Capítulo 14

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Adaptação "Um casamento conveniente"


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Bangue.

Chanyeol levantou a cabeça do livro.

Deixe para lá, ele disse para si mesmo. A governanta vai cuidar disso, seja o que for. Não é da sua conta.

Mas quando baixou a cabeça de novo, ele descobriu que era incapaz de se concentrar no trabalho diante de si. Chanyeol afastou-se da escrivaninha e levantou, saindo da biblioteca a passos rápidos. Se algum dia ele possuiu a capacidade de ignorar ruídos explosivos, havia deixado esse talento em Waterloo.

Após momentos tensos procurando, descobriu a origem do clamor. Um enfeite de bronze tinha caído no chão da sala matinal. Isso, em si, não era nada especialmente digno de nota. O que o assustou foi a outra parte da cena: seu marido, de pé numa escada, segurando a vara da cortina a mais de três metros de altura.

O Byun dobrou o pescoço para olhar na direção dele.

– Oh, olá.

– O que está acontecendo?

– Estou tirando estas cortinas.

– Sozinho? – Ele atravessou a sala e pôs as mãos na escada. Alguém tinha que ficar por perto para o caso do Byun perder o equilíbrio e cair.

– Desculpe se assustei você com todo esse barulho. Eu perdi o apoio na pilastra. Ele tinha perdido o apoio na pilastra. Que ótimo para ele. Chanyeol estava perdendo a sanidade.

– Já que parece que você precisa ser lembrado, agora é um duque. Não uma artista de circo nem um esquilo.

Ele fez um som de pouco caso.

– Isto é uma escada, não um trapézio. E eu acionei a trava de segurança, garanto que sei como estas coisas funcionam.

– Sei, mas parece que você não sabe como os criados funcionam. – Ele firmou as mãos na escada, trava de segurança ou não. Se ele insistia em arriscar o pescoço, podia muito bem brigar com ele. – Desça daí, então.

– É melhor eu terminar o que comecei. Ou então todo meu esforço terá sido em vão.

– Ah, claro, continue – disse num tom de voz entediado. – Não é como se eu tivesse algo para fazer. É só por diversão que estou administrando propriedades em toda a Inglaterra. Fazendo melhorias. Cuidando do bem estar de milhares de arrendatários.

– Só vou demorar um minuto.

– Está bem.

– Pronto – ele declarou.

Uma cachoeira de veludo azul farfalhou até chegar ao chão. A sala foi inundada pela luz do sol. Chanyeol viu o fantasma de seu reflexo no vidro da janela. Que figura. Baekhyun, descendo dos céus numa nuvem radiante, e ele, o monstro que o espreitava lá embaixo.

Quando se aproximou do último degrau, ele colocou a mão na parte de baixo das costas para apoiá-lo. Ele abriu os dedos o máximo que conseguiu, para tocar o máximo do Byun que fosse possível.

Cedo demais, os sapatos dele tocaram o chão.

Park recuou alguns passos antes que ele se virasse. Havia muita luz e Byun estava perto demais. Ele não queria assustá-lo.

Bateu uma mão na outra para tirar o pó.

– Oh, assim fica muito melhor.

– Não fica, não. Não consigo entender o que você tem contra cortinas.

The Duchess DeallOnde histórias criam vida. Descubra agora