Capítulo 6

516 62 1
                                        


Domingo, 18 de outubro de 2015. 7h10min

Park deixou o ar sair por sua boca, se sentia estranha, como se algo estivesse preso e precisasse se libertar. Abriu os olhos visualizando o quarto iluminado pela luz solar, era hora de levantar e seguir para mais um dia. Tentou mexer seu tronco, mas algo duro a prendia. Abaixou seu olhar, percebendo que seu corpo estava nu e um braço forte impedia seus movimentos.

Olhou por cima dos ombros encontrando com a face do homem que tinha lhe dominado na noite passada, até mesmo dormindo aquele ser era lindo. Só então se lembrou de que havia o deixado tocar em seu corpo, se sentia suja, era como se fosse um brinquedo sexual, ele usava, abusava e depois jogava fora.

Virou sua cabeça para trás começando dar leves mordidas na orelha dele, teria de seguir com o plano mesmo se sentindo suja.

– ...

sussurrou em seu ouvido de um jeito sexy.

– Hora de acordar...

virou seu corpo para ele distribuindo agrados por seu pescoço.

Continuou a tentativa de acordá-lo de uma forma carinhosa, não recebendo sucesso. Levou então a mão até o abdômen dele arranhando a região com força... Imediatamente suas costas bateram com força contra o colchão, com o peso dele contra si, que a encarava de uma forma raivosa.

– Não gosto de ser acordado com agrados.

deixou claro com um olhar que representava ódio.

– Eu não te entendo, vo... 

ele lhe impediu de continuar selando seus lábios com fúria, já iriam começar cedo.

                                ***

8h20min

Saiu do banheiro já vestida com a roupa para seu primeiro dia no inferno de Jeon Jungkook . Iria passar 24h perto de criminosos e talvez passar mais uma noite com , o que já estava odiando... Bem, nem tanto.

– Jimina!

David chamou seu nome com alegria.

– Como foi a noite de sexo?

– Isso explicaria?

tirou seu cabelo do pescoço mostrando o chupão de Jeon

– Ele já te marcou?

Jacob se intrometeu começando a rir.

– E não foi só isso...

levantou a barra da camiseta mostrando as marcas dos dentes e arranhões.

– Mordidas?

Max riu alto analisando as marcas.

– Se não pararem de rir vou mandar todos trocarem de lugar comigo!

disse em alto tom lançando um olhar feio para os dois.

– Tudo bem Park ...

David segurou o riso.

– Não deixe ele fazer isso, você vai parecer um brinquedo de morder.

– Ele é um verdadeiro cachorro!

gritou batendo na mesa.

– É Park ... Cuidado que esse cachorro ninguém prende na coleira!

Roni brincou.

– Quer calar a sua boca?!

lançou um olhar assassino para o mesmo.

– O que eu tenho que fazer hoje?

𝐌𝐀́𝐅𝐈𝐀Onde histórias criam vida. Descubra agora