Fiquei mais um tempo ali no quarto tentando assimilar tudo aquilo e logo era a hora do jantar. Tomei um banho na tentativa de relaxar um pouco e tirar o cansaço das costas. Logo depois de por uma roupa confortável, desci as escadas e fui para a sala de jantar. A mesa já estava posta, provavelmente por Jane, minha empregada, mas não havia nenhum sinal de Harry, o que me deixou um pouco preocupado. Onde ele deveria estar?

Bom, resolvi comer, já que ele aparecia. Eu conheço o filho que tenho e sei que isso é um pouco de manha.

Eu acabei meu jantar, fui para a sala, vi um pouco de TV, talvez umas duas horas, até ficar cansado de tentar desviar a atenção do mais importante: Harry.

Merda, se ele não apareceu no jantar é porque tinha alguma coisa errada. E eu como o merda de pai que sou nem lhe dei atenção.

Subi as escadas correndo e quando cheguei na porta de seu quarto, tomei uma respiração profunda antes de criar coragem e bater. Esperei um pouco e nada ouvi.

- Harry, baby, abra a porta para o papai, amor.

Esperei mais um pouco e nenhuma resposta.

Resolvi entrar no quarto, somente para me deparar com a cena mais fofa e ao mesmo tempo triste que já vi. Harry estava deitado encolhido na sua cama, com o rosto meio inchado devido ao choro de, talvez, horas e abraçado a uma blusa minha.

Sorri melancolicamente e fui em sua direção.

- Hey, amor - disse baixinho perto de seu ouvido - Acorda, o papai precisa falar com você, doce.

Seus olhos abriram-se lentamente e quando se focaram em mim, se encheram de lágrimas.

- Ei ei ei, não precisa chorar, eu estou aqui com você, anjo, papai está aqui com você.

- Não está bra-bravo? - disse em um murmúrio escondendo o rosto na minha camiseta.

- Não, meu amor, eu só fiquei um pouco... desapontado. - respondi fazendo carinho em seu rosto.

Harry soltou um murmúrio feliz, fechando os olhos e pressionando mais seu rosto em minha direção.

- Por que? - perguntou baixinho, ainda de olhos fechados.

- Porque... você é meu bebê e eu não queria que o meu bebê já fizesse coisas de adultos e com uma pessoa que não seja eu.

Depois que falei que notei a merda que havia dito. Como assim que não seja eu? Ficou louco de vez, Tomlinson?

Meu anjo abriu seus olhos rapidamente, os fitando em mim.

- Mas você não precisava ficar assim, porque eu estava aprendendo aquelas coisas para fazer com você mesmo, papai.

Oi? Como assim? Meu pequeno bebê ficou tão maluco quanto eu?

- Niall me disse que aquilo dava prazer e que prazer era algo muito bom, então eu pensei que podia aprender para depois fazer no senhor, porque eu gosto de ver o papai feliz e bem.

Eu estava sem palavras, realmente.

Fiquei um pouco em silêncio, apenas encarando Harry e seu rosto a espera de uma resposta minha. Tinham tantas perguntas na minha mente, mas as que se sobressaíam eram: meu bebê queria aprender a me masturbar? Ele queria me dar prazer? E por que eu sentia minhas calças se apertarem só de pensar em algo assim?

- Então o baby quer dar prazer para o papai? - Perguntei, sem ter noção do que estava fazendo.

Desci minhas mãos pelo seu pequeno corpo enquanto Harry voltava a fechar os olhos e dar apenas um aceno de cabeça, confirmando.

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