Chanyeol andava de um lado para outro no hall de entrada, batendo sua bengala no chão de mármore. A cada meia-dúzia de passos, ele consultava o relógio.
Graças ao peculiar amigo do Byun, ele confiava que o mecanismo fosse preciso até nos segundos.
Oito e dez.
Ele parou de andar. Estava se comportando como algum tipo de pretendente fazendo a corte, não um duque esperando seu marido atrasado.
E, com certeza, não era um boboca apaixonado. Ele apenas detestava esperar.
Era só isso.
Ansioso por fazer algo, colocou a bengala na vertical e pendurou seu chapéu nela. Então, projetou a bengala para cima, fazendo o chapéu voar alguns metros, depois fez o necessário para pegá-lo. Na vez seguinte, jogou o chapéu mais alto. Após cerca de uma dúzia de repetições, Chanyeol estava jogando o chapéu até o limite do teto em arco, para depois acompanhar sua queda e capturá-lo antes de chegar ao chão de mármore.
Ele tinha acabado de fazer o chapéu voar quando viu de canto de olho um brilho vermelho no alto da escadaria.
Baekhyun.
– Desculpe o atraso – ele disse.
O Park se assustou, jogou a bengala de lado, numa tentativa tola de se livrar da evidência, e ficou parado enquanto seu chapéu de castor caía do nada, batendo em seu ombro antes de atingir o chão. Deve ter parecido que ele era alvo de um tipo de raio do Olimpo, só que um raio mais elegante.
O Byun olhou para ele do alto da escada.
E Chnyeol decidiu que só havia um modo de lidar com a situação.
Negar.
Ele deu um olhar acusador para o teto, depois se curvou para pegar o chapéu, espanando-o com um ar de irritação.
– Vou perguntar para Jongin o que significa isso.
Ele pôde notar que o menor segurou uma risada.
– O espetáculo começa em vinte minutos – ele disse.
Baekhyun continuou no alto da escada, hesitante. Bem, e por que não hesitaria? Estava para sair em público com um homem que jogava chapéus e bengalas para cima em intervalos aleatórios.
– Se você prefere não sair – ele começou –, tanto faz para mim. Preciso mesmo ler um relatório da propriedade de Yorkshire.
– Você prefere ficar em casa? – perguntou.
– Só se você preferir.
– Eu quero ir. Detestaria desperdiçar todo o esforço de Junmyeon. – Ele tocou o cabelo que havia sido repicado alguns minutos atras com a mão.
Que asno cretino ele era. Baekhyun não hesitava porque estava incomodado com a aparência dele. Ele apenas esperava que ele elogiasse a aparência dele.
Ele subiu a escada, dois degraus de cada vez. Quando chegou ao lado do marido, estava sem fôlego – e não por causa do esforço.
O cabelo brilhante estava penteado para cima, um toque delicado de rosa iluminava as maçãs do rosto, e aqueles cílios abundantes minavam a compostura dele a cada batida.
Mas os olhos do Byun brilhavam mais do que tudo. Estavam grandes e inquisidores, com pupilas redondas e grandes o bastante para que ele caísse dentro delas, com íris de um castanho profundo, complexo e salpicado de dourado.
Um pouco mais para baixo, ele sabia que havia um conjunto de roupas suntuosas e um colo finamente emoldurado para ser admirado, mas parecia que Chanyeol não conseguia arrastar seu olhar ao sul do pescoço do Byun. Ele o tinha hipnotizado.
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The Duchess Deall
FanfictionQuando Byun Baekhyun, um estilista , aparece na casa de Park Chanyeol para exigir o pagamento de uma dívida, o alfa vê ali uma grande oportunidade de acordo e lhe faz a proposta de casamento. Mas o duque deixa claro algumas regras que devem ser segu...
