POV Narrador
Quando Kerem entrou no táxi, logo atrás de Hande, ele sabia que a irritação dela estava à flor da pele. Cada centímetro do corpo dela exalava raiva contida, e, para Kerem, isso só tornava a situação mais divertida. Hande havia perdido a aposta, e ele sabia que, sendo quem era, o orgulho a estava corroendo por dentro.
— Acho que vou mesmo para o inferno depois de te matar! — Hande esbravejou, batendo a porta do táxi com força.
Kerem, sempre provocador, não perdeu a oportunidade.
— De tesão, eu espero — ele retrucou, com um sorriso malicioso. — Aliás, você assim, toda irritada e perdedora, já está me deixando duro.
Hande bufou de raiva, mas por um breve segundo, não pôde negar o brilho caloroso que ele percebeu passar por seus olhos. Mesmo com a fúria estampada no rosto, algo mais profundo vibrava dentro dela.
— Você é um babaca, Bürsin — retrucou, tentando controlar o tom.
Kerem deu de ombros, sem esforço.
— Eu sei — disse, com simplicidade. Havia uma honestidade quase desarmante em suas palavras. Ambos sabiam que ele estava certo, e não havia sentido em fingir o contrário.
O silêncio no táxi foi interrompido pela declaração repentina de Hande:
— Não vou transar com você.
Kerem, pego de surpresa, se virou para ela, com curiosidade no olhar, enquanto passava o endereço do hotel para o taxista.
— Não sabia que você fazia esse tipo — provocou, sem deixar a intensidade de lado.
— Que tipo?
— O tipo que não sabe perder e não cumpre apostas — disse, em um tom sério que sabia que a provocaria ainda mais. Ele a conhecia bem o suficiente para saber que tocar nesse ponto faria a raiva dela crescer.
Hande o encarou, claramente tentando manter a calma, mas ele viu a frustração transbordar em seus olhos.
— Eu tenho palavra! — exclamou, firme.
Kerem manteve o olhar impassível, mas com um sorriso vitorioso nos lábios.
— Então é só cumprir com a sua parte. Você apostou e perdeu. Eu quero o meu pagamento.
O silêncio caiu novamente no táxi, pesado e carregado de tensão. Hande lutava para encontrar uma saída que não ferisse seu orgulho, mas sabia que estava presa na própria teia.
— Por quê? — ela finalmente quebrou o silêncio, com uma pergunta carregada de incerteza.
— Por que o quê?
— Por que você quer transar comigo? Você claramente não me suporta.
Kerem deu de ombros, sem hesitar.
— Nunca escondi que te acho gostosa. Quero experimentar.
A expressão de nojo atravessou o rosto de Hande, mas não conseguiu esconder o rubor que subiu em suas bochechas. A tensão entre os dois era palpável.
— Qual foi, Erçel? Eu sei que você também me acha um gostoso — ele a provocou mais uma vez.
— Não, eu não acho nada! — ela protestou, teimosa, desviando o olhar para a janela, tentando afastar o desconforto.
Quando o táxi parou em frente ao hotel, Kerem foi o primeiro a sair, não perdendo a chance de mais uma provocação.
— Já que você perdeu a aposta, paga o táxi.
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LUST
FanfictionSinopse: "- Lembra quando eu disse que um dia você iria implorar por isso? - Ele perguntou, fechando o sutiã dela com um sorriso nos lábios. Suas mãos subiram até os ombros dela, enquanto ele deixava um beijo no pescoço arrepiado. - Pois é, esse dia...
