Capítulo 11

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Adaptação "Um casamento conveniente"


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Park se viu encarando um par de olhos acesos, que brilhavam para ele desde o canto do quarto. A base de sua coluna formigou. Seu coração foi de um galope à imobilidade.

Um intruso.

Como diabos ele tinha entrado?

Não importa, disse para si mesmo. A dúvida podia esperar. A questão mais urgente era: como ele iria matar o canalha? Mentalmente, avaliou as armas disponíveis no quarto. O atiçador da lareira era a mais eficiente, mas estava fora de alcance. A faixa de seu robe se transformaria em um garrote decente num átimo. Se necessário, ele lutaria com as mãos. Sua única preocupação era manter Baekhyun a salvo.

Chanyeol rolou para o lado e ficou de joelhos, colocando seu corpo entre o ômega e a ameaça.

– Você tem três segundos para sair por onde veio – ele ordenou. – Ou juro que vou quebrar seu pescoço, vagabundo.

O intruso atacou primeiro, pulando para frente com um berro demoníaco.

Algo que parecia com uma dúzia de farpas afiadas como navalhas penetraram a roupa de dormir dele, atingindo-o no ombro e no braço.

Aturdido, ele soltou um grito de dor.

Byun jogou as cobertas para o lado.

– Calças! Calças, não!

O gato?

Garras. Dentes. Sibilando.

O gato.

Chanyeol cambaleou para fora da cama e girou o corpo para trás, agitando o braço para se soltar da fera, enquanto protegia seus órgãos reprodutores com a outra mão. Ele podia perder várias partes do corpo, mas não aquelas.

Da cama, Baekhyun gritava e implorava com a criatura infernal, sem sucesso.

Ele jogou um travesseiro, que acertou Park no rosto, mas não fez nada para desalojar o demônio que tinha levado para a casa dele. A próxima tentativa de chanyeol derrubou tudo o que havia sobre a penteadeira e que podia se desfazer em cacos, como seus pés descalços logo descobriram. Ele se bateu várias vezes contra o pilar da cama, tentando assustar a criatura e fazer com que o soltasse. Não funcionou. O gato continuava preso à sua camisa – e sua carne – Como uma rebarba. Uma rebarba com dentes que miava.

O duque estava pronto para enfiar o braço, o gato e tudo mais no fogo – afinal, o que eram mais algumas queimaduras –, mas pelo queimado produzia um cheiro revoltante, e ele era decente o bastante para hesitar diante da ideia de matar o animal de estimação do marido diante dos olhos dele.

Não, ele o levaria até o jardim, no dia seguinte, e o mataria ali.

No momento, contudo, ele precisa se livrar daquela coisa amaldiçoada.

Deixando o seu pênis desprotegido, agarrou o animal pelo pescoço e sacudiu os dois braços até conseguir soltá-lo. O diabrete caiu no chão e saiu correndo, desaparecendo nas sombras. Para nunca mais voltar, se sabia o que era bom para a saúde.

Chanyeol verificou suas partes íntimas. Todas presentes e aparentemente sem danos, mas tinham se recolhido tanto para dentro do corpo que não haveria como fazê-las colaborar de novo nessa noite.

Era isso. Ele teria que dar outra caminhada longa e frustrada essa noite.

– Você está sangrando? – Byun perguntou.

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