Prólogo

390 26 2

Era uma noite no final de outono, o frio já se encontrava na a cidade de Seul que por incrível que pareça estava calma, não havia muitas pessoas na rua a maioria estava em casa ou em algum lugar fechado em um programa familiar.

Em uma dessas ruas, para ser mais preciso aquela mais vazia e tranquila de todas, havia uma casa que parecia ter um aspecto comum, não era muito grande nem tão pequena, uma família poderia morar lá, porém, quem residia lá não era bem uma família, por enquanto...

Dentro da casa, se encontrava um rapaz com os seus vinte e cinco anos de vida não tão vividos assim. O cômodo onde estava era uma verdadeira bagunça de material de trabalho e coisas pessoais do morador.

Ele estava debruçado sobre um corpo imóvel, sem vida.

Já não sabia mais o que poderia fazer para concluir a sua obra prima.

Levantou frustrado e encarou o rosto angelical que ele mesmo tinha desenhado. Cabelos loiros e encaracolados, lábios finos e bem desenhados, rosto infantil de semblante tranquilo, corpo esguio, pele pálida e macia e os olhos apertados. Quem visse diria que era um jovem descansando depois de um dia conturbado na escola.

- Aish! Por que não funciona!?

Esbravejou o rapaz decepcionado.

Desde quando se formou ele trabalha com esse projeto. O exercito da Coreia paga-o muito bem e lhe fornece todo o material que precisa para que ele conclua sua obra prima.

O Humano perfeito.

É até irônico dizer isso de sua criação, pois não passava de um androide, um robô super dotado, em que ele colocou todas as características físicas e psicologias de um ser humano.

Se ele possui sentimentos igual ao de um ser humano de verdade!?

Provavelmente.

Poderia responder essa pergunta se ele funcionasse.

Já tinha ligado tudo. Os fios do metal mais leve que existia percorriam o corpo daquele ser como se fossem suas veias, micro chips de alta tecnologia que são conectados por pequenos fios de metal passando para o corpo inteiro os sinais do painel central que é responsável por realizar seus movimentos e conclui pensamentos. Estava tudo ligado, até as bombas de ar que fazem com que o robô funcione dando a falsa impressão de uma leve respiração.

Suspirou cansado ao constatar que se passavam das três da manha. Precisava dormir, pois amanha teria que rever tudo o que fez hoje em seu projeto para descobrir qual foi o erro para ele não funcionar.

Cobriu o corpo do androide com um lençol branco e trancou a sala apos sair. Caminhou se arrastando até seu quarto. Tirou os sapatos de qualquer jeito e deitou na cama do cômodo sem nem trocar as suas roupas, apenas puxou um lençol grosso cobrindo-se de qualquer jeito e adormecendo logo em seguida.






Não muito longe dali, para ser mais exato no bairro vizinho, em uma casa verde e branca de aparência acolhedora, vivia um jovem garoto com a sua família.

Seus pais estavam dormindo por causa da hora e sua irmãzinha foi dormi na casa de seus tios. Só ele estava acordado.

Por que estava acordado?

Ele também gostaria de saber o porquê.

Fazia mais ou menos umas três semanas desde que seu namoro tinha acabado. O garoto deveria estar feliz, pois foi ele que acabou com tudo aquilo.

 

Por que estava triste então?

Não gostava da falta de coragem de seu companheiro, queria que ele admitisse o relacionamento e que não fosse mais apenas um segredo, o garoto entendia que os pais do seu agora "ex" são muito conservadores e matariam o próprio filho e o suposto namorado se descobrissem.

Mas não foi por isso que eles brigaram.

A família do seu ex-companheiro arranjou um namoro forçado por causa dos negócios da família, e de acordo com ele logo mais marcariam a data para o noivado dos dois e tudo mais.

Saber que o seu amado simplesmente aceitou isso sem nem ao menos questionar partiu o seu coração e rompeu com o relacionamento que eles mantinham em segredo ha mais de três anos.

O garoto abraçava o seu travesseiro com forca e fungava baixinho, deixando trilhas quase que invisíveis de lagrimas escorrerem por sua face.

Sentia-se sozinho e usado.

E naquela noite, em que o frio da madrugada era seu companheiro de quarto, jurou para si mesmo que nunca mais iria amar outra pessoa novamente.


 

 Mas isso não se aplica a um robô.

Por Favor, Não se ApaixoneLeia esta história GRATUITAMENTE!