1º Capítulo

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O meu nome é Mary. Tenho 18 anos e acabei de me mudar para San Diego com a minha melhor amiga Melanie. Mudámo-nos para uma casa grande, um pouco velha mas em muito bom estado pelo que aparenta. O nome da rua chamou-me bastante à atenção, Old Town. Cidade Velha, será que há uma história por detrás deste nome?

Eu e a Melanie chegámos à casa e tirámos as malas da carrinha e metemos no alpendre. Tirei as chaves de casa do bolso das calças e abri a porta entrando logo de seguida.

Mal entrei senti um arrepio que me agradou. Olhei para a Melanie e ela estava com uma cara um pouco estranha.

 -Que se passa Melanie?

 -Nada, achas que fizemos uma boa escolha em escolher esta casa?

 -Sim, acho. Por que, tu não achas?

 -Não sei, a casa dá-me arrepios.

 - Isso é só ao início, ás-de te habituar à casa.

 -Espero que sim.

 -Vá vamos por as coisas dentro de casa e vamos dar uma volta.

 -Okay.

Fomos ao alpendre buscar as nossas malas e as caixas e colocámos tudo na entrada da casa e saímos logo de seguida.

Em frente à casa tinha uma loja e um café e decidimos ir ao café primeiro. Ao entrarmos no café as poucas pessoas que lá estavam olharam fixamente para nós as duas. Fomos ao balcão e sentámo-nos nos bancos que havia e do outro lado do balcão estava uma senhora com um ar muito simpático.

 -Olá, bom dia. O que desejam?

Ela segurava num bloco de notas e envergava um vestido vermelho com um avental branco e tinha o cabelo ruivo aos caracóis numa trança agarrada à cabeça com um laço vermelho no final que condizia com os olhos castanhos avermelhados que transmitiam pura doçura.

 -Olá, bom dia. São dois cafés com natas, um prato de panquecas e outro com uma tosta mista por favor.

 -É tudo?

 -Sim, obrigado.

 -Podem sentar-se numa mesa, eu já levo os vossos pedidos.

 -Okay, obrigado.

Ao irmos para uma mesa do outro lado do café ouvimos as pessoas a comentar entre si.

 -São estas raparigas que vão morar na casa Whaley.

 -Coitadas, nem sabem o que lhes espera.

Olhámos uma para a outra e ficámos a pensar no que aquilo queria dizer.

Sentámo-nos e pouco tempo depois os nossos pedidos chegaram e começamos logo a comer. Estávamos esfomeadas da viagem. Ficámos ainda a falar um pouco até que a senhora que nos atendeu veio falar connosco.

 -Posso-me sentar aqui um bocadinho com vocês?

Nós olhámos uma para a outra espantadas pois não estávamos à espera.

 -Sim, claro. -disse.

 -Vocês são as raparigas que moram aqui na casa da frente não é?

 -Sim, somos. -disse a Melanie.

 -Vocês sabem a história da casa?

 -História? -pergunta a Melanie com a testa franzida.

 -Sim, a vossa casa tem uma história.

 -Conte-nos, por favor -disse muito curiosa.

 -A vossa casa foi construída por Thomas Whaley, antes de ser construída, Jim Robinsom foi publicamente enforcado. Em 1885, Violeta Whaley suicidou-se na casa de banho no jardim de trás.

Ao longo do século continuaram a morrer mais pessoas da família Whaley, as pessoas quando passam pela casa sentem várias presenças e ficam assustadas. A morte que mais chocou foi a do filho de Thomas Whaley, Johnathan Whaley, um jovem bonito com 20 anos, alto, com olhos verdes, cabelo castanho escuro encaracolado.

 -Como é que ele morreu? -perguntei ainda mais curiosa.

 -Thomas tinha traído a mulher, Elizabeth Whaley, com a criada da casa e Johnathan descobriu e não ficou nada contente e ameaçou contar tudo o que sabia à mãe. Thomas não gostou nada da ameaça e nessa mesma noite drogou o filho e enforcou-o na cave juntamente com a sua mulher.

 -Que horror! -disse Melanie chocada.

 -Por acaso não tem nenhuma foto do rapaz ou da família, pois não?

 -Não, desculpe. Acho que não há nenhuma foto da família, pelo menos que eu saiba.

 -Okay, obrigada na mesma.

 -De nada. Já agora eu sou a Gisele.

 -Eu sou a Mary e ela é a Melanie.

 -Muito gosto.

 -Igualmente. Bem, pedimos desculpa mas nós ainda temos que arrumar as nossas coisas.

 -Okay, adeus. Vê-mo-nos por aí.

 -Adeus.

Saímos do café, atravessámos a rua e entrámos em casa. Desta vez não senti nenhum arrepio e a Melanie já não estava tão estranha. Agarrei na minha mala e subi as escadas e fui até ao fundo do corredor e abri a porta à direita. O quarto era grande, com uma cama de casal a meio com a cabeceira encostada à parede. Tinha um guarda-roupa vazio ao lado da cama, havia também uma janela grande que iluminava o quarto, era muito agradável e confortável. De repente ouvi uns passos vindos do sótão, fui ao corredor e a porta do mesmo estava aberta. Chamei pela Melanie mas ninguém respondeu.

 -Melanie, és tu que estás aí em cima? - gritei da porta.

Mais uma vez ninguém respondeu.

Abri mais um pouco a porta e comecei a subir as escadas ouvindo a chiadeira que estas faziam por serem velhas. No fim voltei a chamar pela Melanie mas acabei por não ver ninguém nem ouvir mais os passos que ouvira antes.

Do nada oiço Melanie a subir as escadas assustada.

 -Aconteceu alguma coisa? Estás bem?

 -Estou ótima. Ouvi uns passos vindos do sótão e pensei que fosses tu.

 -Não, eu estive o tempo todo lá em baixo na cozinha.

 -Se calhar eu nem ouvi nada e foi só impressão minha.

 -Deve de ter sido isso.

 -Já foste escolher o teu quarto?

 -Ainda não.

 -Temos de ver qual é o quarto para os hospedes. 

Descemos as escadas ouvindo a chiadeira novamente. Fui para o meu quarto e o ar era diferente, era mais pesado, não gostava daquela sensação. Sentia-me constantemente observada e de repente a porta fecha-se brutamente. Corri em direção da mesma e não a consegui abrir e comecei a bater com força e a gritar pela Melanie. Ao mesmo tempo que tentava abrir a porta, sentia a Melanie a mexer na maçaneta da porta do lado de fora.



Espero que gostem do primeiro capítulo.

Vou tentar atualizar a fic pelo menos todas as semanas.

Digam o que acharam nos comentários :)

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