54. Castigo

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A viagem acabou e saímos à procura de um restaurante. Já passava da hora de almoço e Michele ainda levava a caixa rosa de cartão na mão.

Levei-a para um restaurante e uma empregada de cabelos loiros curtos atendeu-nos e indicou-nos uma mesa. Sentámo-nos e ela trouxe os menus. Olhei e procurei:

- Devíamos pedir o... Frankfurter Schnitzel mit Grüner Soße. - li com dificuldade.

- O que é isso? - perguntou como se tivesse ouvido o maior palavrão da sua vida.

- Pelo que eu pesquisei, é um prato típico de Frankfurt. Não sei bem explicar-te o que é, mas acho que devíamos provar.

A empregada veio anotar o nosso pedido. Pedimos o tal prato da região e o famoso vinho de maçã, também típico de Frankfurt.

Não demorou muito até nos trazer o tal "Schnitzel". Era uma espécie de panado, com batatas cozidas e um molho verde... Cheirava maravilhosamente bem.

- Guten Appetit. - disse a empregada, depositando os pratos na mesa de madeira envernizada.

- Danke shon. - sorriu Michele para a empregada e eu sorri para ela.

Saboreámos o nosso belo almoço e o doce vinho de maçã. Ouvíamos vários casais e famílias a falar à nossa volta... Inúmeras línguas numa só sala. Uma mulher com uma roupa simples e quente, olhava atentamente para nós, com as sobrancelhas bem aparadas e arqueadas, através de uns óculos com um toque vintage. A sua expressão era séria, ligeiramente curiosa e punha-me desconfortável. Crianças mal criadas e adolescentes obcecados com os seus aparelhos electrónicos rodeavam-nos.

Comemos, enquanto trocávamos experiências desta viagem. Ela parecia estar a adorar. E eu adorava que ela estivesse a adorar. Acabámos a refeição com um "Strudel", uma espécie de crumble de maçã. Eu paguei e voltámos a ser cobertos pela rua.

No rio, passavam várias canoas. E a rua continuava tão movimentada como há umas horas atrás.

- Espero que estejas feliz.

- Claro que estou feliz. - disse ela, enrolando os seus braços no meu tronco.

Beijou-me, provocando-me lá em baixo.

- Vamos voltar ou ainda queres ir mais a algum sítio? - perguntei, com a voz sufocada pelo beijo.

- Vamos voltar. - respondeu. - Ainda temos os donuts para saborear. - disse, com um sorriso inocente, levantando a pequena caixa de cartão rosa, agora mais amachucada.

Voltámos á nossa suite e eu estava pronto para lanchar. Tirei-lhe a caixa das mãos, depositando-a numa pequena mesinha e beijei-a, arracando-lhe o pequeno top semitransparente.

- Bem, vamos ver como é que eu vou fazer isto... - disse, baixo e pensativo.

Fui á mesa de cabeceira onde ela tinha deixado as algemas vermelhas e chamei-a:

- Estás pronta? - perguntei, olhando para ela, reparando que já se tinha despido.

Ela acenou com a cabeça e eu indiquei-lhe para se ajoelhar na cama. Ela assim fez. Algemei-a e despi-me.

- Podes começar. - indiquei, pondo o meu membro á frente da sua boca. - Rápido, se faz favor. - avisei.

Ela pôs-lo dentro da sua boca e chupou-o, mas não rápido o suficiente. Agarrei-lhe na cabeça e puxei-a para mim, aumentando mais o ritmo. Continuei, até não aguentar mais. Larguei a sua cabeça e vim-me na boca dela. Ela engoliu e ainda lambeu.

Mas castigo o quê? Ela estava a adorar. Afinal, só é domado, quem deseja ser domado.

Puxei as suas pernas para fora, de modo a que ela ficasse deitada. Abri-lhe as pernas de lado e penetrei-a. Ela gemia contra a cama. O seu corpo abanava ao ritmo do meu.

- Tu. És. Minha. - sussurrei, seguro e pausadamente.

