Capítulo 25

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Chanyeol andava de um lado para outro no hall de entrada, batendo sua bengala no chão de mármore. A cada meia-dúzia de passos, ele consultava o relógio.

Graças ao peculiar amigo do Byun, ele confiava que o mecanismo fosse preciso até nos segundos.

Oito e dez.

Ele parou de andar. Estava se comportando como algum tipo de pretendente fazendo a corte, não um duque esperando seu marido atrasado.

E, com certeza, não era um boboca apaixonado. Ele apenas detestava esperar.

Era só isso.

Ansioso por fazer algo, colocou a bengala na vertical e pendurou seu chapéu nela. Então, projetou a bengala para cima, fazendo o chapéu voar alguns metros, depois fez o necessário para pegá-lo. Na vez seguinte, jogou o chapéu mais alto. Após cerca de uma dúzia de repetições, Chanyeol estava jogando o chapéu até o limite do teto em arco, para depois acompanhar sua queda e capturá-lo antes de chegar ao chão de mármore.

Ele tinha acabado de fazer o chapéu voar quando viu de canto de olho um brilho vermelho no alto da escadaria.

Baekhyun.

– Desculpe o atraso – ele disse.

O Park se assustou, jogou a bengala de lado, numa tentativa tola de se livrar da evidência, e ficou parado enquanto seu chapéu de castor caía do nada, batendo em seu ombro antes de atingir o chão. Deve ter parecido que ele era alvo de um tipo de raio do Olimpo, só que um raio mais elegante.

O Byun olhou para ele do alto da escada.

E Chnyeol decidiu que só havia um modo de lidar com a situação.

Negar.

Ele deu um olhar acusador para o teto, depois se curvou para pegar o chapéu, espanando-o com um ar de irritação.

– Vou perguntar para Jongin o que significa isso.

Ele pôde notar que o menor segurou uma risada.

– O espetáculo começa em vinte minutos – ele disse.

Baekhyun continuou no alto da escada, hesitante. Bem, e por que não hesitaria? Estava para sair em público com um homem que jogava chapéus e bengalas para cima em intervalos aleatórios.

– Se você prefere não sair – ele começou –, tanto faz para mim. Preciso mesmo ler um relatório da propriedade de Yorkshire.

Você prefere ficar em casa? – perguntou.

– Só se você preferir.

– Eu quero ir. Detestaria desperdiçar todo o esforço de Junmyeon. – Ele tocou o cabelo que havia sido repicado alguns minutos atras com a mão.

Que asno cretino ele era. Baekhyun não hesitava porque estava incomodado com a aparência dele. Ele apenas esperava que ele elogiasse a aparência dele.

Ele subiu a escada, dois degraus de cada vez. Quando chegou ao lado do marido, estava sem fôlego – e não por causa do esforço.

O cabelo brilhante estava penteado para cima, um toque delicado de rosa iluminava as maçãs do rosto, e aqueles cílios abundantes minavam a compostura dele a cada batida.

Mas os olhos do Byun brilhavam mais do que tudo. Estavam grandes e inquisidores, com pupilas redondas e grandes o bastante para que ele caísse dentro delas, com íris de um castanho profundo, complexo e salpicado de dourado.

Um pouco mais para baixo, ele sabia que havia um conjunto de roupas suntuosas e um colo finamente emoldurado para ser admirado, mas parecia que Chanyeol não conseguia arrastar seu olhar ao sul do pescoço do Byun. Ele o tinha hipnotizado.

The Duchess DeallOnde histórias criam vida. Descubra agora