Capítulo 8

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19h00min.

– Abre a boca.

Park mandou puxando-o pela gravata.

Ele obedeceu recebendo um doce. Estavam brincando com comida na cama.

– Que alimento é?

perguntou visualizando-o ainda mastigando.

– Morango.

respondeu engolindo a fruta.

– E esse?

colocou outro alimento em sua boca aquele era o melhor de todos.

– Chocolate.

lambeu os lábios tirando o excesso.

– Não acha que esse... Ei, Não!

ele havia pulado em cima de si, retirando a venda, encarando-a sob seu corpo.

– Sua vez. 

anunciou sorrindo pervertido.

– Sem graças, por favor.

pediu ficando de costas pra ele.

Jungkook amarrou a venda nos olhos dela sorrindo de um jeito bobo, claro que ele não iria fazer gracinhas.

– Adivinhe esse.

pediu levando até a boca dela fazendo antes uma mistura.

– Morango com chocolate.

segurou a mão dele lambendo o excesso de chocolate na mesma.

– E esse?

ela abriu a boca recebendo algo molhado e pegajoso.

– Mel.

respondeu sentindo-o lamber o pouco que caiu em sua coxa.

Ela bateu na nuca dele um pouco irritada, ele havia prometido que não iria fazer gracinha, mas pelo visto não podia confiar em Jungkook.

– Você prometeu!

reclamou rindo.

– Eu não prometi nada. 

respondeu inocente, voltando a lamber sua pele.

Park tirou a venda pegando o primeiro pote que viu empurrando o corpo dele com força para trás, jogou o conteúdo sobre seu abdômen. Riu do que tinha feito visualizando a expressão indignada dele, era mel, muito mel.

– Deixa que eu limpo.

ela se curvou começando lamber o abdômen dele sem um pingo de juízo.

– Nunca mais pense em fazer isso.

ele murmurou parecendo não ter gostado.

– Vai dizer que não gostou...

mordiscou de leve sua barriga.

– Vadia!

xingou.

– Devo ficar constrangida?

ajoelhou-se o observando ainda deitado.

– Terá de tomar um banho comigo e não quero ouvir nenhuma reclamação.

ele se levantou a pegando no colo de uma forma violenta, fazendo-a gritar, mas não de desespero e sim de, por mais estranho que fosse, diversão.

                               ***

Busan, Coreia. 22h15min

O homem chutou o corpo do outro gritando palavrões em alto tom. Estava com raiva e precisava descontar tudo em pessoas inocentes, não se importava com a vida e nem com o perigo. Enquanto tivesse um revólver em mãos, nada mais importava. De sua família ninguém mais restava havia matado todos!
Era um homem jovem tinha apenas vinte e três anos, era bonito com seus olhos azuis, mas isso não o fazia mudar de ideia, matava tudo o que se mexia. Já estava no inferno mesmo.

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