- Sim. Eu. Sou. Tua. - respondeu, num sussurro silenciado, intercalado com gemidos e respirações ofegantes.

Retirei-me de dentro dela, levantei a sua perna e provoquei-a, roçando-me na sua intimidade.

- Davi, não faças isso... - implorou.

Subi para cima dela, lambi e chupei-lhe os mamilos, fazendo com que ela se contorcesse contra a cama e puxasse as algemas.

Subi pelo seu pescoço até ao seu ouvido:

- Oh querida, castigo é castigo e acredita que estou a ser muito gentil. - sussurrei, mordendo-lhe o lóbulo da orelha de seguida, enquanto apertava o seu seio direito com força. - Ficas tão linda a gemer e a contorceres-te... És tão linda, Michele. - voltei a sussurrar, admirando a sua beleza, e mordiscando-lhe o pescoço, enquanto continuava a provocar os seus seios.

Voltei a concentrar a minha boca no seu peito, enquanto agarrava o seu rabo. Percorri o seu tronco, a sua cintura, a sua barriga com beijos e continuei a provocá-la, beijando o interior das suas coxas. Beijei o seu sexo e lambi-o, fazendo Michele gemer de prazer... Então, voltei a pôr-me em pé e fodi-a, com força e rápido. Michele não aguentava mais, estava prestes a explodir, então aumentei ainda mais o ritmo.

- Ahhhhh... - gemeu, quando eu me retirei para me vir em cima dela.

Deitei-me a seu lado, virado para ela, adorando vê-la presa.

- Tens de gemer mais baixo querida, ainda nos mandam calar e nos expulsam do hotel... Tu não queres isso, pois não? - perguntei, baixo e divertido.

Ela abanou a cabeça, ainda sem conseguir falar.

- Queres libertar-me ou...? - disse, com dificuldade.

- De maneira alguma. Por mim ficavas aí o resto da vida. 

- Davi!

- Desculpa, mas ficas demasiado sexy. - disse, com o meu olhar safado.

- Porque é que gostas tanto do que fazes... lá em casa? Da dor? De magoar? - perguntou, séria, tentando achar as respostas em si.

- Michele, a dor permite-te sentir melhor o prazer. A dor é um meio para atingir um fim. Um fim muito bom. Melhor do que o normal. Eu não estou ali para as fazer sofrer, eu estou ali para lhes dar prazer. E é por isso que elas gostam. É como "só no escuro é que podes ver as estrelas" ou "só se conheceres a tristeza, é que reconheces a felicidade". Prazer e dor estão interligados. E, ao sofreres, vais reconhecer melhor o prazer, cada gemido, cada onda de calor, cada tremor que percorre o teu corpo... Maior parte das pessoas limitam-se ao sexo ordinário, monótono... Em que apenas trocam posições e ás vezes experimentam umas coisas diferentes, mas o que essas pessoas recebem também é um prazer ordinário, monótono e comum. Eu não me contento com um prazer ordinário, monótono e comum. Eu estou aqui para dar o maior prazer possível ás pessoas que gosto e o maior prazer não vem de coisas comuns e simples. O prazer não é a felicidade. Não está nas "pequenas" coisas. Está nas grandes. E quando maior a dor, mais valor dás ao prazer e desfrutas cada vez mais dele. É esse o objetivo. - expliquei sério, retirando-lhe as algemas, permitindo que ela mexesse os pulsos e pensasse no que eu lhe tinha dito.

- É uma perspectiva interessante...

- É... - disse, sem saber muito bem o que dizer.

- Vou tomar banho. - disse, depositando-me um beijo casto nos lábios. - Até já. - sorriu, dirigindo-se á casa-de-banho.

- Até já... - sussurrei.

Olhei para a pequena caixa de cartão rosa que tinha depositado na pequena mesinha e deitei-me na cama. Abri a caixa, retirei um donut com cobertura azul e comi-o, ouvindo novamente o som da água a correr e Michele a cantar... 

Amor, Sexo, Magia #Wattys2016Leia esta história GRATUITAMENTE!