Capítulo 8

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Adaptação de "Um Casamento Conveniente" de Tessa Dare


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Park fechou o robe e amarrou a faixa. Então o soltou e tentou de novo. Tinha feito um nó tão apertado da primeira vez que prejudicou sua capacidade de respirar.

Estava tão ansioso. Byun não seria o único inexperiente nessa noite. Ele não era virgem, mas nunca tinha ido para a cama com um virgem, e não sabia o que esperar da parte dele. Ele estaria só um pouco tímido ou, quem sabe, aterrorizado? Quanta dor ele iria causar?

Chanyeol pensou que poderia oferecer um consolo ao ômega. Considerando há quanto tempo ele não fazia sexo, a coisa toda acabaria em minutos. Se não segundos.

Ele seguiu pelo corredor com os pés descalços. Quando chegou ao quarto dele, deu uma batida de aviso antes de abrir a porta em alguns centímetros.

– Imagino que esteja pronto – ele disse.

– Estou.

– Ótimo.

Ele entrou e logo apagou a vela. Algumas velas acendidas pelo menor ainda queimavam, e Park foi apagando uma por uma. Depois que protegeu o fogo da lareira, reduzindo-o a um brilho vermelho, ele virou para se juntar ao outro na cama.

Logo no primeiro passo, ele bateu o joelho na beira da... de algo. Uma mesa? Uma poltrona?

– Você está bem? – Perguntou.

– Estou ótimo – ele disse apenas.

– Sabe, um pouco de luz pode ser uma boa ideia.

– Não. Não seria boa ideia.

– Eu já vi suas cicatrizes.

– Não deste modo. – E não todas elas. As cicatrizes no rosto dele eram apenas o prólogo de um conto épico de deformidade.

Baekhyun podia ter estômago para suportar a aparência dele do outro lado de uma sala, dentro de uma carruagem escura, ou mesmo à mesa de jantar. Mas na intimidade do leito nupcial? Nu e iluminado? Sem chance. Isso ficou dolorosamente claro da primeira – e última – vez em que ele permitiu que um ômega o visse assim.

A lembrança continuava aguda e dolorosa como uma flecha com a ponta envenenada. "Como eu aguentaria me deitar com... com isso?"

Como, mesmo.

O Park não desejava reviver esse momento, e não apenas para preservar seu orgulho. A questão era salvar sua linhagem. Ele não podia se dar ao luxo de afugentar Baekhyun. Com relação ao sexo, ele já era bastante tímido. Ele não se arriscaria a lhe dar mais uma razão para se retrair. Um Alfa só podia ter um ômega. Se ele não lhe desse um herdeiro, isso significaria o fim de sua linhagem. Ou, pelo menos, o fim do lado decente de sua família – o lado sem vagabundos incorrigíveis.

– Estou aqui – o menor disse. – Deste lado.

Ele seguiu a voz, tropeçando na borda do tapete, mas, fora isso, chegando inteiro à beira da cama. Depois de soltar a faixa do robe, ele o abriu e tirou, colocando-o de lado.

O duque sentou no pé da cama e estendeu a mão para pegar... bem, para pegar qualquer parte dele que conseguisse. Aquilo seria meio complicado, deflorar seu esposo virgem em uma escuridão quase total. Talvez ele devesse ter planejado melhor aquilo.

Mas era tarde demais. Chanyeol tateou por cima da colcha até sua mão pousar no que pareceu ser um pé. Um sinal encorajador. Ele deslizou a mão para cima, delineando o formato de uma perna.

The Duchess DeallOnde histórias criam vida. Descubra agora