Capítulo 36

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Adaptação "Um casamento conveniente"



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Os boatos e sussurros que eram passados pelo salão como um saleiro durante um jantar foram interrompidos. Todos eles, de uma só vez. Ninguém mais olhava para Baekhyun ou Luhan. Todas as cabeças presentes se viraram para a entrada, e quando o Byun acompanhou os olhares, soube logo por quê.

Chanyeol.

Ele estava parado na porta – e, oh, que entrada tinha feito. Sem chapéu nem luvas. Seu casaco não estava à vista, e o colete permanecia aberto, com a camisa desabotoada quase até o umbigo.

Para o Byun, ele nunca esteve mais maravilhoso. Ele sentiu o coração na boca.

Pela primeira vez desde que se feriu, o Duque emergia em um ambiente aberto, bem iluminado, entre seus pares. Não como o Monstro de Mayfair, mas como Duque Park Chanyeol. Desfigurado. Impressionante. E apesar de estar vestido apenas pela metade, continuava esplêndido. Ele era um duque completo.

E cada centímetro daquele duque era do menor.

Chanyeol olhou para o mordomo. Este ficou olhando para o duque e gaguejou. Depois de alguns instantes de espera, o alfa revirou os olhos. Ele abriu os braços para a multidão e anunciou a si mesmo:

– Sua Graça, o Duque Park Chanyeol.

Ninguém se moveu.

– Sim, eu sei – ele disse, impaciente, virando o lado desfigurado de seu rosto para o salão. – Foguete com defeito em Waterloo. Vocês têm exatamente três segundos para se acostumar com isto. Um. Dois. Três. Agora, onde está meu marido?

– Estou aqui. – Baekhyun se adiantou.

Quando ela se destacou da multidão, contudo, uma mão segurou seu pulso, detendo-o. Kang Seulgi passou seu braço pelo do Byun e o acompanhou até o centro do salão, onde fez uma mesura para o Park.

– Vossa Graça. Seja bem-vindo. – Para o espanto dele, Seulgi arqueou uma sobrancelha. – Ninguém rouba toda a atenção no meu baile.

Baekhyun acreditou que aquilo era o mais próximo de um pedido de desculpas que receberiam daquela mulher, mas no momento seria suficiente.

Quando a anfitriã saiu de perto deles, ele ralhou com a orquestra pasmado.

– Bem? Toquem alguma coisa. Meu pai não está pagando vocês para ficarem só aí sentados.

Os músicos se recuperaram e começaram uma valsa.

– Desculpe o atraso – disse.

– Não, não precisa se desculpar. Você chegou bem na hora. Mas parece que precisou enfrentar uma multidão para chegar até aqui. – Ela franziu o nariz. – Você está cheirando a gim.

– Mais tarde eu explico. – Ofereceu o braço, que o marido aceitou. – Então, onde está esse Sr. Lu que eu preciso conhecer?

– Reconfortando o filho, que está chorando enquanto conta a verdade. Você tinha razão. Eu não deveria ter suposto que ele o trataria mal. Por enquanto, podemos ajudar pai e filho fornecendo alguma distração.

– Bem – ele olhou ao redor –, acredito ter conseguido fazer isso.

E tinha conseguido mesmo. Ninguém mais no salão estava preocupado com etiqueta. Todos olhavam abertamente para Chanyeol. Até sussurravam sem se preocupar em esconder a boca atrás de um leque ou de uma taça de champanhe.

The Duchess DeallOnde histórias criam vida. Descubra agora