas. Elas me puxavam pelo cabelo, me cortaram e batiam minha cabeça tão forte que fiquei inconsciente e sangrando.
Depois disso, eu não queria ir à escola, chorava constantemente e desenvolvi crises de pânico. Comecei a me cortar para aliviar a dor. Minha mãe descobriu e nos mudamos para outra cidade. Minha mãe conversou com os pais das garotas e com o diretor, mas elas apenas receberam suspensão e um castigo besta dos pais.
Não gosto de falar sobre isso. Minha mãe sabe de algumas partes do que aconteceu, mas não tudo. Às vezes, sinto um vazio no peito e tenho crises. Sempre lembro do que aconteceu comigo mesmo que isso tenha acontecido a quase cinco anos atrás.
Desde então, tenho pesadelos, acordo mal e choro muito. Tomo remédios para me acalmar. Uma vez, tive uma crise forte e desmaiei. Desde então, não deixo de tomar meus remédios.
Sempre levo meus remédios comigo, pois nunca sei quando posso ter uma crise. Não consigo confiar nas pessoas, sempre desconfio que há algo por trás. Embora saiba que existem pessoas genuínas, como Sophia, que parece ser diferente dessas garotas.
A experiência traumática me ensinou que as pessoas podem ser traiçoeiras. Descobri isso da pior forma possível...
Além disso, eu adoro desenhar. Isso me permite expressar meus sentimentos e liberar minha mente. Meus desenhos são majoritariamente sombrios, mas eu os adoro.
Minha mãe, Angela Roth, sempre foi reservada sobre meu pai biológico. Diz que ele não é uma boa pessoa e que é melhor esquecê-lo. Mesmo curiosa, nunca consegui descobrir nada sobre meu pai biológico. Só sei que minha mãe fugiu dele, o que ouvi incidentalmente em uma conversa entre ela e minha avó. Desde então, nunca obtive mais informações.
Não sei quase nada sobre minha mãe. Como ela conheceu meu pai, sua infância, nada. Só sei que ela morou com vovó, conheceu meu pai e fugiu dele ao descobrir que estava grávida de mim.
Por que ela fugiu? O que ele fez? Como era ele? São perguntas sem respostas.
Nos dias atuais, minha mãe vive com Luiz Scotty. Conheceram-se em uma festa há seis meses. Eu não gosto dele; ele me dá uma sensação de desconfiança. Mãe não parece notar. A gente veio morar na casa dele faz uma semana, já que ele chamou minha mãe e ela praticamente veio correndo.
Só que ela não ver como esse Luiz é um traidor, uns dias desses eu vi a empregada da casa, Kelly, saindo do escritório dele, arrumando roupas e cabelos.
Com isso eu contei a minha mãe, pois eu não quero que ela se machuque por um homem cretino como Luiz. Mas o que me deixou chateada é que ela não acreditou, eu não queria acreditar que seu novo marido era um maldito de um traidor.
E o cretino do Luiz, teve a audácia de dizer que Kelly, só foi falar com ele sobre a folga dela. Eu sei que é mentira, eles estavam era transando!
Minha mãe não me escuta mais, até briga comigo por causa dele. O que é ridículo! Vou deixá-la descobrir sozinha. Já avisei o suficiente.
Nesse momento, estou sentada em cima do parapeito da varanda do meu quarto desenhando, enquanto escuto a música: "Hold on - Chord Overstreet".
Tem vezes que eu só sento no parapeito e fecho meus olhos e fico apreciando o vento gelado da noite no meu rosto.
Mas assim que levanto meu olhar para a rua eu vejo dois homens andando na minha rua com casaco com capuz cobrindo a cabeça, eles são muito altos. Percebi que eram homens pela forma da fisionomia forte.
Estranho... Ninguém anda nessa rua nessas horas, mas sempre tem que ter doidos para mudar as coisas.
Parece que eles escutou meu pensamento, porque, de repente, eles olharam para mim e sinto meu corpo arrepiar dos pés a cabeça.
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Espero que tenham gostado do primeiro capítulo da minha história. Estava com muita vergonha de postar, mas decidi postar e enfrentar essa vergonha de uma vez. Bom, eu peço que curtem e comentem, pois isso faz com que eu me sinta mais motivada a postar mais capítulos para vocês. Eu agradeço desde já, para quem está lendo minha história. Até o próximo capítulo, beijos.💋🖤
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