POV Narrador.
— Já está com saudades, Erçel? — Kerem provocou, com um sorriso de lado ao ver Hande parada na porta do seu quarto logo pela manhã.
Ele tinha deixado a colunista ficar com a suíte presidencial, contrariando a aposta que haviam feito, tudo para evitar qualquer suspeita. Afinal, aquele quarto era oficialmente dela. O que não significava que ele tinha desistido de voltar a frequentá-lo.
— Não seja ridículo, Bürsin — ela revirou os olhos, tentando ignorar o sorriso provocante dele. — O que aconteceu ontem não vai se repetir. Foi apenas uma aposta e eu já cumpri minha parte. — Cruzou os braços, tentando manter firme a resolução. Mas sua mente insistia em trair suas palavras, trazendo de volta as sensações do toque intenso de Kerem.
— Então o que está fazendo aqui tão cedo? — Kerem olhou o relógio, ainda meio sonolento, mas o suficiente para notar os olhares furtivos que Hande lançava para sua boxer branca. Ela corou ao perceber que ele também havia notado. — Não sei se você se lembra, mas eu ainda não suporto você. Digamos que só há uma coisa que me interessa em você — completou ele, com uma risada maliciosa.
Antes que Hande pudesse reagir, Kerem a puxou pela cintura, pressionando seu corpo contra a porta. A proximidade fez o coração de Hande disparar. Ela queria resistir, dizer algo para manter sua postura firme, mas sua respiração falhou quando sentiu os lábios dele traçando uma trilha quente pelo seu pescoço. A sensação familiar da noite anterior invadiu sua mente: o toque firme, a intensidade, o prazer que a dominara completamente. Porém, ao se lembrar de como ele a fez implorar por mais, sua raiva voltou com força. Com as mãos espalmadas contra o peito dele, Hande o empurrou.
— Nem isso me interessa mais, Bürsin — ela disse, recuperando o fôlego e forçando um olhar desdenhoso. — Nota 5.8, no máximo.
Era uma das maiores mentiras que já havia contado, mas ver o olhar de raiva nos olhos de Kerem fez valer a pena. Ela abriu um sorriso provocador, saboreando o momento.
— O que você quer aqui? — perguntou ele, ignorando a provocação. O fato de ele não responder já deixava claro o quanto aquilo o incomodou.
Kerem nunca teve problema com sua virilidade, e a insinuação de Hande o afetou profundamente. Ele queria provar a ela, mais uma vez, que estava errada. Queria vê-la implorando de novo.
— Trabalho, é claro — respondeu ela, com um ar despreocupado. — Esqueceu que é por isso que estamos aqui?
— Claro que não — Kerem respondeu secamente, ainda contendo o desejo de agarrá-la ali mesmo.
— Ótimo. Consegui uma entrevista e uma sessão de fotos com as modelos que vão desfilar para Ceylan Atınç. — Hande deu um passo em direção à porta, ajeitando os cabelos. — Te espero em 15 minutos. Será que consegue se arrumar a tempo? — Ela apontou para o corpo dele, fazendo um gesto circular com o dedo, claramente se referindo à boxer que ele ainda vestia.
— Tchau, Erçel. — ele respondeu, curto e grosso.
Kerem a observou sair e bater à porta, o eco do sorriso dela ainda em sua mente. Assim que ficou sozinho, um sorriso também escapou pelos lábios dele. "5.8, é?" Ele sabia que aquilo era uma provocação barata.
Kerem caminhou até o closet, escolhendo um jeans escuro e uma camisa clara que combinava perfeitamente com a jaqueta de couro preta que usaria por cima. Calçou os sapatos e pegou o equipamento para a sessão de fotos, certo de que seria uma das mais interessantes que já fizera. Afinal, trabalhar com Hande Erçel sempre prometia diversão... e desafios.
Assim que Kerem chegou ao lado de fora do hotel, seus olhos imediatamente se fixaram em Hande, encostada com despreocupação em uma BMW X6 preta. Ele não pôde evitar notar o quanto ela estava deslumbrante, embora jamais lhe dissesse isso. Sexy era o pensamento que cruzava sua mente, mas preferiu manter para si.
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LUST
FanfictionSinopse: "- Lembra quando eu disse que um dia você iria implorar por isso? - Ele perguntou, fechando o sutiã dela com um sorriso nos lábios. Suas mãos subiram até os ombros dela, enquanto ele deixava um beijo no pescoço arrepiado. - Pois é, esse dia...
