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Abri a porta do meu apartamento estranhando o silêncio. Aquele lugar nunca ficava calmo, Harry estava sempre fazendo alguma coisa que fazia altos barulhos, tão altos que às vezes ouvia-se até de fora do apartamento. No mesmo momento, estranhei. Eu tinha essa mania de que se tinha alguma coisa fora do normal, com certeza tinha alguma coisa errada. Respirei fundo tentando me manter calmo, talvez ele tivesse ficado na casa de algum amigo.

Pus minha bolsa do trabalho em cima da mesinha de centro da sala e afrouxei o nó da minha gravata. Eu odiava isso apertando o meu pescoço, mas tínhamos que usar na empresa, então eu, infelizmente, tinha que aguentar.

Na cozinha, peguei um copo de suco, bebendo-o, sentindo o líquido gelado descer pela minha garganta. Depois de ter o tomado fui em direção ao quarto de meu filho para ter certeza de que ele não estava em casa, talvez ele tenha me dito que ia na casa de algum colega, mas eu não tenha escutado, como sempre ocupado com o trabalho.

Bom, meu nome é Louis e eu sou um dos donos de uma empresa de imóveis aqui em Londres, tenho 34 anos e um filho de 16, fruto de uma irresponsabilidade minha com uma puta qualquer. Logo que ela descobriu que estava grávida, veio atrás de mim dizendo que a criança era minha e eu não acreditei obviamente, ela era uma prostituta.

Anne, que é o nome da mãe de Harry, quis abortar logo de início, mas eu não deixei, não podia deixar ela fazer isso, mesmo que o filho não fosse meu. Então disse que daria uma boa quantia de dinheiro se ela tivesse o bebê e logo depois sumisse de nossas vidas, da minha e da criança. E assim foi feito, ela teve o bebê e sumiu da minha vida. No entanto, com o teste de DNA descobri que Anne era realmente uma puta mentirosa, porque Harry não era meu filho. Mesmo assim, eu o criei como um, porque desde o momento em que o vi nascer no hospital, eu sou completamente apaixonado pelo meu bebezinho.

Harry nunca perguntou da mãe, o que eu estranhei porque era sua mãe, afinal, e toda criança precisa de uma mãe. Mas Harry não. Na verdade ele sempre foi muito apegado a mim, muito mesmo, a ponto de querer tomar banho comigo e, na mesa de jantar, querer sentar no meu colo. Eu sempre deixei, afinal ele era meu menininho e eu sempre fazia de tudo para mimá-lo.

O que eu não esperava era chegar no quarto de Harry e o encontrar deitado na cama só de camiseta enquanto Niall, um amigo seu, estava entre suas pernas o masturbando.

- Mas que merda está acontecendo aqui?! - gritei parado na porta tentando me controlar para não pegar Niall pelos cabelos e o puxar para fora de casa. Talvez eu lhe desse algumas palmadas, mas nada muito sério porque o pestinha, infelizmente, ainda não era um adulto.

Os dois olharam pra mim com as caras mais assustadas que eu já vi na vida. Niall levantou correndo e, não sei como, mas o merdinha conseguiu passar por mim e um momento depois ouvi o barulho da porta batendo.

Mas naquele momento a única coisa da qual eu me preocupava era Harry. Como ele agia que nem uma vadia assim pra outro garoto? Droga, eu não o criei assim.

Fiquei um tempo o encarando enquanto ele colocava suas roupas de volta e depois saí do quarto dele indo para o meu.

Deitei e tentei relaxar, talvez ele não soubesse o que estava fazendo. É, essa é a melhor possibilidade. Harry sempre foi muito inocente, mesmo já sendo um adolescente. Ele nem sabia direito como as coisas funcionavam. Niall poderia ter o convencido a fazer aquilo. Moleque idiota, o Niall.

Ouvi uma batida na porta:

-Papai?

Era Harry. Droga, o que ele queria agora?

Não me importei em levantar e abrir a porta pra ele. Eu estava furioso com aquilo, não porque talvez Harry fosse gay, eu não tenho nada contra até porque sou bissexual assumido, mas porra, ele ainda é só uma criança e, bom, é meu filho. Aquela situação não era nada agradável.

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