Adaptação de "Um Casamento Conveniente" de Tessa Dare
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Um duque?
Bem. Baekhyun se sentia grato por uma coisa. Pelo menos agora ela tinha uma desculpa para encará-lo. Desde que o duque havia revelado a extensão de suas cicatrizes, o menor estava se esforçando para não olhar para ele. Então Byun começou a ficar preocupado se não seria ainda mais grosseiro evitar olhar para ele.
Como resultado, seu olhar ficou passeando do rosto do alfa para o carpete, para as moedas sobre a escrivaninha. Aquilo o estava deixando tonto. Agora ele tinha uma desculpa inquestionável para encará-lo abertamente. O contraste era extremo. O lado ferido do rosto dele chamou sua atenção primeiro, claro.
A aparência era atormentada e furiosa, com uma teia de cicatrizes passando pela orelha e subindo até o couro cabeludo. O mais cruel, contudo, era que a pele marcada inevitavelmente contrastava com o perfil não danificado. Ali, o duque era lindo do modo impertinente.
O ômega não achou a aparência dele assustadora, embora não pudesse negar que fosse chocante. Não, ele decidiu. "Chocante" não era a palavra certa. Impressionante. Ele era impressionante. Como se um raio tivesse dividido seu corpo em dois, e a energia ainda estalasse ao redor dele. Baekhyun sentiu a pele de seu braço ficar arrepiada.
– Perdão, Vossa Graça. Devo ter ouvido mal.
– Eu disse que vou fazer de você um duque.
– Claro... claro que você não quer dizer por meio de casamento.
– Não, eu pretendo usar minha vasta influência na Casa dos Lordes para derrubar as leis de primogenitura, então irei persuadir o Príncipe Regente a criar um novo título e um novo ducado. Isso feito, hei de convencê-lo a nomear como duque o filho ômega de um pastor de Busan. É claro que eu quis dizer por meio de casamento, Byun Baekhyun.
O menor deu uma risada estrangulada. Rir pareceu a única reação possível. Ele só podia estar brincando.
– Você não pode estar me pedindo em casamento.
Ele suspirou, contrariado.
– Eu sou um duque. Não estou lhe pedindo em casamento. Estou me oferecendo para casar com você. É uma coisa totalmente diferente.
Byun abriu a boca, só para fechá-la logo em seguida.
– Eu preciso de um herdeiro – ele disse. – Demorei para penetrar nessa ideia, mas essa necessidade é inescapável.
A concentração do menor foi capturada por aquela palavra, e o modo vigoroso, firme, com que ele a disse. Penetrar.
– Se eu morrer amanhã, tudo irá para o meu primo. Ele é um idiota incorrigível. Não fui até o continente lutar para salvar a Inglaterra da tirania e nem sobrevivi a isto... – ele apontou para o próprio rosto – só para voltar para casa e deixar a vida dos meus arrendatários desmoronar no futuro. Por isso, as tais leis da primogenitura, exigem que eu me case e tenha um herdeiro.
Ele atravessou a sala, avançando na direção do ômega em passadas tranquilas. O menor permaneceu onde estava, sem querer demonstrar medo. Quanto mais a atitude dele parecia despreocupado, mais o pulso dele acelerava.
O rosto dele podia ser impressionante, mas o resto...? Era esplêndido.
Para se acalmar, Byun procurou se concentrar no seu campo de conhecimento: as roupas. O caimento do paletó dele era imaculado, bem ajustado na largura dos ombros e abraçando o contorno dos braços. A lã era da mais fina qualidade, com a trama bem apertada e um tingimento superior. Contudo, o estilo estava dois anos atrasado em relação à moda atual, e os punhos pareciam bem puídos na...
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The Duchess Deall
FanfictionQuando Byun Baekhyun, um estilista , aparece na casa de Park Chanyeol para exigir o pagamento de uma dívida, o alfa vê ali uma grande oportunidade de acordo e lhe faz a proposta de casamento. Mas o duque deixa claro algumas regras que devem ser segu...
