Capítulo 14

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POV Narrador

Hande ganhou consciência quando alguém se remexeu ao seu lado e a envolveu com um braço. Ela abriu os olhos imediatamente, temendo ver quem realmente estava ali.

— Merda... — Suspirou, afastando a mão de Kerem que estava espalmada em seu corpo nu.

Haviam caído no sono juntos, o que não deveria ter acontecido. Era para ter sido apenas uma aposta, mas ambos ultrapassaram todos os limites possíveis. Era necessário colocar um ponto final naquela relação de ofensas e sexo.

Levantou-se com cuidado para não acordar Kerem; a última coisa que precisava era que ele fizesse piadas sobre o ocorrido. Em silêncio, tomou um banho rápido, vestiu-se e saiu, deixando na suíte um Kerem duramente adormecido.

Kerem acordou quando a porta bateu. Sem abrir os olhos, remexeu-se na cama, sorrindo ao saber exatamente onde estava. Procurou Hande com os braços entre os lençóis, mas não a encontrou.

— Morena maldita. — Urrou quando finalmente se sentou e viu que estava sozinho.

Caminhou pela suíte, vestiu suas roupas e dirigiu-se para o seu quarto. Precisava de um banho antes de ir procurar pela sua "diaba gostosa".

***

— Não sabia que você era do tipo que foge, Erçel. — Kerem aproximou-se sorrateiramente por trás de Hande, que tomava seu café da manhã tranquilamente, mergulhada em seus pensamentos conturbados.

— Do que está falando? — Perguntou após alguns segundos, falhando em esconder o arrepio que a voz de Kerem causava em seu corpo.

— Não se faça de desentendida. Estou falando de fugir de mim. — Kerem sentou-se à frente de Hande, servindo-se sem cerimônia do café da manhã que ela estava degustando.

— Fugir de você? Hahaha, não me faça rir, Bürsin. Apenas senti nojo por ter dormido com você.

— Nojo... Não é o que parece quando você entrou entre minhas pernas. — Hande deixou o queixo cair por alguns centímetros, mas recuperou-se a tempo de desfazer o sorriso canalha de Kerem.

— Foi bom lembrar disso. Queria mesmo te comunicar que não "estarei entre suas pernas" de novo. — Falou com um tom explicativo, como se estivesse falando com uma criança.

— Já contou quantas vezes você me disse isso?

— Estou falando sério, Kerem. — A seriedade em sua voz fez Kerem franzir a testa. — Essa... essa coisa que estava acontecendo entre a gente acabou.

Por algum motivo, o coração de Kerem saltou. Ela não estava falando sério, estava?

— Por que seria diferente desta vez? — Perguntou, sem frear a curiosidade.

— Porque estou com alguém, não posso mais me envolver com você.

— Alguém? Você quer dizer aquele francês... Como é mesmo o nome? — Hande revirou os olhos, cansada do jogo de fingir esquecer o nome um do outro.

— Kaan. Sim, é ele mesmo. Então, acabou, Bürsin. — Com essas palavras, Hande levantou-se, deixando Kerem estático e extremamente confuso com o impacto da situação.

***

O silêncio raro entre Kerem e Hande nunca foram tão incômodos. Estavam a caminho do terceiro evento do dia: a coletiva entre os patrocinadores, organizadores e a equipe de Ceylan Atinç. Os boatos diziam que ela estaria presente, e Hande já estava ansiosa com a oportunidade.

Estacionou o carro, ainda sem dirigir qualquer palavra a Kerem, que saiu à sua frente mantendo a pose. Logo na entrada, encontrou Kaan, sempre bem-vestido, sorriso no rosto e câmera em mãos.

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