Capítulo 32

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Baekhyun se endireitou, tirando o cabelo do rosto. O suor em sua testa e seu peito tinha ficado gelado. Ele puxou um lenço do bolso para enxugar o rosto e o pescoço. Então se serviu de uma dose de whisky da garrafa no aparador e fez um bochecho para limpar a boca, depois, cuspiu a bebida no vaso da planta infeliz que ele tinha emporcalhado.

– Eu tentei avisar você – Chanyeol disse atrás dele. – Você deveria ter me escutado. Eu disse que era para o seu próprio bem. Mas você insistiu mesmo assim.

Baekhyun se virou para ele.

– Não estou entendendo. Do que você está falando?

– Foi a mesma coisa com... – Ele não terminou.

Com Seulgi, concluiu a frase mentalmente.

Ele puxou os lados rasgados da camisa.

– Eu sabia que isso iria acontecer. Não que eu o culpe. É repulsivo, e isso é apenas um fato. Não estou bravo.

– É isso que você está pensando? – perguntou, levando a mão à testa, depois deixando-a cair. – Oh, Chan, meu burrinho querido. Não estou enjoado de repulsa. Estou grávido.

Ele arregalou os olhos e cambaleou para o lado.

– Não entendi.

– Você não entendeu? – sorriu. – Vou explicar. Em quase todas as noites desde que casamos, e também em um bom número de dias, você me penetrou com seu órgão masculino e derramou sua semente nas proximidades do meu útero. Esse ato específico – ainda mais com a frequência com que o temos praticado – geralmente resulta em concepção.

– Mas você teve seu Cio.

– Não tive, não.

– Você disse que estava se sentindo mal. Ficou de cama durante quatro dias.

– Eu estava me sentindo mal. Fiquei resfriado.

– Então por que não me disse?

– Mas eu disse. No bilhete. Eu estava preocupado que a doença fosse contagiosa, e não queria passá-la para você nem para as criadas. Os ômegas da aristocracia realmente ficam de cama durante dias todos os meses? Posso lhe garantir que os pobres não podem se dar a esse luxo.

– Vamos parar de falar dos hábitos de cio das classes altas, por favor. O que estou dizendo é que você deveria ter me contado antes sobre isso.

O Byun se virou para o lado.

– Era cedo demais para se ter certeza.

– Seu cio não veio. Você começou a vomitar. Desmaiou depois do teatro. E, agora que estou pensando nisso, seu apetite tem variado bastante, seja honesto, Baek, você devia estar desconfiando disso há semanas.

– Talvez.

Ele o pegou pelo cotovelo e o virou para si.

– Então por que escondeu a gravidez de mim?

– Por causa do nosso acordo! Você disse, desde o começo, que assim que eu estivesse grávido, isto acabaria, e... – A voz dele falhou. – E eu não queria que acabasse.

– Oh, Baek. Quem é o burrinho querido agora? – Ele colocou as mãos no rosto do menor. – Não acabou. Nunca poderia acabar. Prefiro morrer a deixar você ir embora.

– Então eu quero ficar com você. Morar com você. Acordar na mesma cama todas as manhãs, jantar junto todas as noites. Brigar e fazer amor e... jogar badminton, se você insistir. Criar com você nossos filhos.

The Duchess DeallOnde histórias criam vida. Descubra agora