Capítulo 12 - Rosas (Part. 1)

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De volta a sua realidade, Jack entra em casa e encontra Clair estirada no sofá, roncando e babando na fronha da almofada. Decidiu não acordá-la, foi para seu quarto, tomou um banho e o pior foi que sentiu falta da banheira do hotel, da beleza da praia que viu só de relance, de toda aquela paisagem do litoral.

Mas aquele não era seu mundo, não fazia parte daquele luxo todo e nem em sonho poderia se acostumar com coisas que não poderia ter e isso se estendia aos "mimos" do patrão, mesmo que significasse apenas agradecimento e gratificação.

Na manhã seguinte, acordou com gritos. Se levantou correndo e foi até a sala, assustada, e ficou pior quando viu um arranjo enorme na sua mesinha de centro da sala. Clair pulava feito pipoca e correu para Jack, dizendo:

– Não vai acreditar, não vai acreditar!

Jack esfregou os olhos e perguntou:

–O que está acontecendo?

Clair lhe entregou um cartão. Jack engoliu em seco:

–Isso é para mim?

Clair pulou umas cinco vezes e em seguida respondeu:

–Sim! – Em alto e bom som.

Jack suspirou, abrindo o cartão:

Só queria agradecer por confiar em mim... 

Não precisa se envergonhar, mas espero que goste das rosas.

A.K.


– Quem é? Quem é? – Clair perguntava freneticamente.

Jack estava com as mãos trêmulas, engoliu em seco, respirou fundo e disse:

–Você vai me encher a paciência...

– Por quê?

Jack foi até as rosas vermelhas, lindas e impecáveis, sem dúvida era o arranjo mais bonito e grande que já havia visto.

– Jaqueline? – Clair a chamou, lhe tocando no ombro. – De quem são?

Ela a olhou.

– Do Alexandre!

Clair quase teve um surto.

–Nossa, Jack! – Disse pulando de um lado para o outro.

Jaqueline sentiu a ficha cair e se desesperou.

–Não, não, não... isso está errado!

Clair murchou.

–Por que diz isso?

–Ele é meu chefe, Clair.

– E daí? O que o impede de ser gentil?

Jack bufou, nervosa.

– Exatamente isso!

– Isso o quê, Jack?

–Meu chefe! – Ela gritou.

Clair cruzou os braços.

–Ah, para de frescura!

–Clair! – Jack lhe chamou a atenção.

– Estou falando sério.

Jack engoliu em seco.

–Você gosta disso, dessa atenção, desse mimo... – Clair falou, apontando para Jack. - Admita, Jack, isso é fofo e gentil, o cara é um cavalheiro...

–Não, para de fantasiar coisas!

Jack ia fugindo para seu quarto, mas Clair a impediu.

– Seja sincera,amiga.

Jack estava nervosa com a situação.

– Clair, isso está errado, não...

–Não o quê? Já pensou na possibilidade de...

– Cala essa boca que tudo o que você fala acontece! – Gritou Jack, correndo para o quarto e trancando a porta.

Clair gargalhou, do lado de fora.

–Não pode fugir do amor para sempre, Jaqueline!

–Amor? Está louca? Ele é meu chefe...

–Ah é? E se não fosse?

Jack apenas ignorou a pergunta e foi se arrumar. Logo quando chegou a revista, passou por Selena, que fazia as unhas numa boa...

–Bom dia. –Disse Jack, eufórica.

–Bom dia. Ei, ei...

Jack, que passou por ela igual a um míssil, voltou abruptamente para lhe dar atenção.

– O quê?

– Você está bem? Parece nervosa.

Jack deu um sorriso nervoso:

– Eu estou bem, Selena. Obrigada.

E correu para sua sala, se sentou e respirou fundo. Olhou ao redor para se certificar de que não havia mais nenhuma rosa e respirou aliviada.

Mas um segundo depois o telefone tocou, seu coração gelou e sua garganta secou tanto que começou a tossir. Bebeu água rapidamente e atendeu, quase se engasgando:

–Pois não?

–Bom dia.

–Bom dia, senhor Alexandre.

–Está tudo bem?

Jack respirou fundo para sua voz soar normal.

– Está tudo bem.

Alex sorriu de leve do outro lado da linha.

–Pode vir aqui, por favor?

Jack se debateu na cadeira em silêncio, choramingou em pensamento, depois suspirou e falou:

– Claro.

Desligou e quase gritou. 

Incrível como suas pernas tremiam, tinha a sensação de que as coisas estavam ficando estranhas. Fez uma meditação rápida, choramingou novamente, respirou fundo, pegou sua agenda e foi em direção a sala do chefe, bem lentamente, como se quisesse que algo a impedisse para que esse encontro não acontecesse por um longo tempo...

E foi nesse instante que Carina a abordou no corredor, parecia estar em desespero, mas sua aparência estava impecável como sempre e sua face estava tranquila, sem tensão alguma.

– Jaqueline! Ainda bem que te encontrei aqui.

– Bom dia, senhorita Carina. Está tudo bem?

Ela suspirou.

–Eu... estou com um probleminha.

–O que foi?

– Posso confiar em você?

Ela suspirou, havia algo que não estava certo nessa moça.

– Sim, claro. O que houve?

Carina respirou fundo e respondeu:

– Estou grávida... De Alex!

Rosas de Amor para Jack (Completa)Leia esta história GRATUITAMENTE!