Capítulo 3

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Sexta-feira, 16 de outubro de 2015. 10h20min.

Tinha largado tudo. Seu trabalho, seus documentos, seu celular, seus amigos, Spike... Tudo!
Bateu a porta da viatura sem se importar com nada e correu para dentro do hospital onde precisavam dela presente. Sua mãe tinha sofrido um mal-estar, a definição correta seria uma náusea com sangue. Ela havia se alimentado e tinha passado mal, assustando a sua filha que corria, agora, pelos corredores ainda com seu uniforme. Park não se importava com nada, se concentrava apenas em sua mãe.

Abriu a porta com fúria e não iria chorar com a cena que presenciou, conseguiria encarar tudo sem uma lágrima em seu caminho, seria forte... A imagem de sua mãe com sangue pela boca e nariz foi forte, mas não poderia fazer nada para impedir seu sofrimento.

- Park ...

sua irmã com lágrimas lhe abraçou com força.

- O que houve?

a envolveu, ainda firme.

- Ela teve um mal-estar... E-eu não estava presente tinha ido resolver um problema com o médico.

fungava alto.

- Park , o doutor quer falar com você.

a enfermeira segurava uma prancheta em mãos.

Ela assentiu, deixou a irmã e seguiu até a sala do médico, onde teve a leve impressão de que não ouviria uma boa notícia. A enfermeira loira abriu a porta e deu passagem, a policial adentrou a sala visualizando a figura do homem analisando alguns exames com a ajuda do sol.

- Doutor, trouxe Park Jimina , a filha mais velha de Meredith Park .

a enfermeira quebrou o silêncio.

- Obrigado Jackys.

agradeceu se referindo ao sobrenome dela.

Ele abaixou os exames sentando-se em sua cadeira anotando algo que parecia importante. Park esperou a enfermeira sair de cena para poder romper o silêncio com calma e paciência.

- É alguma notícia ruim?

arriscou em perguntar.

- Infelizmente sim.

respondeu.

- Seja rápido, por favor, deixei meu cachorro sozinho em uma estação de trem, quer dizer ele está com meu chefe, mas preciso voltar logo antes que...

começou se explicar.

- Park ...

interrompeu.

- O caso da sua mãe está se complicando cada vez mais, descobrimos que ela agora além da leucemia, sofre de um câncer de coração, está no começo e poderá ser tratado. O problema é que não temos um coração disponível para oferecer, nossos estabelecimentos estão vazios.

explicava se mostrando calmo.

- E se quiser salvá-la a tempo...

- Posso doar o meu para isso!

estava quase desesperada.

- Temos outra solução e se quiser salvá-la, precisaremos mandar um pedido de transplante para outro país, mas vai demorar quase três anos para Meredith recebê-lo, porque iremos ser os últimos na lista de espera.

mostrou uma solução podendo enxergar o medo nos olhos de Park .

- E... Não tem um jeito de ser mais rápido?

quis saber.

- Sim tem um jeito, mas para isso a taxa é de cinco mil dólares, para ele poder chegar o mais rápido possível.

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