14h50min.
Entraram no quarto juntos, eram os únicos que podiam saber sobre a gravidez, tinham dúvidas entre quem poderia ser o pai, mas Park se arriscava em dizer que seria de Jeon.
Suas lágrimas molhavam a camiseta de Johnny sentindo-o acariciar seus cabelos tentando acalmá-la. Ele havia aparecido na hora certa, mesmo depois da traição, Jimina continuava gostando dele e era o único que poderia ajudar.
Suas lágrimas molhavam a camiseta de Johnny sentindo-o acariciar seus cabelos tentando acalmá-la. Ele havia aparecido na hora certa, mesmo depois da traição, Jimina continuava gostando dele e era o único que poderia ajudar.
- Não conta para o David... Ele ia mandar abortar.
pediu entre soluços.
- Você tem certeza que está?
perguntou.
- Como eu falei, a minha menstruação está atrasada... Só pode ser isso.
o choro lhe atingiu.
- Shh...
pediu.
- Vai ficar tudo bem.
tentou garantir acariciando os cabelos dela.
- O Jungkook não vai assumir... E se for do Jeff?
- A culpa disso é do Jeon, ele tem o direito de assumir!
se dependesse de Johnny, Jungkook ia castrado assumir aquela criança.
- Ele não vai, é orgulhoso demais para enxergar os fatos.
explicou abraçando o travesseiro.
- Calma, tá?
curvou o corpo beijando sua bochecha.
- Eu estou aqui para te ajudar em tudo o que for necessário.
- Johnny... Compra um teste de gravidez, por favor?
pediu sem jeito.
- Claro. Volto daqui dois dias ou amanhã, tenho de resolver alguns problemas sobre a minha viagem urgente de Busan, Charlie nem ficou sabendo.
explicou.
- Boa sorte e não conta nada para o Jungkook .
beijou a testa dela querendo passar suporte.
- Não sou nem louca de fazer isso.
respondeu se aconchegado na cama ouvindo a porta bater atrás de si.
Johnny saiu da sala, indignado com o que havia acabado de presenciar. Tinha sido convocado com o objetivo de impedir que algo como aquilo acontecesse, mas já era tarde. Seguiu caminho pelo corredor se encontrando com aquele que menos queria ver a sua frente...
Seus olhares se encontraram, ambos representavam raiva. Johnny fechou as mãos em punho, se segurando para não cometer uma loucura. Pararam frente a frente, encarando um ao outro, Jungkook não perdoava quando tinha uma chance para brigar.
- Perdeu alguma coisa?
a voz grosseira de Jungkook rompeu o silêncio.
- Estava apenas observando-o.
respondeu entre os dentes.
- Sou algum tipo se aberração para você?!
sou tom era grosso.
- Não.
respondeu sem se deixar intimidar.
- Abra os olhos Jungkook , algo de ruim pode estar te esperando.
era um aviso, depois seguiu caminho pelo corredor deixando-o para trás. (...) Park agarrou-se ao travesseiro deixando as lágrimas saírem sem controle. Precisava fazer o teste de gravidez o mais rápido possível, queria a confirmação, Jungkook tinha o direito de saber a verdade caso fosse o pai, mesmo não sabendo onde teria de chegar para fazê-lo aceitar.
O próprio havia se preocupado com esse pequeno detalhe na primeira noite que se conheceram e agora não conseguia ter força para pedir ajuda a ele depois de tudo, poderia não ser, mas Jeff não havia ficado tempo o suficiente e com isso tudo se vira para Jungkook.
Fungou alto fechando os olhos com força, chorar não iria impedir o começo de uma vida dentro de si. Lágrimas só serviam para mostrar fraqueza. Talvez o melhor fosse abortar, estaria cometendo um crime, mas era o melhor a se fazer, não iria criar um filho sem a presença do pai.
O barulho da porta sendo aberta lhe deu um calafrio. Era ele, Jungkook havia acabado de entrar no próprio quarto, Park deveria ter pedido a Johnny que a levasse para seu quarto, agora Jeon já tinha escutado seu choro.
- O que houve?
seu lado oposto da cama afundou. E agora? Contar ou não contar?
- Nada...
respondeu caindo novamente no choro.
- Ninguém chora sem motivo.
disse afastando o cabelo dela do rosto, apoiando o queixo em seu ombro acariciando seu braço.
- O que aconteceu?
estava realmente preocupado.
- Jungkook ...
não tinha coragem para contar.
- Já te aconteceu uma coisa que não queria?
- Quando eu tinha cinco anos e minha mãe morreu.
respondeu.
- Não estou falando disso.
fungou sentando-se ao lado dele, abraçando os joelhos.
- Park ... O Jeff está morto agora, não vai voltar.
quis lhe passar confiança.
- Jungkook me abraça forte...
pediu.
Ele a envolveu, sentindo sua camiseta ficar molhada. Ela estava chorando de novo nos braços dele, se sentia uma mulher fraca por não conseguir contar a ele a verdade. Park escondeu o rosto no pescoço de Jungkook , conseguindo sentir seu perfume, aquele cheiro a possuía, mas tinha de se controlar, não podiam transar porque era como garantir que estivesse grávida...
***
Sexta-feira, 30 de outubro de 2015. 2h00min.
Johnny entrou em seu quarto com uma garrafa de cerveja em mãos, queria esquecer-se dos problemas. Jogou seu corpo na cama derrubando o conteúdo da garrafa sobre o colchão e seu corpo. Park não podia estar grávida, tinha apenas vinte e três anos, era nova demais para ser mãe, mas o problema não era esse: Jungkook era o pai, um assassino tinha engravidado Park Jimina !
Johnny queria matá-lo por isso, ainda sentia sentimentos por ela, mas não era o suficiente para fazê-la abortar aquela criança.
Levantou seu corpo, jogando tudo o que era frágil contra a parede. Sua raiva era contínua, e quebraria tudo até se sentir melhor.
- Você Jungkook é... Um filho da puta!
jogou sua cerveja contra o concreto, puxando seus cabelos com força.
Sentou-se na cama, com as costas encostadas na cabeceira, abraçando os joelhos. De seus olhos lágrimas de tristeza saíram, não queria acreditar, não conseguia acreditar.
Nota da autora
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Bjsss da Myyyy
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𝐌𝐀́𝐅𝐈𝐀
ActionPark Jimina é a melhor policial. Uma mulher determinada que não tem medo de se arriscar. Ainda mais se sua missão envolver aqueles que mais ama. Seu mundo vira de cabeça para baixo quando sua mãe adoece e não sabe de onde levantar dinheiro para paga...
